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Segunda-feira, 2 de Agosto, 2010
Só existimos nos dias que fazemos.
Nos dias em que não fazemos, apenas duramos.
Padre António Vieira
O Yôga é uma filosofia com tendência ao concreto, mencionava Mircea Eliade em seu livro Yôga, Imortalidade e Liberdade. O maior exemplo que temos na nossa egrégora é o Mestre DeRose. Uma das suas melhores características é a capacidade de realização. Ele é um homem que faz. Ainda melhor: é um yôgi que concretiza.
Assim como na vida há aqueles que dizem que fazem e outros que… fazem, existem Instrutores e praticante do Nosso Método que, embora muito bem-intencionados, adoram ficar sentados, a pintar chakras. A maioria, felizmente, realiza ações efetivas em prol da Cultura preconizada, da Unidade em que trabalha ou pratica, do Supervisor, de sua Federação e do seu projeto profissional. Eles fazem a diferença.
Este praticante, Instrutor ou não, se caracteriza por fazer aulas todos os dias, ler todos os livros, participar de todos os cursos e quando fala, imposta a voz e adora orientar o comportamento das pessoas, sejam colegas ou superiores.
Considera-se o supra-sumo da evolução, quase um Pátañjali tupiniquim, mas na prática, no cotidiano, na sua relação com o trabalho, organização, limpeza, relacionamento interpessoal, pontualidade, foco e acabativa ainda deixa muito a desejar.
Ou seja, embora se esforce, o que é muito meritório, não estende que mensura-se a evolução, o poder outorgado pelo sádhana, pela capacidade de acabativa e agregar riqueza de todas as classes: uma rede poderosa de relacionamentos, patrimônio conquistado, influência cultural e social etc.
Afinal, que poder é este que almeja-se conquistar? Parece-me que significa, principalmente, sobrepujar todos os obstáculos internos, as crenças, iluminar com o fogo do Yôga o obscurantismo da consciência, de maneira a conhecermo-nos na totalidade.
Tudo indica que é a iluminação do inconsciente, o desvelamento das intrincadas estruturas da psique, impondo limites ao indivíduo, que liberta o maior de todos os poderes: a potência para o sádhaka aplicar a sua vontade sobre a natureza dos seus condicionamentos, alcançando um patamar inimaginável de liberdade e domínio sobre a existência, reconstruindo-a segundo seus ditames, reflexo das mais belas, evoluídas e transcendentes aspirações humanas.
Nosso Mestre é um espelho do que descrevemos acima. Todos os momentos de sua existência são plenos desta potência. Podem ser identificados na impecabilidade dos textos escritos, no acabamento dos livros, na construção das idéias, na busca pelo melhor, sempre.
É esta pujança realizadora que não conseguimos divisar no Pátañjali tupiniquim, embora ele creia sinceramente que a obteve, já que pratica muito bem, ministra ótimas aulas, conhece o conteúdo de todos os cursos e consegue ditar, sem ler, muitos trechos dos livros de nossa bibliografia. Estas são características mais do que elogiáveis, mas precisam ser desdobradas em ações efetivas, em realizações mensuráveis, capazes de mudar a Nossa Cultura e o mundo.
Caso contrário, nosso Pátañjali tupiniquim lembrará os menires de Obelix: belos e inúteis.
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Segunda-feira, 2 de Agosto, 2010

Impecavelmente organizado pelo poderoso Grupo de Líderes de SC, foi realizado nesse sábado dia 31 de Julho, mais um Mahá Sat Chakra. O evento aconteceu na Unidade do Kobrasol e contou com quase 60 participantes divididos entre Diretores, Instrutores e praticantes do Método DeRose de Santa Catarina.
Durante dois meses, os membros do Grupo de Líderes, Thalita Trolese, Marcia Oliveira, Marina Casalis e Duda Lazzaris estiveram comprometidas em divulgar o evento entre as Unidades, conseguindo reunir muita gente .
Coordenado por Andre Alves e Fernando Marin, membros do Grupo de Líderes, tivemos um tocante sat sanga comandado pelos autores do livro ‘O Poder do Mantra’, Ricardo Melo e Caio Melo. Foram vocalizados mantras e explicado o significado de cada termo, além da participação de convidados muito especiais. Os kirtans foram conduzidos com muita simpatia e carisma pelos dois e ao final, podíamos sentir uma vibração de pura alegria nos corações dos participantes.
Logo depois, foi realizado um poderoso e belíssimo sat chakra, prática de mentalizações, configurado por dois círculos, tal o número de participantes. O de fora pelos alunos e o cÍrculo central pelos Diretores, Instrutores do Método DeRose.
Para aqueles que eram alunos, o evento transcorria impecavelmente, pois podia-se notar que tudo havia sido preparado com cuidado e muito bem organizado.
A seguir, sob a batuta da participante do Grupo de Líderes, Cindy Araújo, com a participação de Karin Fechine, Letícia Casanova e Marina Casali, tivemos uma emocionante entrega de insígnias para os graus de sádhaka (Manoela do Nascimento, Fabíolla Vasconcellos, Natália Corvalam, Maria Bazzi , Amanda Faria de Araújo, Jovanio Fernandes, Carla Avelar e Mirian Landerdahl, seguido de entrega para o grau de yôgin (Ramão Vasconcelos), chêla (Guilherme Pitsch) e graduado (Viviane Mondardo). Um sucessinho! Tudo cercado de muita força e emoção. Os textos de entrega de insígnia foram lidos pelos Diretores de Unidades Credenciadas, Profa. Lucila Silva, Prof. Rodrigo De Bona, Instrutora Lisandra Zapelini e Instrutor Michael Fretta.
Em seguida, o grupo todo ficou impressionado com a poderosa demonstração de coreografia, feita pelo apresentador de nível internacional, o nosso querido Instrutor Rodrigo Vivas.
E ao final, tivemos um delicioso risotto, preparado pelo instrutor Felipe Godinho, Mila Bochese, Romina Pino e Marcia Oliveira e seguido de momentos de descontração, muita confraternização e alegria.
Acesse as fotos, feitas pelos membros do Grupo de Líderes, Bruna Braunn e Fernando Marin, estão disponíveis no www.grupodelideresdesc.blogspot.com
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Sexta-feira, 23 de Julho, 2010
Há 210 milhões de anos os mamíferos viviam à sombra dos dinossauros. A presença agressiva destes grandes répteis dominava a cena evolutiva, não permitindo a eles desenvolverem-se, tanto em tamanho (ser pequeno era uma vantagem, pois diminuía a chance de ser visto por um Tiranossauro Rex) quanto na variação de espécies.
Por volta de 160 milhões de anos atrás, provavelmente uma catástrofe provocada por um asteróide ou um cometa extinguiram os dinossauros, dando a super classe mammalia, uma oportunidade evolutiva sem igual. E eles aproveitaram.
A partir daí, sem a presença ameaçadora dos grandes répteis, os mamíferos multiplicaram-se e mudaram progressivamente sua anatomia:
- Há cerca de 150 milhões de anos atrás a sua caixa craniana se expandiu e desenvolveu a audição ofertando um diferencial competitivo em relação aos répteis, por exemplo, que ouvem muito mal;
- Há 120 milhões de anos, os mammalias desenvolveram os dentes tribofênicos que lhes permitiram uma dieta mais variada e melhor assimilação, aumentando com isso a longevidade;
- Por volta de 90 milhões de anos a cintura escapular permitiu movimentos mais amplos, aprimorando-lhes as habilidades de caça, luta e fuga;
- 45 milhões de anos atrás as mãos e pés dos mamíferos tornaram-se preênseis, e seus olhos passaram a ver com cores, ampliando as habilidades em identificar e capturar formas novas de alimento;
- Em torno de 5 milhões de anos, os primatas ficaram eretos. Isto fez uma enorme diferença, pois garantiram aos nossos antepassados maior campo de visão para identificar as presas e predadores, alargando a expectativa de vida;
- Cerca de 3 milhões de anos, o gênero Homos, de onde descende a nossa espécie, o Homo sappiens, começou a utilizar as mãos estimulando áreas adormecidas do cérebro, gerando ferramentas para substituir sua falta de velocidade, reflexos e garras, enriquecendo seu cardápio e aumentando suas habilidades em conviver com alterações climáticas;
- Por volta de 1 milhão de anos, os nossos antepassados já detinham a maior neocórtex proporcional ao peso entre todas as espécies, ampliando sua memória e raciocínio. Assim começaram a guardar e retransmitir uma quantidade enorme de informações às novas gerações, algo sem precedentes na história evolutiva das espécies;
- 200 mil anos: uma hipertrofia da faringe desenvolveu a fala, mudando completamente a forma de treinamento dos antropóides para a sobrevivência. Enquanto todos os outros mamíferos só podiam fazê-lo através do gesto, o gênero Homo agregou a linguagem. Passamos a descrever também.
A nossa espécie, o Homo sapiens, surgiu há 130 mil anos. Se pensarmos no reinado dos grandes répteis, que foi de 200 milhões de anos, chega-se a conclusão que nossa espécie nasceu ontem e temos muito que evoluir. Também é espantoso avaliar, quando acompanhamos a evolução dos antropóides dos quais somos descendentes diretos, o quanto nosso cérebro cresceu. Em dois milhões de anos, passou de 500 c.c. para 1700 c.c. de volume craniano. Isto significa que a morfologia dos primatas teve de ajustar-se ao crescimento do crânio, tal a quantidades de estímulos e de associações que nossa espécie era capaz de realizar, aprendendo, memorizando, aprimorando e sofisticando novas habilidades, que a levaram, num período extremamente curto, das árvores ao topo da cadeia alimentar.
Hoje, todos os outros mamíferos, alguns morfologicamente muito mais bem preparados para atingir a condição de espécie dominante, nos temem. Podemos nos equiparar aos elefantes e as orcas: não temos mais predadores naturais.
Em 200 mil anos como espécie, saímos das árvores para o domínio da natureza, expandido a nossa espécie por todos os continentes, remodelando a matéria in natura em objetos que nos trouxeram conforto, facilidades, beleza e conhecimento, até o domínio do átomo.
Construímos a civilização e com ela, um jeito de viver totalmente diferente dos demais mamíferos. Em 20 mil anos de civilização mudamos muito. A vida em grupo tornou-se extraordinariamente complexa e multifacetada, exigindo do animal humano, novas aptidões interpessoais. O terceiro milênio caracteriza-se por mutabilidade. Valores, hábitos e crenças, que são a base estrutural da formação humana estão em constante mutação, exigindo do ser humano uma desenvoltura e flexibilidade comportamental jamais experimentada pelo Homo sapiens. A capacidade de adotar novos valores, novas visões da realidade, adaptando-se as mudanças, é um dos maiores diferenciais competitivos da nossa espécie. E isto se inicia por uma reflexão sobre principais mudanças que ocorreram no mundo nos últimos 5 mil anos.
Crenças
A maioria das nossas escolhas é ajustada pela visão que detemos do mundo, tanto subjetiva quanto objetivamente. Daí a importância de alargarmos até onde pudermos a nossa percepção e o conhecimento acumulado sobre as crenças.
Na Antiguidade, nossos antepassados, para auxiliá-los a explicar o mundo que os rodeava, atribuíam causas mágicas aos fenômenos da natureza tais como a gestação, as mudanças climáticas, o nascimento, a morte, e outros tantos fenômenos naturais. Criaram, a partir desta interpretação sobrenatural, uma série de relatos e histórias fantásticas, denominadas historicamente de pensamento mítico. Através do mito, os antigos conseguiam a coerção social e a moralização dos costumes, fundamental para a convivência grupal. A mitologia adquiriu na maioria das vezes uma conotação religiosa e norteou as principais civilizações antigas tais como a egípcia, grega, romana e germânica.
Na Idade Média, as crenças foram modeladas pelo pensamento religioso, uma hierarquização, sofisticação do pensamento mítico, tornando-o muito mais rígido e sistematizado, passando a constituir-se num conjunto de crenças, dogmas, símbolos e práticas que determinavam uma noção, uma construção imaginária de um mundo sobrenatural, com o qual os homens podiam estabelecer contato. O pensamento religioso teve como principal característica a sublimação do individualismo e da liberdade de iniciativa, reprimindo com isso a criatividade, a inovação tecnológica, artística e comercial.
O período moderno se caracterizou pelo pensamento iluminista, onde as pessoas buscavam novas crenças que lhes permitissem demonstrar todo seu potencial criativo e empreendedor. Foi a época dos descobrimentos, da revolução industrial, e principalmente da ciência. Na ciência, nossos antepassados procuravam as verdadeiras explicações para o mundo e a natureza humana. No entanto, a ciência guardava armadilhas muito semelhantes às do pensamento religioso, pois passou a tratar os assuntos de seu interesse também de forma dogmática. Ainda, seguindo os passos da religiosidade, a ciência acabou cerceando as liberdades e a individualidade humana aceitando apenas uma linha de raciocínio como a correta e excluindo todos os grupos ou povos que não a aceitassem como arauto da verdade de seus processos históricos. E continua ocorrendo até hoje.
A idade contemporânea aprofundou os contatos entre os diferentes povos e culturas do mundo e uma maior liberdade de crenças e pensamentos. Convivem atualmente o dogmatismo religioso superficial e profundo, o pensamento científico com suas certezas e garantias nem sempre comprovadas ou mesmo suficientes e as diferentes filosofias naturalistas e materialistas. A aceitação das divergências de pensamento e orientação é um importante avanço nas relações humanas, pois assim cada indivíduo pode encontrar as explicações das quais necessita e que são mesmo inerentes à espécie.
O terceiro milênio da era cristã nos mostra que ainda que alguns necessitem de pensamentos dogmáticos como a religião e a ciência, outros, no entanto, já se encontram preparados para conhecer filosofias de autoconhecimento e evolução pessoal. Definimos aqui filosofia pelo seu jargão platônico: a investigação da dimensão essencial e ontológica do mundo real, ultrapassando a mera opinião (crença) irrefletida do senso comum que se mantém cativa da realidade empírica e das aparências sensíveis.
Na nossa humilde opinião, o praticante do Método DeRose pode e deve investigar permanentemente a si e a realidade externa, sistemática e confortávelmente, identificando novas visões, substituindo paradigmas, recriando-se e assumindo o seu papel de liderança e de modelo transformador na história humana.
Para tanto, o integrante da Nossa Cultura conta com uma série de ferramentas valiosíssimas: os festivais do Método DeRose, que acontecem em vários estados e países; os cursos com o Educador DeRose e demais Mestres e Docentes da filosofia preconizada por nós; os livros de vários autores, que tratam da Nossa Proposta; os DVDs e CDs e finalmente as classes diárias do Nosso Sistema.
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Terça-feira, 20 de Julho, 2010
Abaixo reproduzimos um pequeno texto extraído do pocket O que é o Método DeRose, escrito pelo Educador DeRose, e que sintetiza 0 estilo de vida da Nossa Cultura. Em cada Unidade, no coração e mente de cada Instrutor e aluno do Nosso Método, buscamos constantemente os padrões abaixo mencionados de qualidade de vida. E a cada dia, aprimorando nossos hábitos, nos aproximamos cada vez mais deste ideal.
Qualidade de vida é tornar sua existência descomplicada, é fazer o que lhe dá prazer, com alegria, saúde e bem-estar.
Qualidade de vida é suprir as necessidades fisiológicas e ergonômicas, é adotarmos hábitos que promovam e mantenham a funcionalidade do corpo, do emocional e do mental, é o aprimoramento e desenvolvimento das nossas habilidades, através do trinômio: boa alimentação, boa forma e boa cabeça.
Qualidade de vida é relacionar-se de maneira descontraída, ética e responsável com o meio ambiente e o meio sócio-cultural, procurando compartilhar e interagir, agregando sempre generosidade, elegância, respeito e carinho às nossas relações humanas (sociais, profissionais, familiares, afetivas e outras), mediante a adoção de um conjunto de valores que incluem boa cultura, boa civilidade e boa educação.
Qualidade de vida é adotar uma visão de mundo que nos motive a buscar o desenvolvimento e o aprimoramento contínuo, conquistando a nossa excelência através do estudo, dos ideais e do autoconhecimento.
Qualidade de vida é manter um padrão de gastos dois degraus abaixo do que você ganhar. É residir próximo ao trabalho. É alimentar-se com frugalidade. É conseguir extrair satisfação de todas as coisas. É esbanjar o seu tempo dando atenção aos amigos e aos conhecidos. É dar flores à pessoa amada. É não se deixar abalar pelos percalços da vida. É amar com franqueza e perdoar com sinceridade.
Estes são os nossos valores.
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Sábado, 17 de Julho, 2010
Conta a lenda, que em um mosteiro budista existia um canteiro de areia. Localizado no átrio central, a superfície do canteiro era mantida impecavelmente lisa por um grupo de acólitos. Portando rastilhos de bambu, com cerdas finas como fios de cabelo, estes se sentavam em torno do grande tanque de pedra, atentos a qualquer alteração no nivelamento arenoso.
Seu trabalho era constante, pois além das alterações climáticas, o canteiro sofria diariamente mudanças com um dos exercícios de meditação característico daquele mosteiro e diariamente exercitado pelos discípulos: cruzar lenta e concentradamente, descalços, o quadrado de areia.
Pelo menos uma vez por dia, cada monge fazia este trajeto. Caminhava contrito até a entrada do canteiro com os olhos focados neste, respirava profundamente e depois pé ante pé, com o maior cuidado, realizava a travessia. Chegando ao término de sua jornada, invariavelmente olhava para trás, para as pegadas que marcavam a sua trajetória e com um suspiro de leve desapontamento, voltava as costas para o grande tabuleiro e afastava-se para o interior do mosteiro.
Todos repetiam a prática, ano após ano e década após década.
O objetivo da meditação era avaliar o quanto de poder detinha cada praticante sobre seus atos, palavras e pensamentos, de maneira a que não produzissem um único desdobramento kármico sequer. Este domínio sobre o karma era naturalmente transferido para o caminhar do acólito, permitindo-lhe atravessar o canteiro de areia sem deixar pegadas.
Assim são as nossas escolhas. Cada palavra proferida, pensamento emitido ou ação executada tem um poder imenso na construção do nosso futuro. Podemos mesmo dizer que nosso destino é construído e modificado diariamente, influenciado pela qualidade das nossas escolhas.
A necessidade de se criar divindades.
Quando comparamos a evolução do macaco humano com as de outros mamíferos, ficamos boquiabertos com a sua capacidade adaptativa, seja nas mudanças anatômicas quanto comportamentais que fez para atingir o topo da cadeia alimentar.
O homem-macaco desceu da segurança das árvores para a vida ameaçadora das planícies, estendeu a coluna, ampliou o cérebro, desenvolveu ferramentas, tornou-se caçador e construiu a cultura.
Segundo os zoólogos, para conseguir uma vantagem evolutiva, o Homo sapiens retardou a maturação cerebral, obrigando-se a permanecer para sempre com algumas características juvenis e mesmo infantis. Algumas delas foram a procura pelo risco, necessidades de explorar, criar e inventar coisas novas, aspectos bem pronunciados nas crianças quando brincam. Ao crescer, o mamífero humano, para alimentar sua sede de explorar e experimentar, criou aquilo que conhecemos como civilização.
Entre as suas invenções mais curiosas estão as divindades. Qual o motivo que o levou a construir uma realidade sobrenatural? E porque esta visão mítica se mantém, ainda nos dias de hoje, permeando a tecnologia, os negócios, as regras e leis, os valores morais, mesmo com o advindo da ciência? Poderemos um dia transcender esta visão, para uma realidade sem crenças?
Uma observação importante é conhecer a definição do verbete crer no dicionário: tomar por verdadeiro, ter por certo, ter confiança em (alguém ou algo); acreditar; formar idéia sem base real; imaginar, pensar, presumir. A palavra quase se antagoniza com outro verbo que é o saber, indicando que aquele que crê, em verdade não conhece, mas gostaria que o objeto de sua crença se transformasse em realidade.
O surgimento das crenças nos deuses surgiu, provavelmente, da necessidade que nossa espécie sentiu, desde sempre, de tentar entender o mundo fenomenal que o rodeava. No início, a tudo que nos cercava, que não compreendíamos, atribuíamos uma conotação mágica, fruto de uma imaginação sem limites, produto de nossa evolução cerebral, pois a ciência só surgiria milhares de anos depois para explicar os fenômenos naturais. A gestação, a morte, o nascimento, as mudanças climáticas, os acontecimentos cotidianos foram agregando um valor mítico, que comandava a vida dos antigos.
Porém, a continuidade das crenças em divindades, através de milhares de anos de história civilizatória, teria uma explicação mais utilitária: a garantia da estabilidade dos grupos sociais. A concepção de entidades imortais, atreladas à atributos de potência inimaginável, e que, portanto, com poderes sobre a vida de simples mortais, levaria o ser humano a uma única condição possível: a de resignar-se com o seu destino, sem questionar, aceitando aquilo que estas divindades escolhessem, e com isso diminuindo os riscos de revolta social.
Este sentimento de pequenez diante de forças invisíveis e indestrutíveis, gerou no homem um fatalismo, um determinismo existencial, um sentimento de destino inevitável, que perdura, inconscientemente até hoje, moldando magicamente, decisões diárias tomadas por bilhões de pessoas.
- O que está por trás desta visão distorcida do destino, que nos leva a entregramos nossas vidas nas mãos de potencias invisíveis, intangíveis e incertas?
Medo da responsabilidade.
A desconforto da responsabilidade de ter de escolher. Gostamos de culpar Deus, o diabo e a sorte, mas somos os únicos responsáveis pelas escolhas que fazemos.
Por isso, tanta gente, prefere ser liderado a liderar. Todos os líderes, desde a pré-história, sempre tiveram que conviver com o ônus de ser responsáveis pelas conseqüências das decisões que tomaram. Mas, no âmbito do indivíduo, cada um é líder de si mesmo.
Deste modo, precisa tomar resoluções cruciais diárias, que envolvem o seu futuro. O medo da responsabilidade está diretamente atrelado aos baixos patamares de consciência que se possui, da dificuldade de associar as centenas de variantes que tomam parte de qualquer eleição. Quanto maior a lucidez e experiência , mais ajustadas e acertadas serão as escolhas.
Medo da perda.
Escolher sempre significará abrir mão de algumas coisas por outras, e tememos selecionar errado, perdendo algum outro objeto, momento ou situação que seria o melhor para nós. Cada vez que elegemos alguma coisa que presumimos ser a melhor escolha, abrimos mão de uma série de outras tantas. Uma parte de nós, eternamente infantil, detesta perder e este sentimento pressiona nossa tomada de decisão. Uma das sensações que mais desagrada ao Homo cultus é o arrependimento, pois implicará no reconhecimento de sua incapacidade momentânea para ver com clareza uma determinada situação.
As conseqüências de nossas escolhas
Todas as vezes que escolhemos, trazemos à luz um grupo de possibilidades que de outro modo não existiria. O exemplo clássico é o genético: quem seria você, se seus pais não tivessem permitido a gravidez que deu nascimento a você? Ou se a sua mãe tivesse casado com um outro homem que não fosse seu pai? Nossa visão sobre como as escolhas combinam-se com a realidade é pequena, produzindo uma desconfortável ansiedade.
Visão distorcida de quem somos nós
A autopercepção, ou seja, a concepção que o indivíduo tem de si, é fruto de profundos e inconscientes valores, implantados através da educação. Educação é ajustar, condicionar a espécie, ativa e passivamente, às regras, normas e costumes de uma determinada época e lugar. Ela consecutivamente sacrifica todas nossas tendências, predisposições e talentos inatos em prol da integração do indivíduo ao meio social.
O lugar e época em que cada um de nós nasceu moldaram a maneira como entendemos o mundo e esta apreensão da realidade orientará continuamente as nossas escolhas, que constroem o nosso destino.
Esta impressão particular do mundo forma aparentemente o componente mais profundo daquilo que se chama o que somos, mas é apenas parte do que temos. Inconsciente, esta configuração não é fruto das nossas próprias escolhas, mas representa apenas aquilo que desejavam para nós as pessoas que estiveram presentes na nossa formação. Esta foi construída segundo os valores e entendimento particular e distorcido da realidade dos formadores.
A educação é sempre um processo de repressão da instintividade, como ferramenta de adaptação. No instinto, habitam energias muito poderosas e quase indomáveis. Por isso, no esforço de controlá-las, a educação acaba por produzir indivíduos ajustados, mas também temerosos, auto-restritivos, domesticados, onde, em nome da estabilidade do grupo, são sacrificados o impulso criativo, inovador e a curiosidade inata do homem-macaco.
Uma luz no fim do túnel das escolhas
Como vimos, quanto mais condicionado for o indivíduo, maior a sua submissão aos desmandos dos vásanás coletivos e pessoais, que modelam as suas escolhas e que constroem o destino daquela pessoa.
Daí a importância de se exercitar a lucidez, como propõe DeRose. A expansão da perceptibilidade capacita o indivíduo a identificar as possíveis e múltiplas conseqüências de suas ações, assim como um Mestre enxadrista consegue antever, muitos lances a frente, as inúmeras combinações das peças dispostas no tabuleiro, construindo defesas e infringindo ataques decisivos ao adversário.
Poderíamos comparar um praticante disciplinado do Método DeRose a um exímio enxadrista existencial, já que a reeducação comportamental proposta pela Nossa Cultura, através do exercício continuado de conceitos e técnicas, em última instância, ampliam a lucidez, o autoconhecimento.
Este indivíduo, através de técnicas como o samyama (meditação) e o yôganidrá (treinamento do sono consciente), por exemplo, exercita continuamente a atualização dos vásanas (condicionamentos) e samskára (as crenças e paradigmas), alavancando uma visão cada vez menos distorcida da realidade, proporcionando-nos fazer escolhas mais inteligentes, integrativas, sociabilizadas e refinadas.
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Terça-feira, 18 de Maio, 2010
Pelo décimo quarto ano consecutivo, o DeROSE Festival de Floripa, que acontecerá agora nos dias 28, 29 e 30 de maio, está repleto de gente linda e pró-ativa.
Faltando sessenta dias para o início do evento, as vagas do Hotel Praiatur estavam todas ocupadas.
Segundo me contou o setor de reservas, em março, ligou um interessado.
- Bom dia, gostaria de fazer uma reserva para o DeROSE Festival de Floripa, por favor – solicitou a pessoa.
- Desculpe-me, senhor, mas todos os leitos estão ocupados.
- Como pode ser? Estou ligando com dois meses de antecedência?
- Pois é, meu senhor. Para o DeROSE Festival de Floripa, a antecedência é de quatro meses.
Agora, os inscritos de última hora, buscam um lugar nas pousadas próximas ao hotel, que estão também quase lotadas.
Teremos presença das mais importantes autoridades do Método DeROSE em todo o mundo, e inscritos do Brasil, Argentina, Portugal, Espanha e Chile, somando quase 600 participantes em um fim de semana de muita convivência, prática, alegria e a melhor companhia: a egrégora do Método DeRose.
Aguardamos a chegada do Educador DeRose para o dia 27 de maio E prepare-se para vivenciar o mais poderoso sat chakra de encerramento de todos os tempos. As paredes do Hotel Praiatur irão tremer.
Etiquetas:carinho, DeRose, Edgardo Caramella, egrégora, evolução, Jojó, Joris Marengo, Mestre, Mestre DeRose, Método DeRose, Uni-Yôga, viagens, Yôga, Yôga Antigo Na categoria Amor, Filosofia, Trabalho, Vida, Yôga, amigos | 4 Comentários »
Sexta-feira, 14 de Maio, 2010
Os zoólogos, observando primatas em cativeiros, notaram a intensa troca de favores entre chimpanzés e com a intenção explícita de aumentar o leque de vantagens competitivas dos negociantes.
Não é diferente na sociedade dos primatas bípedes pelados, dos homo sapiens. Aproximamos-nos ou nos afastamos das pessoas na medida em que a relação que construímos com cada uma delas nos traga alguma vantagem ou não.
E não estamos apenas falando de interesse financeiro. Este é apenas uns dos muitos interesses que consideramos importantes. Mas existem muitos outros, tais como bom humor, capacidade de ouvir as pessoas, generosidade, solidariedade, lealdade, cultura, boa rede de relacionamentos etc.
Todo o tempo, nosso cérebro ancestral, uma parte muito primitiva da nossa massa encefálica e que não mudou nos últimos 10 mil anos, permanentemente esquadrinha o meio ambiente a procura de vantagens que garantam a sobrevivência individual, de sua prole ou grupo.
Este processo de busca de prerrogativas competitivas funciona para muito além da consciência, é uma ferramenta evolutiva característica dos mamíferos e faz parte do kit de preservação das espécies. Portanto, está presente na sociedade dos leões, das hienas, dos gorilas e dos humanos também.
Mas o indivíduo que busca vantagens, como em qualquer negociação, deve oferecer sempre algo em troca. Pessoas que nada tem a acenar, apresentando um comportamento vampirizador, rapidamente são identificadas e excluídas.
Alguns sinais externos deste perfil comportamental são a auto-piedade, mau humor, introversão, ciúmes, hostilidade gratuita, usura e incapacidade de se colocar no lugar do outro.
Nossa Rede é um exemplo vivo de reciprocidade, o nome que damos aos bons acordos e trocas entre mamíferos.
Cada um de nós deve tornar-se um epicentro de muitos valores de intercâmbio, compartilhados e disseminados, que se conduzidos com a ética que nos é habitual, tornará Nossa Cultura cada vez mais forte, generosa, rica em valores, influência e poder gregário.
Etiquetas:egrégora, generosidade, homo sapiens, intercâmbio cultural, lealdade, Método DeRose, Nossa Cultura, poder gregário, reciprocidade, solidariedade, valor, zoologia Na categoria Filosofia | 3 Comentários »
Domingo, 9 de Maio, 2010

Meu banheiro gerou um vazamento e a minha vizinha do andar de baixo reclamou que estava pingando no teto do banheiro dela. Seu nome é Eloá: baixinha, morena, gaúcha, com aproximadamente uns 50 anos e mora sozinha.
Tem o hábito de conversar com a vizinha de porta, e quando isso acontece todo o prédio acaba sabendo, tal a animação e o volume com que dialogam.
Quando soube do vazamento, imediatamente desci ao seu andar para tranqüilizá-la.
- Olha, Eloá, já contatei um encanador que virá amanhã. É importante que estejas em casa para que ele possa dar uma olhada e tentar fazer um diagnóstico – comentei com ela.
- Não vai dar, Seu Jojó, pois estou viajando hoje a noite, e não terá ninguém para abrir a porta para o encanador amanhã.
- Sem problemas, Eloá. Deixe a chave comigo que eu abro para ele. Fique tranqüila que não roubaremos nada – respondi sorrindo.
- Deus me livre! – retrucou ela – Desde que meu marido me traiu, há vinte anos, que não confio em mais ninguém.
- Vinte anos, Eloá? Está na hora de achar um namorado – contestei, com uma risada.
- Por acaso, estás insinuando que é falta de…- contrapôs a vizinha, indignada, já com as mãos na cintura.
Percebendo que minha amiga era um tanto quanto ranzinza, me despedi, liguei para o encanador e ficamos aguardando-a voltar de sua viagem.
Duas semanas depois, volto a tocar o interruptor do apartamento da vizinha.
- Bom dia, Eloá. Como está o nosso banheiro? Continua pingando?
- Continua, Seu Jojó. É emocionante sentir um pingo na minha cabeça, toda a vez que preciso sentar no vaso sanitário. – comenta ela, com caras de poucos amigos.
- Então, estou subindo. O encanador vem amanhã pela manhã, Eloá. Tomarei um banho agora e fecharei o registro, para que não te incomodes por enquanto.
- Ótimo! Mas não esqueça de lavar bem, hein? – rebateu a vizinha, com um meio sorriso e olhando para a minha cintura.
Arregalei os olhos com tanta intimidade, virei-me sobre os calcanhares e subi rapidinho para o meu apartamento.
Alguns dias depois, o encanador concertou o vazamento e horas depois, desci para contar-lhe a boa nova.
- Bom dia, Eloá. O encanador fez o serviço no meu banheiro e me orientou para deixar secando por 48 horas.
- Se quiseres, podes tomar um banho aqui, Seu Jojó.
- Agradeço muito, mas tomarei meus banhos na casa de minha namorada – respondi rapidamente.
- Eloá, por acaso podes me passar o número do teu telefone? Assim posso te ligar para saber se o trabalho do encanador ficou bem feito, e não continua vazando no teu banheiro.
- Sem problemas, seu Jojó. Espere só um instante, que vou pegar o número no meu caderno.
- Não saber o número do teu telefone residencial, Eloá?
- Para que? Eu não ligo para mim.
E assim, eu e Eloá vamos vivendo. Cada um em seu apartamento. E eu passando o ferrolho. Afinal, nunca se sabe…
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Sexta-feira, 7 de Maio, 2010
Lucila Silva, é Instrutora Docente, Diretora Executiva e coordenadora pedagógica estadual da Federação de Yôga de Santa Catarina e Vice-diretora da Unidade Kobrasol.
Tem mais de 16 anos de Método Derose e além de uma discípula fiel ao Sistematizador e amiga leal deste blogueiro, é autora de um livro, que todos aqueles que, na Nossa Cultura, têm o hábito de escrever, recorrem a ele diariamente: o Léxico de Yôga Antigo.
Com 900 verbetes e mais de 2000 significados, a obra é minha parceira permanente de computador e extremamente útil para quem escreve livros e artigos sobre a Nossa Proposta.
Obrigado, Lú, pela sua dedicação a nossa causa. Tenho muito orgulho de ser seu amigo.
Etiquetas:alimentação, ashtánga sádhana, condicionamentos, Dakshinacharatántrika, DeRose, egrégora, evolução, Índia, Jojó, Joris Marengo, Mestre DeRose, Niríshwarasámkhya, sádhana, samádhi, SwáSthya, Tantra, Uni-Yôga, Yôga Antigo Na categoria Filosofia, Trabalho, Yôga | 1 Comentário »
Sábado, 1 de Maio, 2010

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude sentir na pele, enumeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.
Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro. Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.
Sua abençoada insistência pelo qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Carezza colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumado. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Carezza são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.
Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiado do Educador e Mestre.
Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o por quê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolhem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.
Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa agüentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!
E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todos as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.
Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companheirismos e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.
Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre de Yôga.
Para quem não sabe, trishúla alude a uma arma de guerra na forma de tridente, utilizada na Índia há milênios. Também refere a Shiva, o criador do Yôga, no seu aspecto destruidor de avidya, a ignorância da totalidade da nossa natureza.
DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude sentir na pele, inúmeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.
Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro. Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.
Sua abençoada insistência pela qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Kámala colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumados. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Kámala são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.
Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiada do Educador e Mestre.
Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o porquê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolherem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.
Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa aguentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!
E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todas as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.
Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companherismo e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.
Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre.
Etiquetas:ashtánga sádhana, condicionamentos, Dakshinacharatántrika, DeRose, egrégora, escolhas, evolução, felicidade, Índia, Jojó, Joris Marengo, lealdade, Mestre, Mestre DeRose, Método DeRose, viagens, Yôga, Yôga Antigo Na categoria Amor, Esporte, Filosofia, Música, Trabalho, Vida, Yôga, amigos | 11 Comentários »
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