Num início de tarde chuvoso de fim de verão, almoçávamos eu e Charles Maciel, Diretor- Executivo da Uni-Yôga, num shopping de Floripa. A conversa girava sobre o tema preferido dos profissionais da Rede: a Uni-Yôga.
Já estávamos comendo há meia-hora. O motivo da visita de Charles à capital dos catarinenses, era uma auditoria que ele aplicaria em todas as Unidades de Floripa.
Entre uma garfada e outra, lembrávamos de um e outro Diretor, conversávamos sobre o Credenciado-Sênior, o Mestre, Credenciados etc. Descontraído, comunicativo e simpático, Charles fazia a conversa fluir descomprometida e agradável.
Terminado o almoço, já no final do café, aconteceu uma transformação impressionante com o meu velho amigo. A sua tradicional expressão facial sorridente e descontraída deu lugar a uma expressão atenta e séria. O espírito do auditor estava baixando. Progressivamente, o corpo seguiu a postura do rosto. O nosso velho Chachá deu lugar ao auditor Prof. Charles Maciel.
A partir daí, iniciou-se o processo da auditoria na Unidade Centro. Foram quatro horas de averiguação contábil, administrativa, pedagógica, comportamental e das instalações.
Foi impressionante a quantidade de coisas diferentes que o auditor conseguiu averiguar e corrigir em tão pouco tempo. O meu velho companheiro desenvolveu uma paranormalidade, um siddhi muito peculiar: identificar falhas nos procedimentos nas Unidades. E com uma vantagem adicional rara: sobre cada oportunidade de melhoria identificada, sempre acrescentava uma sugestão valiosa, prática e viável. E sempre com aquele jeito cuidadoso no trato com os Credenciados que lhe é peculiar.
No final da tarde, cansado, Charles deitou-se para refazer suas energias. Ao reabrir os olhos, o espírito do auditor havia-se ido, e tínhamos de volta o velho amigo.
Nos dois dias seguintes, o espírito auditor de Charles, literalmente escaneou todas as Unidades da Grande Floripa, identificando problemas, indicando correções, gerando um verdadeira revolução na padronização das Unidades Credenciadas daqui.
Quando ele se foi, a sensação era de estupor pela quantidade de coisas que precisávamos mudar, mesclado a um sentimento de gratidão profunda pelas preciosas dicas que mudariam para sempre nossas Unidades.
Além desta, outra percepção foi a de que todos os Diretores de Unidades, de toda a Rede, precisam viajar pelo menos uma vez por mês a São Paulo, para estar junto ao Mestre DeRose, sob o risco de perder o bonde da história e nunca mais suprir a defasagem inevitável da distância geográfica.
Florianópolis, 20 de abril de 2004




