Há algumas décadas, realizando uma entrevista com o Mestre DeRose, um jornalista, em um determinado momento perguntou-lhe onde morava. E Mestre rapidamente, com aquela voz de trovão, respondeu:
- Na Varig.
Hoje, no Brasil, ele prioriza a TAM, mas a resposta continua valendo, pois permanece viajando sem parar, desde a década dos sessentas, ministrando ciclos de cursos, polarizando mentes e corações, alavancando evolução, autoconhecimento e uma profissão maravilhosa para milhares de pessoas em todo o mundo. É só olhar no site da Uni-Yôga a sua agenda e ficar impressionado com a energia que o homem tem para continuar viajando e semeando.
DeRose é meu supervisor há mais de três décadas e sempre que posso, e muitas vezes, mesmo que não possa, priorizo participar de seus cursos. Além da oportunidade de viajar e conhecer novos lugares e pessoas, os cursos com DeRose sempre são uma ocasião única de desfrutar de um dos aspectos humanos que mais admiro e prezo, tanto por ser raro quanto instigante: uma inteligência exuberante, que construa uma linha de raciocínio totalmente lógica, amarrando cada ponto de vista com uma cascata de associações, de forma a surpreender-me e simultaneamente, humilhar-me pelo brilhantismo.
Pois a história que quero contar, aconteceu há alguns anos, quando o Educador DeRose ministrava um ciclo de cursos em Curitiba. Era sábado, e após o curso, fui convidado, com mais alguns poucos instrutores, a compartilhar de um ótimo bate-papo com ele e sua esposa e fiel-escudeira, Fernanda Neis, no hotel onde estavam hospedados.
Dirigimo-nos ao Bourbon Hotel, onde ele estava muito bem instalado na suíte presidencial, e deixamos a conversa fluir agradável e sem compromisso
Em algum momento, lembrei-me e mencionei o fato de haver adquirido naquela manhã um CD que continha uma música que gostava muito. Esta era cantada pela inigualável Aretha Franklin. Sem mencionar o nome da cantora ou o nome da música, me dirigi à sala vizinha, onde havia deixado meu casaco e saquei do bolso a gravação para que pudéssemos partilhar.
Quando adentrei ao quarto, o Mestre me olhou e falou:
- I say a little prayer for you.
Parei em pé, olhando para ele e perguntei-lhe:
- Como você sabia o nome da música?
E ele respondeu, sorrindo:
- Mas estava acima da sua cabeça, escrita como se fosse um balão!
E todos caímos na gargalhada.
Etiquetas: Aretha Franklin, DeRose, dhyána, intuição, supraconsciência, TAM, Uni-Yôga, Varig





é o máximo esse nosso mestre
à cada dia sinto-me mais privilegiada de estar vivendo na mesma época que esse cara e ter histórias para contar, quem sabe, para os meus netos, bisnetos…
obrigada por compartilhar conosco esta tua história.
beijo para ti querido
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Mas olha quem estava nesse balão, a maravilhosa Aretha Franklin…
Adoro ler suas histórias, sempre muito ricas em experiência, criatividade e detalhes únicos.
Beijinhos,
Lê
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Há com cada coisa!!! Bjinhos de Lisboa
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[...] Estava escrito como em um balão – Uma história de alta percepção e jazz [...]