![]() UM AMOR DIFERENTEÀs vezes nosso coração é tomado por um amor diferente E branco, mulato, vermelho e tem a cor de todas as raças É pobre, rico e miserável e remendado também Contem todas as lágrimas e todo o riso Pode ser ouvido em todas as línguas mas permanece silencioso Ele se espalha como o sol pelo mundo e brilha em todos os olhos Humanos, caninos, multifacetados, abertos e fechados É tanto amor que torna invencível aqueles que o possuem Poder para te dizer - Eu te amo. Eu acredito em você. Eu confio em ti. Você jamais estará sozinho. Eu estarei sempre, sempre contigo. É … às vezes nosso coração é realmente tomado por um amor diferente. (Escrito em sábado muito, muito feliz.) A LENDA DO PERFUME SECRETO KÁMALAConta a lenda, que Muntaz era uma das esposas de um poderoso Maharája do Norte da Índia. Desalentada, via que seu senhor manifestava preferência pelas outras mulheres enquanto ela era rejeitada, apesar de procurar conquistar o coração do Rei, fazendo-se graciosa e tentando servi-lo da melhor maneira. Mas nada adiantava. As outras deviam ser mais adestradas nas artes do amor e colhiam os benefícios da satisfação do Marajá. Certo dia, Muntaz procurou um Mago para que lhe preparasse um filtro de amor a fim de ajudá-la a aprisionar o coração do Rei. O Mago, súdito daquele soberano, recusou-se a ajudá-la, temendo as conseqüências, caso fosse descoberto.
Muntaz, tomada de desesperança, recolheu-se às funções secundárias das esposas menos importantes e passou a tomar muito cuidado com as suas ações, pois os reis costumavam mandar matar as esposas inconvenientes. Assim, ocupou-se da arte da perfumaria, tida em alta conta nas cortes indianas de antanho. Além dos incensos, era muito apreciada a utilização de fontes com chafarizes que, ao invés de água, jorravam água-de-colônia, para deleite do monarca e seus convidados. Tempos depois, o reino foi visitado por perfumistas portadores de oferendas ao Maharája, constituídas pelas mais nobres fórmulas de todo o mundo, inclusive da Europa. Muntaz foi encarregada de servi-los como anfitriã e de aprender o que pudesse para aprimorar sua função. O perfumista-mor, homem idoso, cuja experiência o tornara observador de invejável acuidade, dirigiu-se a Muntaz e perscrutou: - Alteza, notei que o coração de certa dama da corte está triste pela falta de retribuição do amor que devota ao seu esposo. - Caro senhor, sua acutilância pode pôr em risco a privacidade dessa dama – respondeu a desditosa consorte com indisfarçável tristeza. - Asseguro-lhe que esse risco ela não correrá, porquanto posso ajudar tal senhora com toda a discrição. Ouvindo essas palavras, os olhos de Muntaz traíram a curiosidade, o desejo e a esperança. O ancião percebeu e sentiu-se encorajado a prosseguir: - Uma das mais bem guardadas fórmulas que trago na memória, é a do perfume denominado Kámala. Seu aroma poderoso é capaz de despertar a paixão do homem e da mulher, estimulando o desejo dos dois parceiros tão intensamente, a ponto de restabelecer os fluidos vitais dos homens impotentes e das mulheres frígidas. Esse secreto perfume foi elaborado originalmente com o objetivo de aumentar a energia das pessoas para despertar nelas a força da criatividade, da sensibilidade e do dinamismo para o trabalho intelectual. Mas os antigos observaram que sob sua ação, surgiram as outras manifestações que enriqueciam a vida amorosa. Foi aí que o batizaram com o nome Kámala, que significa flor de lótus. Vou lhe ensinar essa fórmula para que Vossa Alteza possa auxiliar a dama em questão, ou qualquer outra que o necessite. Depois de ouvir tudo isso, Muntaz não podia recusar a oferta. Disse-lhe, então, o sábio perfumista: - É preciso utilizar os mais fortes fixadores da natureza, para que este óleo fique tão impregnado no corpo a ponto de exalar o seu perfume por muitas horas e até dias. O âmbar, o civete e o almíscar conferem-lhe o fascínio da sensualidade. Por outro lado, o sândalo, a alfazema e a rosa de boa procedência proporcionam a nobreza, a delicadeza e a nota romântica do buquê. Isto é um grande segredo da perfumaria oriental, que o Ocidente ainda desconhece. Depois é só ir temperando com mais estas dezessete essências naturais, até ficar bem aveludado e macio. Finalmente, o Kámala deve ser posto a envelhecer num recipiente de cristal, cuja tampa precisa permanecer lacrada por um ano, guardado em local fresco e ao abrigo da luz. Só depois desse tempo, pode ser utilizado. Mas atenção: a fórmula tem que ser preparada em noite de lua crescente e só se deve romper o lacre numa noite da mesma lua. Muntaz fez exatamente como lhe havia sido ensinado. Um ano depois, muito emocionada, abriu o frasco. A fragrância invadiu seus aposentos. Conforme as instruções do velho perfumista, Muntaz resistiu à tentação e usou apenas três gotas na palma da mão, esfregou as mãos e, com elas, seu pescoço, colo e cabelos. Nessa noite, propositadamente, foi levar os quitutes ao Maharája. Este, ao sentir o perfume inebriante, pareceu notá-la pela primeira vez em tantos anos. Pediu-lhe que ficasse e se sentasse junto a ele. Perguntou-lhe por que haviam-se distanciado e confessou-lhe o desejo de estar mais tempo em sua presença. Assim, dia após dia, Muntaz foi conquistando o coração do Rei até que, finalmente, ele ficou loucamente apaixonado por ela e não se interessava mais pelas outras mulheres. Conta-se que quando Muntaz morreu, o Maharája mandou construir um mausoléu enorme e lindíssimo em mármore branco, como jamais houve outro igual em toda a Índia. E que, no palácio, encheu seus aposentos de espelhos dispostos de maneira que, onde quer que ele estivesse, pudesse vê-la em sua última morada. Hoje repousa ao lado dela, realizando suas juras de amor eterno. Nos séculos seguintes e até hoje o perfume Kámala é considerado secreto e, embora seja caro, é difícil de se conseguir mesmo uma pequena quantidade. Somente os yôgins muito merecedores podem, eventualmente, obter um frasquinho com seu instrutor. Esta lenda é apenas um conto. A fórmula Kámala foi elaborada por nós. É oportuno informar que nenhum fixador de origem animal que exigisse sacrifício, foi utilizado.
Uma dica de livro: SwáSthya Yôga em duplasAcabo de receber um exemplar do livro SwáSthya Yôga em duplas, do meu amigo e Diretor da Unidade Joinville, o prof. Gustavo Marson. Além do acabamento belíssimo, em papel couchet, a obra inclui 130 páginas impressas a 4×4 cores, mais de 200 fotos de técnicas corporais executadas a dois com suas respectivas descrições. Os modelos das fotos são instrutores e praticantes do nosso Método em Joinville. O trabalho de pesquisa está riquíssimo e indico veementemente para: · Instrutor de Yôga de qualquer modalidade que desejem enriquecer suas aulas · Praticantes do Nosso Método que almejem ampliar sua flexibilidade e força, pois sabidamente, práticas em dupla aumentam as qualidades físicas, flexionamento e potência muscular · Para cultivar uma prática romântica e potente, com ótimas trocas de retribuição e cuidados com quem você gosta. Swásthya Yôga em duplas Hierarquia & LiberdadeA palavra hierarquia comumente está equivocadamente associada à coerção, e por isso, comumente gera uma reação refratária. Precisamos mesmo de hierarquia? Concordo que temos dificuldade de ajustar-nos a ela. Entre tantos motivos, elencamos a dificuldade de equacionar o conceito de liberdade individual com a regra, a norma. Toda a regra tem como funções a redução de conflitos, a busca da harmonia nas relações. Seja de um grupo de homo sapiens, chimpanzés ou panthera leo. Esta também é um dos objetivos da hierarquia. Se não, vejamos o que diz o Educador DeRose, muito apropriadamente, sobre o assunto: o que mais prezamos é a arte de relacionar-nos bem com todo o mundo: nossos pares, nossos subordinados e nossos superiores. Uma excelente ferramenta para facilitar um bom relacionamento, baseado no respeito mútuo, é a observância da hierarquia. Ela contribui para evitar confrontos desnecessários e anti-éticos. E auxilia a etiqueta, poupando-nos de gafes, eliminando dúvidas quanto à posição a ser ocupada em qualquer circunstância por todos os membros da nossa comunidade, desde a localização dos alunos numa sala de práticas, à distribuição dos participantes numa cerimônia, ou até numa fotografia de grupo; enfim, orienta-nos sobre a maneira de comportar-nos em qualquer situação. A palavra hierarquia vem do grego hieros (sagrado) + arché (poder, comando) podendo ser definida como organização social em que se estabelecem relações de subordinação e graus sucessivos de poderes, de situação e de responsabilidades; ou ainda como classificação, de graduação crescente ou decrescente, segundo uma escala de valor, de grandeza ou de importância (Dicionário Houaiss). No seu livro, Eu, primata, o autor, Frans de Wall, observa que não apenas somos sensíveis às hierarquias e à linguagem corporal a elas associadas, mas simplesmente não podemos viver sem elas. Mesmo que alguns preferissem vê-las desaparecer, a harmonia requer estabilidade, e esta depende, em última análise, de uma ordem estabelecida. Podemos ver facilmente o que acontece na aus6encia de estabilidade em uma colônia de chimpanzés. Os problemas começam quando um macho que costumava sair do caminho e fazer reverencia para o chefe, transforma-se em desafiante, causando barulho e confusão (…). O momento crítico não é a primeira vitória do desafiante, mas a primeira vez em que ele obtiver a submissão (…). Enquanto não se estabelecer a ordem vigente outra vez, o ambiente do clã refletirá a divisão de poder, sinalizando medo e desconforto. Para os chimpanzés, a hierarquia clara e estável elimina tensões, e com isso os confrontos tornam-se raros: os subordinados evitam conflitos, e os superiores não tem motivos para buscá-los. Sinais por favor! Na natureza, os chimpanzés, as hienas, as abelhas e formigas são exemplos de organizações sociais fortemente hierarquizadas, como vantagem evolutiva que garante a sobrevivência dos indivíduos e a perpetuação do gene. Na sociedade humana, vamos encontrar na igreja, exército, artes marciais e na família, modelos de corporações hierarquizadas. Em todas elas, quanto mais visíveis os sinais de quem é quem, mais confortáveis todos se sentem. Todos nós ambicionamos por transparência hierárquica. Sentimo-nos muito confusos sem sinais externos da posição das outras pessoas em relação a nós. Seja pela aparência, atitude ou objetos que porta, estamos permanentemente procurando indícios hierárquicos para sabermos como comportarmo-nos. Imagine um dojô, local onde se treinam as artes marciais, em que todos trajassem quimonos com faixas da mesma cor. Como cada um saberia distinguir quem é um Mestre ou um iniciante? Buscariam ansiosos e inseguros, no olhar, postura etc, sinais hierárquicos com resultados constrangedores, provavelmente, e que seriam facilmente contornado por uma codificação de cores nas faixas. Vantagens e desvantagens da hierarquia As vantagens da ordem hierárquica esta na divisão de responsabilidades, que gera, para qualquer organização, resultados coletivos mais eficientes, além de facilitar o aprendizado, e segurança decorrente da estabilidade pela redução os conflitos. O desafio está no caráter daqueles que representam os graus mais altos de importância em qualquer sistema hierárquico. Vemos diariamente, em todos os lugares maus exemplos de conservadorismo e corporativismo, além de corrupção, abusam de poder e preconceito. E a liberdade? A liberdade é o nosso bem mais precioso. No caso de ter que confrontá-la com a disciplina, se esta violentar aquela, opte pela liberdade (Mestre DeRose) Nossa observação do ser humano constata que nem todos nasceram para viver sob hierarquia, pois ela sempre releva os interesses individuais em prol do que é melhor para a maioria. O que devemos procurar é de que forma podemos ser úteis em um sistema hierárquico e de como nossos talentos possam construir uma mútua e vantajosa relação de trocas, aonde as habilidades individuais reforçam e aprimoram o modelo hierárquico e este nos ofereça estabilidade, amigos confiáveis, segurança e reconhecimento. A importância do Pújá
![]()
Os filósofos gregos detinham uma prática denominada askésis, em que treinavam repetidamente seus discípulos para construir mentalmente determinados valores éticos, tantas vezes quanto fossem necessárias, até que incorporassem aqueles princípios filosóficos.
Pújá é chaittanya, é mentalização, é askésis. É repetir mental e diariamente determinados modelos pró-ativos, substituindo outros, menos inteligentes e positivos.
Pújá modifica o samskára, registro inconsciente que nos predispõe ao fatalismo, herança evolutiva de todos os mamíferos, trocando por outro, o do santôsha, contentamento.
Pújá nos ensina a ver o copo cheio pela metade, ao invés de vazio pela metade. Incorporar a gratidão e com ele o sentimento de ánanda, bem- aventurança. E perdoar, pois a mágoa não encontra ressonância por muito tempo em um coração pleno de reconhecimento.
E finalmente, o mais importante: a conexão direta com o Mestre eleito e portanto, com o Método por ele preconizado, promovendo profundas mudanças evolutivas no corpo, coração e mente do discípulo. Uma felicidade viável
Muito se fala de felicidade. É prometida como o desfrute final de todas as religiões para àqueles que nelas crêem e garantida por toda a propaganda nas emissoras de rádio, canais de televisões, vendedores e autdoors em todas as línguas por todo o mundo. Tanto mais se fala dela quanto mais distante nos parece. Sentimento, sensação ou experiência que permeia todos os sonhos humanos, é ao mesmo tempo tangível e inacessível. Refutamos as experiências que nos afastam dela e procuramos, quase obsessivamente, reprisar aquelas que nos proporcionaram alguns instantes desta impressão inesquecível, transcendental e, no entanto, excessivamente volátil.
Afinal o que é a felicidade? Iniciemos pelo que nos diz o Dicionário Houaiss: qualidade ou estado de feliz; estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar. Gosto dela. Aproxima-se bastante daquilo que desfrutamos. Porém, como existem muitos significados para o termo, ouso colocar aqui a minha colher e sugerir que definamos felicidade como o estado neurofisiológico desencadeado pelo psiquismo quando identificamos que nada nos falta, que estamos momentaneamente completos. Uma curiosidade: muitas das vezes em que somos possuídos por esta felicidade, é tal a sensação de satisfação, de preenchimento em si mesmo, de auto-suficiência que a possibilidade de morrermos naqueles instantes não nos assusta. Fica a impressão de que o medo do fim da vida é proporcional ao quanto não conseguimos transformar nossos sonhos mais profundos em realidade, na maneira como deixamos nossa marca no mundo e nas pessoas que amamos. No entanto, me parece que a felicidade está mais presente em nossas vidas do que alcançamos apreender. Suspeito que o principal motivo é o modelo estereotipado hollywoodiano que absorvemos desde crianças. Quando nossas experiências cotidianas de felicidade nos surgem, não se assemelham ao padrão introjetado na memória inconsciente e aí ficamos impossibilitados de identificá-las. De qualquer maneira, os momentos de felicidade são definitivamente finitos. Ou seja, não duram para sempre. São permeados por outras situações que incluem diferentes coeficientes de insensibilidade, sofrimento, alegria, euforia e outras tantas sensações com que convivemos desde o nascimento até a última respiração. Portanto, poderíamos dizer que uma pessoa é tanto mais feliz quanto a sua habilidade em realizar escolhas inteligentes que lhe desencadeiem uma quantidade diária maior destes estados neurofisiológicos de plenitude. E quais seriam estas escolhas superlativas? A seguir relaciono algumas segundo os pontos de vista deste autor, e que em nenhum momento ousariam e pretenderiam representar a verdade sobre a felicidade. São apenas pontos de partida, meras sugestões para uma felicidade mais possível, humana e viável. Poderíamos dizer que uma felicidade com tendência ao concreto. 1. um corpo saudável, pois afinal sem um corpo, a experiência existencial não é possível e se ele não for saudável, esta será a maioria do tempo desagradável e sofrida. Até conhecem-se pessoas que conseguem ser muito felizes apesar de grandes sofrimentos físicos, mas é exceção à regra. Corpos saudáveis liberam uma quantidade enorme de serotonina e outros neurotransmissores, gerando muita felicidade bioquímica; 2. estabilidade econômica, que se constitui naquilo que o Mestre DeRose definiu muito sabiamente como riqueza: ter-se mais do que se precisa. Para alguns, esta riqueza significa uma pequena casa, um emprego e um cachorro. Para outros, o iate Laura, do rei Roberto Carlos ainda não seria o suficiente. Não importam os valores, pois são diferentes para cada ser humano. O importante é que se consiga encontrá-los; 3. faça shirshásana diariamente. Constitui-se em inverter a posição do corpo, apoiando o alto da cabeça no chão e colocando os pés e pernas para cima, de maneira a irrigar concentradamente o encéfalo, popularmente conhecido por cérebro. Além de prevenir síndromes como a de Parkinson e Alzhaimer, estimula a quantidade de sinapses nervosas simultâneas, promovendo a criatividade, intuição e inovação; além de irrigar os lóbulos corticais, principalmente o esquerdo. Pessoas que o instigam, são pessoas que solucionam mais rapidamente os problemas cotidianos, refazendo rapidamente a homeostase psico-orgânica, ou seja, felicidade instantânea. 4. cultive o hábito de fazer escolhas responsáveis. Uma pesquisa foi realizada com um grupo de anciões com mais de oitenta anos num asilo. Foram divididos em dois grupos-experimentos de dez indivíduos, aos quais eram cedidos diariamente filmes, dieta e atividades de lazer variados. A diferença era que um dos grupos podia optar enquanto o outro tinha que aceitar as sugestões impostas pelos pesquisadores. No final de algum tempo o índice de doenças e mortes era significativamente menor entre aqueles que podiam eleger. Escolher estimula a percepção da liberdade individual e esta aumenta o prazer de viver fortalecendo os mecanismos de preservação biológica. 5. viva uma vida sexual plena, seja o que isto signifique para você. O mundo é cada dia mais pansexual. O leque de opções sexo-comportamentais é muito grande: heterossexual, homo ou bissexual. E ainda pode se combinar com um, dois ou muitos parceiros. Ou até nenhum! Observe-se depois de um relacionamento sexual mutuamente satisfatório. A sensação é de plenitude. De satisfação plena. Ou seja: felicidade! É o justo prêmio que a natureza lhe proporciona por estar preenchendo os desígnios biológicos para os quais foi criado. O que não ajuda a ser mais feliz é reprimir o instinto sexual. Porem, educá-lo e refina-lo sim. É possível e desejável, de maneira a acordar em nós outras sensações ligadas a uma sexualidade plena, de que todo ser humano tem direito. E, não obstante a História humana ser eivada de autênticos santos que atingiram um estado particular de felicidade através de transes místicos e que para atingi-los abriram mão da sexualidade, seres humanos normais não nascem com esta predisposição e, assim sendo sofreriam muito se adotassem o celibato; 6. estabilidade relacional, que para alguns é encontrada num casamento monogâmico. Para outros somente se compreender mais de um parceiro fixo. E ainda alguns que atingem a estabilidade com muitos parceiros. E vamos incluir também os celibatários nesta lista que parece não ter fim. Mais uma vez, cada um deve procurar um modelo que lhe satisfaça plenamente. E se precisar, experimentar até descobri qual é o seu padrão. E lembre-se que este inventário de vínculos abarca também amigos verdadeiros, confiáveis e cúmplices. Hoje se sabe que casamentos estáveis são aqueles nos quais os cônjuges também são grandes amigos. O que realmente importa é se construir uma rede de relações duradouras e onde se possa encontrar ressonância para repartir os bons e maus momentos, ou seja, a curta e fascinante aventura que é viver; 7. vida com significância, no sentido de identificar o seu valor e aplicá-lo no mundo através de uma atuação social que tenha importância, que faça alguma diferença, modificando e melhorando o mundo e a espécie pela nossa atuação particular. Curiosamente, independe da profissão. Afinal, qualquer atividade laboral, seja qual ela qual for, é importante. O que estamos falando é do coeficiente de conexões que o indivíduo consegue identificar entre a sua performance laboral e a realidade que o cerca. Quanto mais acoplamentos, interconectividades simultâneos o indivíduo conseguir perceber, mais significância e felicidade genuína extrairá do seu trabalho. Vislumbre-se incorporando estes cinco escolhas comportamentais. Concorda comigo que a vida fica mais fácil e prazerosa? E refletindo bem, é só começar. Objetivamente, nada nem ninguém sabota nossos desejos. Errando e acertando, em algum momento, inevitavelmente, nos aproximaremos destes padrões ou outros que cada um definirá como prioritários. A felicidade não tem uma fórmula única. Porém, devemos e podemos procurar a nossa maneira de encontrá-la. Conscientes da sua volatilidade e inconstância, porém também da nossa meritocracia em desfrutá-la pelo maior tempo e quantidade de vezes possível. E que, definitivamente só depende de nossas escolhas.
Os desafios para realizar mudançasPor que somos condicionados Na natureza, todo condicionamento tem o intuito de manter o bom funcionamento biológico de cada indivíduo e de toda uma espécie, garantindo-lhe sobrevivência e reprodução. Não acrediteCASO I - Poderia me ver um refrigerante com gelo até a borda do copo, sem limão - solicita você numa mesa de uma sanduicheria. - Sim. Um queijo quente, com salada menos o milho e o pão bem torrado. E para acompanhar, uma batata-frita. Mas ela deverá chegar junto com o sanduíche, certo? - Ceeeeerto - confirma o garçom e se retira. Uma reflexão sobre a Vida e a MorteQuando temos 20 anos nos sentimos imortais. 40 anos parecem-nos uma eternidade. - Há tanto por viver até lá… - pensamos. Um dia, você acorda e tem os tais 40 anos. E se dá conta que, num dia qualquer da sua vida, você morrerá. Leia mais… MudançaQualquer dia é o dia ideal para mudarmos nossa vida para sempre. Quando percebemos que podemos escolher viver assim, matamos dentro de nós, para sempre, o espírito da monotonia. Afinal, ele só existe dentro daqueles que acreditam que não é possível mudar um hábito, para sempre, agora. Leia mais… |

