
Enquanto a Humanidade espera que
a sorte a agarre para mudar a sua vida,
o SwáStha agarra a vida e
muda a sua sorte.
Arquivo da Categoria ‘Vida’Frases do JojóTerça-feira, 4 de Agosto, 2009
Enquanto a Humanidade espera que a sorte a agarre para mudar a sua vida, o SwáStha agarra a vida e muda a sua sorte. O saddhu de Machu Picchu (parte 1)Segunda-feira, 3 de Agosto, 2009Em maio de 1976 conheci o SwáSthya e me encantei imediatamente. Lembro-me que a imersão foi total e em poucos meses já sentia os resultados. De segunda a domingo, acordava às cinco da madrugada para realizar meu sádhana matinal que durava até as sete. De segunda a sexta, depois de praticar na Unidade, me dirigia ao trabalho, pois era servidor público federal e aproveitava para estudar os livros indicados na bibliografia da época. Quando saía do emprego, me deslocava até a Unidade para praticar ainda mais com a Profa. Dalva Arruda, minha iniciadora. Naquele período, todos fazíamos uma grande mistureba de egrégoras, além de ler de tudo, fosse sério ou pura alucinação. Estávamos nos anos setentas, que eram fortemente influenciados pela contracultura, o movimento hippie etc. Lembro-me de ter morado em duas comunidades hipongas, onde plantávamos, tomávamos banhos gelados todos os dias, todos praticavam Yôga, o amor era livre e, infelizmente, as drogas também. Ingenuamente, acreditava-se que drogas como o LSD poderiam conduzir o indivíduo à iluminação. Muitos amigos meus experimentaram estas substâncias e jamais voltaram, tornando-se pessoas isoladas, algumas suicidaram-se e outras ficaram esquizofrênicas. As imagens dos yogis ascetas, com sua proposta de desprendimento do corpo e dos bens materiais, vivendo em total foco na iluminação, serviam, equivocadamente, de arquétipo para milhares de Instrutores e praticantes de todas as modalidades, em todo o mundo, naquela década. Entre esses, estava eu. (continua amanhã) Saudades…Terça-feira, 21 de Julho, 2009Uma das maiores dádivas da existência é o tempo, que nos faz mais sábios à medida que passa através de nós. É gostoso imaginar-me imóvel e os eventos atravessam-me. E na medida em que transpassam meu corpo, vão gastando-o devagar, mas inexoravelmente, e por isso envelheço. O tempo só existe para quem morre. Para todos nós ele é finito. A consciência da inevitabilidade da morte é apavorante, mas também é um presente, alertando-nos para a importância da qualidade das nossas escolhas. Afinal as escolhas constroem o nosso destino. Tenho muitas lembranças, agora. Por isso tenho saudades. Assim, escolhi, já faz algum tempo, perdoar sempre. Não me permito mais preencher meu tempo, tão curto e precioso, com rancor. Só os Deuses podem guardar sentimentos assim, pois são eternos. Para nós, entes finitos, é mais inteligente escolher sentir amor e compaixão. Não de uma forma piegas ou santificada, mas humana, e talvez, canina. Rsrsrs Olho para a Bíja e desfruto de cada momento que estou com ela. Provavelmente morrerá antes de mim. É tão curta a vida de uma cachorrinha… Aproveitarei todo o tempo que nos resta para amá-la. Saudades tomam meu coração, hoje em dia, com mais freqüência do que eu gostaria. Não que a vida seja ruim. Em verdade, nunca esteve tão boa. É só que foram tantos os momentos lindos. Tanto amor. Tanto riso. Tantos amigos. E o bacana, é que sempre as lembranças trazem consigo uma trilha sonora, que fica na minha cabeça. É louco saber que estou me despedindo da vida, bem devagar. Talvez dure mais quarenta anos, mas ainda assim, cada dia, é um dia a menos. Um amigo me falou, uma vez, que viver é saltar de um precipício. Alguns se jogam, parecendo ansiosos de esborrachar-se no fundo do despenhadeiro. Outros resolvem fazer uma escalada descendente, fazendo muita força. E alguns, descem de pára-quedas, bem devagarzinho. A gente é quem escolhe. Um amor de cãoQuarta-feira, 1 de Julho, 2009
Somente quem já teve um cachorro para saber da inenarrável experiência de amor e companheirismo ilimitado que é conviver com um. Bíja, a nossa Golden Retriever, é, além de linda, uma cachorrinha muito educada, silenciosa, muito alegre e que adora gente. Em verdade, não sei se ela acha que é gente, mas tem certeza que todos os humanos são cachorros. Quando os alunos chegam, Bíja os recebe com a cauda abanando e quando entram para praticar, aguardo-os, deitadinha na entrada da sala de aula. Adora a sala de prática, mas jamais entra se não a convidarmos. Muitas vezes, permitimos que participe das aulas, e ele, educadamente, entra e senta-se ao fundo, silente. Bíja ama passear e, como é muito disciplinada, não necessita de guia, mantendo-se sempre junto aos Instrutores. Enfim, amamos a nossa Bíja, que nos faz mais felizes e alegres, com seus olhos expressivos e a cara de sorriso. Que você viva muito tempo entre nós Bíja. Um susto em FrankfurtTerça-feira, 23 de Junho, 2009Viajando pela Europa há alguns anos atrás, precisei aguardar uma conexão por 10 horas no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha. Assim, resolvi dormir um pouco, pois era 1 da madrugada e só iria embarcar às 12 horas. Com minha bagagem de mão, procurei um lugar mais tranqüilo no aeroporto e encontrei um imenso banco, com mais de 100 metros de comprimento e absolutamente vazio. Coloquei um casaco como travesseiro e dormi profundamente. Não lembro quantas horas permaneci sonhando, mas fui acordado com pancadas na minha perna que faziam todo o meu corpo vibrar. Sonolento, abri os olhos e me deparei com uma cena assustadora: o imenso banco estava absolutamente tomado por passageiros em trânsito, educadamente sentados, e a minha frente, segurando uma criança em cada mão, estava postada uma enorme africana de 150 quilos e cara de pouquíssimos amigos. Envolvida em colorido tecido amarelo e vermelho e num alto turbante da mesma cor, que a tornavam uma aparição vinda do inferno, me aplicava curtos pontapés com a ponta do sapato, para acordar-me, enquanto emitia imprecações, em um dialeto incompreensível. Apavorado, dei um salto, ficando em pé e a gorda africada imediatamente ocupou o lugar, puxando suas crias para junto de si, com os olhos a dardejar indignação. A mim restou pegar a mala de bordo e sair para tomar um café, ainda com o coração aos pulos. Os axiomas do Mestre DeRoseQuinta-feira, 30 de Abril, 2009
Abaixo reproduzo os axiomas construídos pelo Mestre, decorrentes das coisas que aprendeu com a vida. Axioma, do latim axióma, é definido como premissa considerada necessariamente evidente e verdadeira, fundamento de uma demonstração. Tive contato com eles há alguns anos e comprovo diariamente, na prática, o quanto tem tornado minha vida mais fluida. E, quando não lembro-me de aplicá-los ou considero que determinada situação prescinde dos axiomas, inevitavelmente, sofro os desdobramentos equivocados das escolhas menos planejadas. Boa e atenta leitura. Estes axiomas são o fruto de muita experiência de vida. Eles foram elaborados pensando em você e para ajudá-lo a tornar sua vida mais fácil. Aceite-os como um presente. Reúna sua galera para desfrutá-los num grupo de debates ou de meditação. 1. Não acredite. 2. Dar segunda chance é dar uma segunda oportunidade para que a pessoa repita a mesma atitude. 3. Repassar sua incumbência a terceiros é uma forma quase infalível de a tarefa sair errada. 4. Deixar recado não funciona. 5. Fazer surpresa quase sempre resulta em desastre. 6. Tudo o que você disser chegará ao conhecimento da pessoa envolvida no comentário. 7. Nada é aquilo que parece ser. 8. Tudo é relativo. Axioma temporário: E-mail não funciona (a menos que você telefone perguntando se o destinatário conseguiu abrir e ler o arquivo). Axioma Número Zero (do Joris Marengo): O Mestre sempre tem razão. [Espero que o Joris tenha razão!] Uma história com o Mestre DeRoseQuinta-feira, 5 de Março, 2009
- Na Varig. Hoje, no Brasil, ele prioriza a TAM, mas a resposta continua valendo, pois permanece viajando sem parar, desde a década dos sessentas, ministrando ciclos de cursos, polarizando mentes e corações, alavancando evolução, autoconhecimento e uma profissão maravilhosa para milhares de pessoas em todo o mundo. É só olhar no site da Uni-Yôga a sua agenda e ficar impressionado com a energia que o homem tem para continuar viajando e semeando. DeRose é meu supervisor há mais de três décadas e sempre que posso, e muitas vezes, mesmo que não possa, priorizo participar de seus cursos. Além da oportunidade de viajar e conhecer novos lugares e pessoas, os cursos com DeRose sempre são uma ocasião única de desfrutar de um dos aspectos humanos que mais admiro e prezo, tanto por ser raro quanto instigante: uma inteligência exuberante, que construa uma linha de raciocínio totalmente lógica, amarrando cada ponto de vista com uma cascata de associações, de forma a surpreender-me e simultaneamente, humilhar-me pelo brilhantismo. Pois a história que quero contar, aconteceu há alguns anos, quando o Educador DeRose ministrava um ciclo de cursos em Curitiba. Era sábado, e após o curso, fui convidado, com mais alguns poucos instrutores, a compartilhar de um ótimo bate-papo com ele e sua esposa e fiel-escudeira, Fernanda Neis, no hotel onde estavam hospedados. Dirigimo-nos ao Bourbon Hotel, onde ele estava muito bem instalado na suíte presidencial, e deixamos a conversa fluir agradável e sem compromisso Em algum momento, lembrei-me e mencionei o fato de haver adquirido naquela manhã um CD que continha uma música que gostava muito. Esta era cantada pela inigualável Aretha Franklin. Sem mencionar o nome da cantora ou o nome da música, me dirigi à sala vizinha, onde havia deixado meu casaco e saquei do bolso a gravação para que pudéssemos partilhar. Quando adentrei ao quarto, o Mestre me olhou e falou: - I say a little prayer for you. Parei em pé, olhando para ele e perguntei-lhe: - Como você sabia o nome da música? E ele respondeu, sorrindo: - Mas estava acima da sua cabeça, escrita como se fosse um balão! E todos caímos na gargalhada. A melhor culinária do mundoTerça-feira, 3 de Março, 2009
O engraçado e trágico é que nada havia em comum com os restaurantes vegetarianos que até então havia freqüentado no Brasil. Tanto que depois da passagem pelo subcontinente indiano, jamais voltei a pisar em um restaurante natureba. Estes, salvo excepcionalidades, são, na minha humilde opinião, uma ofensa ao paladar e explicam o porquê de milhões de não-vegetarianos relutarem tanto em adotar hábitos alimentares mais saudáveis. Um bom exemplo é o tal de arroz integral, dito tão saudável, mas que jamais tive o desprazer de encontrar em nenhum dos mais de uma centena de restaurantes vegetarianos, de todas as estrelas que freqüentei nas minhas duas viagens à Índia. Servidos em porções normalmente pequenas, a culinária indiana é uma celebração de cores, cheiros e sabores sem igual, em um redemoinho de sensações a cada refeição. Caracteriza-se pelo uso sofisticado e abundante de centenas de ervas e especiarias, transformando qualquer mera hortaliça, classificada quase pejorativamente como “salada” pelo Ocidente, em um suntuoso, peculiar, excitante e inigualável prato da cozinha indiana. Considerada por alguns como a culinária mais diversificada do mundo, cada ramo da cozinha indiana é caracterizada pelo uma ampla gama de pratos e técnicas culinárias. Inclui entre tantos temperos o açafrão, ajowan, alcaravia, amchoor, aneto, aneto indiano, anis, anis-estrelado, assa-fétida, canela, canela cássia, cardamomo verde, cardamomo negro, cominho, coriandro, cravo-da-índia, cúrcuma, curry, fagara, feno-grego, funcho, gengibre, lima keffir, mostarda, nigela, noz-moscada, papoula, pimenta-de-rabo, pimenta e pimenta longa, pimenta-da-guiné, pimentos chiles, tamarindo, etc, o que convenhamos, permite transformar qualquer arroz, batata, laticínio etc. em um prato de sabor incomparável. Agora, me cite um único restaurante vegetariano no Brasil e na maior parte do mundo que inclua estes condimentos regularmente na sua cozinha. Então, prefiro freqüentar as boas e honestas trattorias; as churrascarias finas, que oferecem uma quantidade imensa de opções para vegetarianos de deixar qualquer restaurante natureba no chinelo, e ainda servem com guardanapos de pano e ar condicionado; e as excelentes opções de pizzaria que encontramos em qualquer lugar do mundo. Dica de filme & livro: Apocalypse Now & Coração das Trevas.Quarta-feira, 4 de Fevereiro, 2009
Alguns anos depois, tive o prazer de ler outro livro de Conrad e aquele que se tornou uma leitura recorrente nestes 50 anos de vida: Coração das Trevas (Heart of Darkness – 1902). Em 1979, entra em cartaz nos cinemas o filme Apocalypse Now, realizado pelo diretor Francis Ford Coppola e ambientado na guerra do Vietnã, contando a história de Willard (Martin Sheen), capitão do exercito estadunidense, com a missão de matar o coronel Kurtz (Marlon Brando) no interior da selva do Camboja. Pois, o filme é nada mais, nada menos do que uma adaptação de Copolla ao livro de Joseph Conrad, Coração das Trevas. O filme me encantou imediatamente, e desde então, já o assisti pelo menos umas 20 vezes, assim como o livro pertinente. Adoro a densidade, a atmosfera assustadora, sufocante e ao mesmo tempo instigante e desafiadora do livro e do filme. Se desejar conhecê-los, sugiro ler primeiro o livro e depois assistir a segunda versão da película, Apocalypse Now Redux, reeditada pelo próprio Coppola. Uma reflexão sobre os problemasSegunda-feira, 2 de Fevereiro, 2009E fomos felizes para sempre… É o que todos esperamos da vida, como premio por tanto sacrifício, decepções, perdas, dor e solidão. Estou com 53 anos e, sinceramente, prefiro ver o cotidiano como uma mescla de tudo isso combinado com momentos de boas surpresas, risos, prazeres, conquistas e cumplicidade. Ou como dizia Millôr Fernandes, o guru do caos, “toda alegria vem embrulhada num papel fininho de tristeza”. Assim sendo, não me parece a escolha mais inteligente, interpretar os inevitáveis problemas diários como uma praga divina, mas como parte inerente do existir. No fantástico filme, Pulp Fiction – Tempo de violência – dirigido e escrito por Quentin Tarantino, um das personagens mais instigantes era Winston Wolf, magistralmente interpretado por Harvey Keitel, e que se especializou em resolver problemas. Ou seja, aonde os outros viam dificuldades, Woff encontrava saídas. Concluindo, podemos escolher divisar os inexoráveis desafios habituais como parte inerente da nossa vida e a maneira como vamos solucioná-los, um treinamento para a criatividade e a construção de novas habilidades. |
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