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ÔM
O blog do Jojó
Um espaço para compartilhar com amigos, alunos e curiosos sobre filosofia, vida, trabalho, amor, esporte e Yôga.
 

Arquivo da Categoria ‘Esporte’

As escolhas e o canteiro budista

Sábado, 17 de Julho, 2010

pegadas Conta a lenda, que em um mosteiro budista existia um canteiro de areia. Localizado no átrio  central, a superfície do canteiro era mantida impecavelmente lisa por um grupo de acólitos.  Portando rastilhos de bambu, com cerdas finas como fios de cabelo, estes se sentavam em torno  do grande tanque de pedra, atentos a qualquer alteração no nivelamento arenoso.

Seu trabalho era constante, pois além das alterações climáticas, o canteiro sofria diariamente  mudanças com um dos exercícios de meditação característico daquele mosteiro e diariamente exercitado pelos discípulos: cruzar lenta e concentradamente, descalços, o quadrado de areia.

Pelo menos uma vez por dia, cada monge fazia este trajeto. Caminhava contrito até a entrada do  canteiro com os olhos focados neste, respirava profundamente e depois pé ante pé, com o maior  cuidado, realizava a travessia. Chegando ao término de sua jornada, invariavelmente olhava  para trás, para as pegadas que marcavam a sua trajetória e com um suspiro de leve  desapontamento, voltava as costas para o grande tabuleiro e afastava-se para o interior do  mosteiro.

Todos repetiam a prática, ano após ano e década após década.

O objetivo da meditação era avaliar o quanto de poder detinha cada praticante sobre seus atos, palavras e pensamentos, de maneira a que não produzissem um único desdobramento kármico sequer. Este domínio sobre o karma era naturalmente transferido para o caminhar do acólito, permitindo-lhe atravessar o canteiro de areia sem deixar pegadas.

Assim são as nossas escolhas. Cada palavra proferida, pensamento emitido ou ação executada tem um poder imenso na construção do nosso futuro. Podemos mesmo dizer que nosso destino é construído e modificado diariamente, influenciado pela qualidade das nossas escolhas.

A necessidade de se criar divindades.

Quando comparamos a evolução do macaco humano com as de outros mamíferos, ficamos boquiabertos com a sua capacidade adaptativa, seja nas mudanças anatômicas quanto comportamentais que fez para atingir o topo da cadeia alimentar.

O homem-macaco desceu da segurança das árvores para a vida ameaçadora das planícies, estendeu a coluna, ampliou o cérebro, desenvolveu ferramentas, tornou-se caçador e construiu a cultura.

Segundo os zoólogos, para conseguir uma vantagem evolutiva, o Homo sapiens retardou a maturação cerebral, obrigando-se a permanecer para sempre com algumas características juvenis e mesmo infantis. Algumas delas foram a procura pelo risco, necessidades de explorar, criar e inventar coisas novas, aspectos bem pronunciados nas crianças quando brincam. Ao crescer, o mamífero humano, para alimentar sua sede de explorar e experimentar, criou aquilo que conhecemos como civilização.

Entre as suas invenções mais curiosas estão as divindades. Qual o motivo que o levou a construir uma realidade sobrenatural? E porque esta visão mítica se mantém, ainda nos dias de hoje, permeando a tecnologia, os negócios, as regras e leis, os valores morais, mesmo com o advindo da ciência? Poderemos um dia transcender esta visão, para uma realidade sem crenças?

Uma observação importante é conhecer a definição do verbete crer no dicionário: tomar por verdadeiro, ter por certo, ter confiança em (alguém ou algo); acreditar; formar idéia sem base real; imaginar, pensar, presumir. A palavra quase se antagoniza com outro verbo que é o saber, indicando que aquele que crê, em verdade não conhece, mas gostaria que o objeto de sua crença se transformasse em realidade.

O surgimento das crenças nos deuses surgiu, provavelmente, da necessidade que nossa espécie sentiu, desde sempre, de tentar entender o mundo fenomenal que o rodeava. No início, a tudo que nos cercava, que não compreendíamos, atribuíamos uma conotação mágica, fruto de uma imaginação sem limites, produto de nossa evolução cerebral, pois a ciência só surgiria milhares de anos depois para explicar os fenômenos naturais. A gestação, a morte, o nascimento, as mudanças climáticas, os acontecimentos cotidianos foram agregando um valor mítico, que comandava a vida dos antigos.

Porém, a continuidade das crenças em divindades, através de milhares de anos de história civilizatória, teria uma explicação mais utilitária: a garantia da estabilidade dos grupos sociais. A concepção de entidades imortais, atreladas à atributos de potência inimaginável, e que, portanto, com poderes sobre a vida de simples mortais, levaria o ser humano a uma única condição possível: a de resignar-se com o seu destino, sem questionar, aceitando aquilo que estas divindades escolhessem, e com isso diminuindo os riscos de revolta social.

Este sentimento de pequenez diante de forças invisíveis e indestrutíveis, gerou no homem um fatalismo, um determinismo existencial, um sentimento de destino inevitável, que perdura, inconscientemente até hoje, moldando magicamente, decisões diárias tomadas por bilhões de pessoas.

- O que está por trás desta visão distorcida do destino, que nos leva a entregramos nossas vidas nas mãos de potencias invisíveis, intangíveis e incertas?

Medo da responsabilidade.

A desconforto da responsabilidade de ter de escolher. Gostamos de culpar Deus, o diabo e a sorte, mas somos os únicos responsáveis pelas escolhas que fazemos.
Por isso, tanta gente, prefere ser liderado a liderar. Todos os líderes, desde a pré-história, sempre tiveram que conviver com o ônus de ser responsáveis pelas conseqüências das decisões que tomaram. Mas, no âmbito do indivíduo, cada um é líder de si mesmo.

Deste modo, precisa tomar resoluções cruciais diárias, que envolvem o seu futuro. O medo da responsabilidade está diretamente atrelado aos baixos patamares de consciência que se possui, da dificuldade de associar as centenas de variantes que tomam parte de qualquer eleição. Quanto maior a lucidez e experiência , mais ajustadas e acertadas serão as escolhas.

Medo da perda.

Escolher sempre significará abrir mão de algumas coisas por outras, e tememos selecionar errado, perdendo algum outro objeto, momento ou situação que seria o melhor para nós. Cada vez que elegemos alguma coisa que presumimos ser a melhor escolha, abrimos mão de uma série de outras tantas. Uma parte de nós, eternamente infantil, detesta perder e este sentimento pressiona nossa tomada de decisão. Uma das sensações que mais desagrada ao Homo cultus é o arrependimento, pois implicará no reconhecimento de sua incapacidade momentânea para ver com clareza uma determinada situação.

As conseqüências de nossas escolhas

Todas as vezes que escolhemos, trazemos à luz um grupo de possibilidades que de outro modo não existiria. O exemplo clássico é o genético: quem seria você, se seus pais não tivessem permitido a gravidez que deu nascimento a você? Ou se a sua mãe tivesse casado com um outro homem que não fosse seu pai? Nossa visão sobre como as escolhas combinam-se com a realidade é pequena, produzindo uma desconfortável ansiedade.

Visão distorcida de quem somos nós

A autopercepção, ou seja, a concepção que o indivíduo tem de si, é fruto de profundos e inconscientes valores, implantados através da educação. Educação é ajustar, condicionar a espécie, ativa e passivamente, às regras, normas e costumes de uma determinada época e lugar. Ela consecutivamente sacrifica todas nossas tendências, predisposições e talentos inatos em prol da integração do indivíduo ao meio social.

O lugar e época em que cada um de nós nasceu moldaram a maneira como entendemos o mundo e esta apreensão da realidade orientará continuamente as nossas escolhas, que constroem o nosso destino.

Esta impressão particular do mundo forma aparentemente o componente mais profundo daquilo que se chama o que somos, mas é apenas parte do que temos. Inconsciente, esta configuração não é fruto das nossas próprias escolhas, mas representa apenas aquilo que desejavam para nós as pessoas que estiveram presentes na nossa formação. Esta foi construída segundo os valores e entendimento particular e distorcido da realidade dos formadores.

A educação é sempre um processo de repressão da instintividade, como ferramenta de adaptação. No instinto, habitam energias muito poderosas e quase indomáveis. Por isso, no esforço de controlá-las, a educação acaba por produzir indivíduos ajustados, mas também temerosos, auto-restritivos, domesticados, onde, em nome da estabilidade do grupo, são sacrificados o impulso criativo, inovador e a curiosidade inata do homem-macaco.

Uma luz no fim do túnel das escolhas

Como vimos, quanto mais condicionado for o indivíduo, maior a sua submissão aos desmandos dos vásanás coletivos e pessoais, que modelam as suas escolhas e que constroem o destino daquela pessoa.

Daí a importância de se exercitar a lucidez, como propõe DeRose. A expansão da perceptibilidade capacita o indivíduo a identificar as possíveis e múltiplas conseqüências de suas ações, assim como um Mestre enxadrista consegue antever, muitos lances a frente, as inúmeras combinações das peças dispostas no tabuleiro, construindo defesas e infringindo ataques decisivos ao adversário.

Poderíamos comparar um praticante disciplinado do Método DeRose a um exímio enxadrista existencial, já que a reeducação comportamental proposta pela Nossa Cultura, através do exercício continuado de conceitos e técnicas, em última instância, ampliam a lucidez, o autoconhecimento.

Este indivíduo, através de técnicas como o samyama (meditação) e o yôganidrá (treinamento do sono consciente), por exemplo, exercita continuamente a atualização dos vásanas (condicionamentos) e samskára (as crenças e paradigmas), alavancando uma visão cada vez menos distorcida da realidade,  proporcionando-nos fazer escolhas mais inteligentes, integrativas, sociabilizadas e refinadas.

Um trishúla vivo

Sábado, 1 de Maio, 2010

DeRose PXB 6

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude sentir na pele, enumeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.
Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro. Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.
Sua abençoada insistência pelo qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Carezza colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumado. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Carezza são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.
Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiado do Educador e Mestre.
Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o por quê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolhem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.
Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa agüentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!
E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todos as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.
Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companheirismos e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.
Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre de Yôga.

Para quem não sabe, trishúla alude a uma arma de guerra na forma de tridente,  utilizada na  Índia há milênios. Também refere a Shiva, o criador do Yôga, no seu  aspecto destruidor de  avidya, a ignorância da totalidade da nossa natureza.

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude  sentir  na pele, inúmeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.

Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro.  Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.

Sua abençoada insistência pela qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Kámala colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumados. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Kámala são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.

Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiada do Educador e Mestre.

Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o porquê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolherem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.

Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa aguentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!

E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todas as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.

Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companherismo e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.

Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre.

Mi Buenos Aires querida

Segunda-feira, 29 de Março, 2010

Folder Argentina grupo Visito Buenos Aires desde 1998. Todos os anos tenho o prazer de  ministrar cursos  nesta cidade linda e que me encanta cada vez mais.

Tanto, que foi uma das pouquíssimas cidades que já fui a passeio e não  a trabalho.  Adoro a comida com suas medialunas frescas, os mais de    quarenta tipos de queijos, os restaurantes italianos centenários, o pão  e o sorvete fantástico. Gosto muito da melancolia do tango, agora  revigorado, e dos seus ícones trágicos como Perón e Maradona. Amo  Quino e sua Mafalda.

Mas o que mais gosto é da egrégora do Nosso Método, com seus mais de mil praticantes super identificados e os queridíssimos Diretores  de Unidades, Yael Bracesat, Diego Ouje, Sol Montenegro, Luciano López, Lucia Gagliardini e Silvina Tenebaun.  Mas principalmente pelo amigo e parceiro de tantas aventuras, risadas e muito, muito trabalho, o Mestre Edgardo Caramella.

A história do Yôga na Argentina se divide em antes e depois de Ed ter escolhido abrir mão da segura vida de funcionario público das aduanas argentinas para seguir seu Mestre e o Método DeRose. Foram muitos anos  de chumbo, de esforço absoluto para expandir nossa Proposta Cultural. Vinte anos depois, além do título de Mestre, quatro livros publicados, e a admiração de milhares de praticantes em muitos paises, Edgardo consolidou uma liderança natural na Nossa Cultura, sendo o presidente do excelto Colegiado dos Presidentes de Federação.

Edgardo é um amigo tardio, ou seja, nos conhecemos quando já nos aflorava o branco aos nossos poucos cabelos. Como é muito gentil, culto e engraçado, a convivência com ele é sempre muito prazerosa e de agradável cumplicidade,  e passamos horas conversando, mateando e rindo sem cansar-nos.

Eis alguns bons motivos que fazem de Buenos Aires, assim como Porto Alegre,  algumas das minhas cidades preferidas.

Salve o Corinthians

Quinta-feira, 2 de Julho, 2009

ronaldo1 Apaixonei-me pelo Timão na década dos setentas,  quando estava sem ganhar títulos paulistas havia  mais de 20 anos.

Naquela época, o futebol de Floripa engatinhava e  todo Ilhéu torcia por um time paulista e carioca,  além do Figueira ou Avaí.

Desde então, muita coisa mudou no Coringão. Hoje, adoro a forma pragmática e mortal do esquema de jogo do Mano Meneses. Nada de firula. São 10 operários da bola e uma única estrela: Ronaldão. Que compensa o peso com uma profunda sabedoria dos atalhos do jogo.

Se o adversário marca bobeira, em triangulações curtas e intenso reposicionamento dos jogadores, o time do Parque São Jorge bota a bola lá dentro.

É serio candidato ao título brasileiro deste ano.

Mas também, nossos cumprimentos ao Inter e sua imensa torcida que encheu nossos televisores de vermelho e branco.

No entanto, hoje o Brasil acordou preto e branco.

Salve o Corinthians,
O campeão dos campeões,
Eternamente
Dentro dos nossos corações.

Salve o Corinthians
De tradição e glórias mil;
Tu és o orgulho
Dos esportistas do Brasil.

Teu passado é uma bandeira,
Teu presente, uma lição
Figuras entre os primeiros
Do nosso esporte bretão.

Corinthians grande,
Sempre Altaneiro
És do Brasil
O clube mais brasileiro.

Uma história sobre paixão e futebol

Quinta-feira, 26 de Março, 2009

 

 

legiao-flu

 

Uma história sobre paixão e futebol. Aguarde!

Futebol: pela manutenção do talento e do espetáculo.

Quinta-feira, 1 de Janeiro, 2009

figoVocê sabia que até 1970 não existia substituição no futebol de campo? Este foi um dos motivos (afora os gênios da bola que lá estavam, é claro) que ajudou o Brasil a ganhar a Copa de 58, pois os suecos tiveram um jogador machucado logo no início do cotejo e jogaram com apenas 10 competidores mais da metade do jogo.

Hoje, pode-se substituir até três jogadores, o que já demonstra uma grande evolução nas regras, mas precisamos mudar mais.

Todo o trabalho e pesquisa no condicionamento físico de jogadores de futebol, objetiva proporcionar a eles, manter a plenitude da força, resistência e velocidade pelo maior tempo possível, dentro dos 90 minutos de uma partida de futebol.

Os resultados em nível de desempenho são satisfatórios, mas não por toda a carreira futebolística. A maioria da vida profissional dos desportistas de alto nível é bastante curta em função do desgaste físico decorrente da competitividade. A verdade é que o corpo humano não foi projetado para este sobre esforço contínuo, por uma, duas ou, com sorte, três décadas, como exige hoje o esporte competitivo.

A boca pequena, ouve-se falar de dois grandes craques brasileiros, relativamente jovens, jogando na Europa, que já não correspondem em campo, em função de uma estafa ósteo-musculo-tendinosa definitiva. Ou seja, jamais voltaremos a vê-los encantar os campos e TVs de LCD do mundo com suas jogadas geniais.

Agora, imagine se não houver mais limites de substituições. Algumas vantagens seriam notadas imediatamente:

1. O ritmo do jogo aumentaria, tornando as partidas mais emocionantes, pois nos primeiros sinais de cansaço, o jogador seria substituído, por outro, descansado. E este jogador, substituído, se fosse um craque, voltaria ao jogo, recarregado, e descansaria e retornaria a partida quantas vezes fossem necessárias.

2. Um maior número de jogadores participaria das jornadas, permitindo que mais craques fossem revelados e;

3. Existiria mais emprego para mais jogadores, pois nenhum técnico gostaria de estar em desvantagem competitiva em função do cansaço de algum membro da sua equipe;

4. Teríamos oportunidade de vermos, em grande quantidade, excepcionais jogadores competindo em excelente nível de desempenho até os 40 anos, como já fazem os jogadores de basquete da NBA. O motivo é que diminuiriam sensivelmente as contusões, normalmente decorrentes da estafa e sobrecarga muscular, pois os métodos de condicionamento físico com certeza mudariam, direcionando-se para outro modelo de preparação de atletas.

De todas as conseqüências da mudança da regra atual de três substituições para ilimitadas, aquela que me parece ser a que assusta mais os cartolas, seria o inevitável aumento no número de jogadores por equipe, implicando num inchaço na folha de pagamento. Mas, a mudança positiva na dinâmica do jogo, compensaria, pois teríamos estádios mais cheias, para assistimos pelejas mais dinâmicas com mais craques e por muito mais anos.

 
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