
Uma história sobre paixão e futebol. Aguarde!
Arquivo do mês de Março, 2009Uma história sobre paixão e futebolQuinta-feira, 26 de Março, 2009
Uma história sobre paixão e futebol. Aguarde! Uma lição de MestreSegunda-feira, 23 de Março, 2009
Nesta época, éramos todos hippies, mas o Jojó era o mais hippie de todos, comendo muito arroz integral com gersal, cabeludo (acreditem, eu já tive cabelo!), e muito barbudo. E como todo hippie da época, era muito radical, descriminando todos que adotassem hábitos comportamentais diferentes dos meus, principalmente os alimentares. Cheguei ao cúmulo de interceptar um desconhecido na rua, chamando-lhe a atenção sobre os malefícios da coca-cola que ele levava em uma das mãos. Pois, em um determinado fim-de-semana, em São Paulo, estávamos na Unidade do Mestre, todos reunidos em um grande grupo, entre alunos e instrutores, acompanhando cursos e o Jojó fazia patrulhamento comportamental quanto às escolhas alimentares dos participantes. O Mestre tudo assistia, sem nada comentar. Passamos o sábado entre estudos e práticas e no fim do dia, depois de todos tomarem banho e jantar, nos reunimos na sala de aula para jogar conversa fora. Além de muitos instrutores e alunos, estavam também presentes, o nosso querido Sistematizador e Betinha, a sua esposa na época. Em algum momento do bate-papo, a conversa derivou para o soma, beberagem ritualista da tradição védica e cuja composição perdeu-se, utilizada há milênios, com o intuito de reproduzir artificialmente um estado semelhante ao samádhi. Ficamos algum tempo trocando idéias sobre o assunto, quando o nosso amigo, com aquele timbre de voz tão característico, alardeou: - Eu descobri a fórmula do soma. Todos os olhos dos presentes arregalaram-se, voltando-se fixamente na direção do Mestre. - O soma, Mestre? Mesmo? – ouviu-se uma indagação entre os membros do grupo. - Sim e pegarei um pouco para que provem – disse ele, levantando-se e dirigiu-se até o seu quarto. Um silêncio absoluto tomou conta da sala. Todos estavam com a respiração em suspensão, imóveis e incrédulos. Afinal o procedimento de elaboração do soma estava perdido havia milênios. Será que estávamos diante de uma revelação? Passados alguns minutos, nosso Mestre adentra a sala com um pequeno objeto, seguro solenemente entre os dedos das duas mãos. Todos os olhos estavam cravados no diminuto artifício que, logo identificamos como uma ânfora de ferro, envelhecida, como as encontradas em descobertas arqueológicas. O momento era mágico. Afinal iríamos desfrutar de algo que centenas de gerações de buscadores em vão conseguiram encontrar. Sentíamo-nos privilegiadas. Realmente especiais. E mais distinguido me senti, ao perceber que havia sido eleito para ser o primeiro a sorver do líquido sacralizado. O Mestre estendeu seus braços em minha direção e, respeitosamente, projetando os meus, acolhi entre meus dedos a pequenina ânfora ancestral. Todos me olhavam enquanto trazia o recipiente aos lábios. Quando as primeiras gotas invadiram minha boca, espalhando-se, fechei os olhos para melhor desfrutar. Era muito, muito bom, pois o soma alem de adocicado, estava gelado e produzia uma percepção palatável semelhante a presenças de gotas de ar minúsculas, que misturadas a beberagem, proporcionavam um efeito muito refrescante. - Que delícia, Mestre. Nunca tomei nada igual – exclamei, entusiasmado. Ele me olhou profundamente nos olhos e disse: - É coca-cola, Joris – e deu uma enorme gargalhada, seguido por todos os presentes. Fiquei em estado de choque por alguns instantes e então entendi. E me juntei aos demais na risada coletiva. Morria ali um natureba chato. Aprendendo sobre o jazzSábado, 7 de Março, 2009
Este texto, extraído do excelente site, www.ejazz.com.br, diz um pouco do que Milles significa para a música contemporânea e para o jazz, pontualmente. O cara era uma metaforse, recriando-se a cada década, sem medo de experimentar o novo e principalmente, com um faro raríssimo para identificar talentos, que tornaram-se depois, lendas do jazz. Um amigo querido diz que as pessoas, quando são jovens gostam do pop, com o passar do tempo descobrem a música erudita e acabam no jazz. Verdade ou mentira, sugiro que dedique algumas horas do seu final de semana para assistir o maior, mais ilustrativo e didático documentário sobre este estilo musical, a coleção box com 4 DVDs, denominada Jazz, e produzida por Ken Burns. O jazz é uma vertente multifacetada, com uma enorme variação de estilos e fases, você precisa descobrir quais os períodos com os quais identifica-se e então começar a ouvir os ícones daquele período. Tenho absoluta convicção de que a coletânea o ajudará muito nesta escolha. Boa diversão. Uma história com o Mestre DeRoseQuinta-feira, 5 de Março, 2009
- Na Varig. Hoje, no Brasil, ele prioriza a TAM, mas a resposta continua valendo, pois permanece viajando sem parar, desde a década dos sessentas, ministrando ciclos de cursos, polarizando mentes e corações, alavancando evolução, autoconhecimento e uma profissão maravilhosa para milhares de pessoas em todo o mundo. É só olhar no site da Uni-Yôga a sua agenda e ficar impressionado com a energia que o homem tem para continuar viajando e semeando. DeRose é meu supervisor há mais de três décadas e sempre que posso, e muitas vezes, mesmo que não possa, priorizo participar de seus cursos. Além da oportunidade de viajar e conhecer novos lugares e pessoas, os cursos com DeRose sempre são uma ocasião única de desfrutar de um dos aspectos humanos que mais admiro e prezo, tanto por ser raro quanto instigante: uma inteligência exuberante, que construa uma linha de raciocínio totalmente lógica, amarrando cada ponto de vista com uma cascata de associações, de forma a surpreender-me e simultaneamente, humilhar-me pelo brilhantismo. Pois a história que quero contar, aconteceu há alguns anos, quando o Educador DeRose ministrava um ciclo de cursos em Curitiba. Era sábado, e após o curso, fui convidado, com mais alguns poucos instrutores, a compartilhar de um ótimo bate-papo com ele e sua esposa e fiel-escudeira, Fernanda Neis, no hotel onde estavam hospedados. Dirigimo-nos ao Bourbon Hotel, onde ele estava muito bem instalado na suíte presidencial, e deixamos a conversa fluir agradável e sem compromisso Em algum momento, lembrei-me e mencionei o fato de haver adquirido naquela manhã um CD que continha uma música que gostava muito. Esta era cantada pela inigualável Aretha Franklin. Sem mencionar o nome da cantora ou o nome da música, me dirigi à sala vizinha, onde havia deixado meu casaco e saquei do bolso a gravação para que pudéssemos partilhar. Quando adentrei ao quarto, o Mestre me olhou e falou: - I say a little prayer for you. Parei em pé, olhando para ele e perguntei-lhe: - Como você sabia o nome da música? E ele respondeu, sorrindo: - Mas estava acima da sua cabeça, escrita como se fosse um balão! E todos caímos na gargalhada. A melhor culinária do mundoTerça-feira, 3 de Março, 2009
O engraçado e trágico é que nada havia em comum com os restaurantes vegetarianos que até então havia freqüentado no Brasil. Tanto que depois da passagem pelo subcontinente indiano, jamais voltei a pisar em um restaurante natureba. Estes, salvo excepcionalidades, são, na minha humilde opinião, uma ofensa ao paladar e explicam o porquê de milhões de não-vegetarianos relutarem tanto em adotar hábitos alimentares mais saudáveis. Um bom exemplo é o tal de arroz integral, dito tão saudável, mas que jamais tive o desprazer de encontrar em nenhum dos mais de uma centena de restaurantes vegetarianos, de todas as estrelas que freqüentei nas minhas duas viagens à Índia. Servidos em porções normalmente pequenas, a culinária indiana é uma celebração de cores, cheiros e sabores sem igual, em um redemoinho de sensações a cada refeição. Caracteriza-se pelo uso sofisticado e abundante de centenas de ervas e especiarias, transformando qualquer mera hortaliça, classificada quase pejorativamente como “salada” pelo Ocidente, em um suntuoso, peculiar, excitante e inigualável prato da cozinha indiana. Considerada por alguns como a culinária mais diversificada do mundo, cada ramo da cozinha indiana é caracterizada pelo uma ampla gama de pratos e técnicas culinárias. Inclui entre tantos temperos o açafrão, ajowan, alcaravia, amchoor, aneto, aneto indiano, anis, anis-estrelado, assa-fétida, canela, canela cássia, cardamomo verde, cardamomo negro, cominho, coriandro, cravo-da-índia, cúrcuma, curry, fagara, feno-grego, funcho, gengibre, lima keffir, mostarda, nigela, noz-moscada, papoula, pimenta-de-rabo, pimenta e pimenta longa, pimenta-da-guiné, pimentos chiles, tamarindo, etc, o que convenhamos, permite transformar qualquer arroz, batata, laticínio etc. em um prato de sabor incomparável. Agora, me cite um único restaurante vegetariano no Brasil e na maior parte do mundo que inclua estes condimentos regularmente na sua cozinha. Então, prefiro freqüentar as boas e honestas trattorias; as churrascarias finas, que oferecem uma quantidade imensa de opções para vegetarianos de deixar qualquer restaurante natureba no chinelo, e ainda servem com guardanapos de pano e ar condicionado; e as excelentes opções de pizzaria que encontramos em qualquer lugar do mundo. |
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