9 de Agosto, 2009
De capital paulista rumamos para Baurú, cidade do interior de São Paulo, atrás de um trem que nos levasse a Corumbá, cidade fronteiriça com a Bolívia e de lá, embarcarmos no famoso trem da morte que nos levaria a Santa Cruz de La Sierra e depois para o Perú.
Telminho e eu compramos um bilhete que nos dava direito a uma cabine que era bastante confortável para os padrões da época. Os mais de mil quilômetros que uniam uma cidade a outra, seriam percorridos pelo período de um dia e pouco, pois o trem parava em uma quantidade enorme de lugarejos de São Paulo e do Mato Grosso.
O tempo passava devagar no interior do comboio. Alternávamos leitura, com conversa, e algumas horas de sono. A tarde aproximava-se do fim e estávamos na cabine em nossas camas individuais lendo, quando o meu amigo convidou-me a visitar o trem-restaurante, localizado alguns vagões a frente.
Ao chegarmos, nos defrontamos com uma cena curiosa, que fazia-nos lembra dos velhos filmes de farwest: o trem-restaurante estava apinhado de verdadeiros cowboys mal encarados, com seus chapéus de boiadeiros, botas, revólver a cintura e a indefectível cachaça, que tomavam lenta mas continuamente. Tudo isto imerso em uma nuvem de cigarros de palha.
Sentamo-nos em uma mesa afastada e Telmo dirigiu-se ao balcão para pedir uns sanduíches. Meu companheiro de aventuras era natural de Lages, SC, um pouco mais baixo do que eu, os olhos eram duas riscas desenhadas numa pele bem morena, parecendo um índio, o corpo forte pela prática do surf e Yôga, o cabelo castanho encaracolado e um andar tranqüilo. Gostava de uma boa conversa e tinha um jeito muito engraçado de contar histórias, fazendo todos rirem muito a sua volta.
Quando estava voltando com a nossa comida, um dos boiadeiros, sentado com mais um amigo mal encarado, levantou a voz e ridicularizou o tamanho do cabelo de Telmo, que era grande para os padrões daquela região.
- Isto não é cabelo de homem – disse ele e caiu na gargalhada, seguido pelo parceiro. Percebemos que já estavam bastante bêbados e preferimos evitar qualquer confronto, até porque os simpáticos amigos estavam armados.
Mas a dupla continuou ridicularizando o meu pacato comparte até que este perdeu a paciência e levantou-se, dirigindo-se para a mesa onde os dois chatos estavam sentados. Senti-me na obrigação de acompanhar Telminho. Nisto a dupla também levantou das cadeiras e veio nossa direção. Enquanto um deles, o mais agressivo, discutia com Telmo o outro puxou do revóver, enfiou na minha cara e berrou:
- Não te mete se não de mato, filho da p…!
Congelei de imediato, parado em pé no meio do trem-restaurante, com os olhos pregados no revólver, sentindo o cheiro do metal da arma mesclado com cachaça que vinha do corpo do boiadeiro. Ele estava muito bêbado. Os olhos estavam semi fechados, mas a mão segurava firme a artilharia.
Enquanto isso, meu comparsa e o outro bêbado estavam a ponto de se engalfinhar quando entrou no vagão a turma-do-deixa-disso, acompanhada de fiscais e seguranças da companhia férrea, que nos separaram
Ainda sem respirar, puxei Telmo pelo braço enquanto ele lançava uma quantidade incontável de imprecações contra os bêbados, que retribuíam na mesma proporção, e o arrastei até nossa cabine, quando então pude me deitar em estado de choque.
E lá ficamos, sem sair nem para fazer xixi até chegarmos a Corumbá. Quase que os saddhus de Machu Picchu morrem antes de chegar ao seu destino.
Próximo capítulo: o famoso trem da morte.
Etiquetas: Bolívia, contos pitorescos, Corumbá, cowboy, histórias, Jojó, Joris Marengo, Lages SC, Peru, Santa Cruz de La Sierra, São Paulo, Telminho Arruda, viagens, Yôga, Yôga Antigo Na categoria Vida | 2 Comentários » Por Jojó
4 de Agosto, 2009
Assim influenciados, meu amigo Telminho Arruda, já falecido e o Jojózinho, resolveram virar saddhus em Machu Picchu, no Perú, já que ir para a Índia, em 1976 era impossível para nós, devido a diferença do dólar.
Porém, havia um empecilho: o maldito compulsório, uma verdadeira fortuna a ser paga para qualquer brasileiro que desejasse sair do país. Era condição sine qua nom para possuir-se um passaporte. Portanto, estava fora de nossos planos. Assim. Decidimos ir a Machu Picchu ilegalmente! (impressionante o que fazemos quando somos jovens).
Então, em dezembro de 1976, partimos para São Paulo, na busca de dólares paralelos, considerados ilegais na época e do trem que nos levasse à Bolívia. Tínhamos um contato em um banco paulista para a compra dos dólares e chegando a terra da garoa, nos dirigimos a agencia bancária onde o fornecedor de dólares trabalhava. Imagine então a cena: em um país ainda muito conservador, dois jovens barbudos, com jeitão riponga entraram em um banco para realizar um ato ilegal para a época. Nossa aparência e nossa expressão temerosa chamavam muita atenção. O banco parou para nos olhar. Aproximamo-nos do balcão e, sussurrando, solicitamos a um funcionário a presença do nosso contato. O bancário nos olhou desconfiado e um tanto relutante chamou o nosso fornecedor que se aproximou também receoso.
- Queríamos comprar 2000 dólares – solicitamos baixinho, cheios de culpa e constrangimento, sentindo-nos os maiores facínoras do mundo.
- Dólares? – perguntou o nosso amigo, desmanchando a cara amarrada e sorrindo. – Espere um instante.
Então se virou para o interior do banco e berrou:
- Fulano, libera dois mil dólares aí!
Telminho e eu sentimos os olhos de toooooodos os clientes presentes no interior da agencia com os olhos cravados em nós. Ficamos vermelhos de vergonha, sentindo-nos verdadeiros criminosos. Querendo sair daquele local o mais rápido possível, ainda tivemos que aguardar um bom tempo pelos dólares. Com o dinheiro no bolso, sem olhar para os lados, literalmente voamos do banco e tomamos a rua.
Próximo capítulo: Um trem para o inferno
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4 de Agosto, 2009

Enquanto a Humanidade espera que
a sorte a agarre para mudar a sua vida,
o SwáStha agarra a vida e
muda a sua sorte.
Etiquetas: destino, futuro, Humanidade, karma, poder, realização, sorte, sucesso, SwáStha, SwáSthya, Vida, Yôga Na categoria Vida, Yôga | 1 Comentário » Por Jojó
3 de Agosto, 2009
Em maio de 1976 conheci o SwáSthya e me encantei imediatamente. Lembro-me que a imersão foi total e em poucos meses já sentia os resultados. De segunda a domingo, acordava às cinco da madrugada para realizar meu sádhana matinal que durava até as sete. De segunda a sexta, depois de praticar na Unidade, me dirigia ao trabalho, pois era servidor público federal e aproveitava para estudar os livros indicados na bibliografia da época. Quando saía do emprego, me deslocava até a Unidade para praticar ainda mais com a Profa. Dalva Arruda, minha iniciadora.
Naquele período, todos fazíamos uma grande mistureba de egrégoras, além de ler de tudo, fosse sério ou pura alucinação. Estávamos nos anos setentas, que eram fortemente influenciados pela contracultura, o movimento hippie etc. Lembro-me de ter morado em duas comunidades hipongas, onde plantávamos, tomávamos banhos gelados todos os dias, todos praticavam Yôga, o amor era livre e, infelizmente, as drogas também. Ingenuamente, acreditava-se que drogas como o LSD poderiam conduzir o indivíduo à iluminação. Muitos amigos meus experimentaram estas substâncias e jamais voltaram, tornando-se pessoas isoladas, algumas suicidaram-se e outras ficaram esquizofrênicas.
As imagens dos yogis ascetas, com sua proposta de desprendimento do corpo e dos bens materiais, vivendo em total foco na iluminação, serviam, equivocadamente, de arquétipo para milhares de Instrutores e praticantes de todas as modalidades, em todo o mundo, naquela década. Entre esses, estava eu.
(continua amanhã)
Etiquetas: asceta, contracultura, Dalva Arruda, drogas, egrégora, iluminação, profissão, saddhu, SwáSthya, yôgi Na categoria Filosofia, Vida, Yôga | 1 Comentário » Por Jojó
21 de Julho, 2009
Uma das maiores dádivas da existência é o tempo, que nos faz mais sábios à medida que passa através de nós. É gostoso imaginar-me imóvel e os eventos atravessam-me. E na medida em que transpassam meu corpo, vão gastando-o devagar, mas inexoravelmente, e por isso envelheço.
O tempo só existe para quem morre. Para todos nós ele é finito. A consciência da inevitabilidade da morte é apavorante, mas também é um presente, alertando-nos para a importância da qualidade das nossas escolhas.
Afinal as escolhas constroem o nosso destino.
Tenho muitas lembranças, agora. Por isso tenho saudades. Assim, escolhi, já faz algum tempo, perdoar sempre. Não me permito mais preencher meu tempo, tão curto e precioso, com rancor. Só os Deuses podem guardar sentimentos assim, pois são eternos. Para nós, entes finitos, é mais inteligente escolher sentir amor e compaixão. Não de uma forma piegas ou santificada, mas humana, e talvez, canina. Rsrsrs
Olho para a Bíja e desfruto de cada momento que estou com ela. Provavelmente morrerá antes de mim. É tão curta a vida de uma cachorrinha… Aproveitarei todo o tempo que nos resta para amá-la.
Saudades tomam meu coração, hoje em dia, com mais freqüência do que eu gostaria. Não que a vida seja ruim. Em verdade, nunca esteve tão boa. É só que foram tantos os momentos lindos. Tanto amor. Tanto riso. Tantos amigos. E o bacana, é que sempre as lembranças trazem consigo uma trilha sonora, que fica na minha cabeça.
É louco saber que estou me despedindo da vida, bem devagar. Talvez dure mais quarenta anos, mas ainda assim, cada dia, é um dia a menos.
Um amigo me falou, uma vez, que viver é saltar de um precipício. Alguns se jogam, parecendo ansiosos de esborrachar-se no fundo do despenhadeiro. Outros resolvem fazer uma escalada descendente, fazendo muita força. E alguns, descem de pára-quedas, bem devagarzinho.
A gente é quem escolhe.
3 de Julho, 2009
É bastante curioso conhecermos as raízes do termo palestra. Vem do grego palaístra, lugar onde se fazem exercícios de luta; escola, e do latim, palaestra,que significa lugar onde se pratica a luta, ginásio; escola, exercícios de retórica.
Desde então, o termo mudou bastante, podendo hoje ser definido como conferência ou debate sobre tema cultural ou científico.
Palestras, quando oferecem a combinação de temas instigantes aliados com uma apresentação enxuta, são uma excelente ferramenta para estimular os alunos a conhecerem mais a Nossa Cultura e atrair novas pessoas sensíveis a nossa proposta.
Inicialmente, lá por 1994, aludiam apenas ao Yôga Antigo e duravam em torno de 2 horas, sempre acompanhadas de apresentação de coreografias e apenas em nossa Unidade representante do Método DeRose.
Com o passar dos anos, expandimos os temas, associando temas como biologia, zoologia, antropologia, sociologia, História, filosofia etc ao Nosso Método, tornando as palestras ainda mais atraentes, atingindo uma gama maior de interesses e provocando com isso, uma freqüência maior de pessoas às apresentações.
Outro ajuste foi o de respeitar nossa herança primata a distração, evitando que as dissertações ultrapassassem a duração de exposição maior do que uma hora. Desta forma, hoje os participantes ficam atentos, não cansam, aprendem e terminam com aquele gostinho de “quero mais”.
Um upgrade relevante foi a utilização das apresentações multimídias, que além de servirem como um roteiro, evitando que o ministrante precisasse olhar repetidamente para uma folha de papel com o script escrito, trouxeram também o impacto das imagens, que deixaram as conferências muito mais cativantes e interessantes.
Hoje, trinta por cento das atividades profissionais do Jojó giram em torno das palestras, sejam em Unidades, empresas e festivais e tornou-se um fascinante, divertido, concorrido e proeminente veículo de divulgação da nossa proposta de estilo de vida de qualidade superlativa, o Método DeRose.
Etiquetas: antropologia, biologia, ciência, Filosofia, história, Jojó, Joris Marengo, Método DeRose, Nossa Cultura, palestra, sociologia, Yôga, Yôga Antigo, zoologia Na categoria Trabalho | 1 Comentário » Por Jojó
2 de Julho, 2009
Apaixonei-me pelo Timão na década dos setentas, quando estava sem ganhar títulos paulistas havia mais de 20 anos.
Naquela época, o futebol de Floripa engatinhava e todo Ilhéu torcia por um time paulista e carioca, além do Figueira ou Avaí.
Desde então, muita coisa mudou no Coringão. Hoje, adoro a forma pragmática e mortal do esquema de jogo do Mano Meneses. Nada de firula. São 10 operários da bola e uma única estrela: Ronaldão. Que compensa o peso com uma profunda sabedoria dos atalhos do jogo.
Se o adversário marca bobeira, em triangulações curtas e intenso reposicionamento dos jogadores, o time do Parque São Jorge bota a bola lá dentro.
É serio candidato ao título brasileiro deste ano.
Mas também, nossos cumprimentos ao Inter e sua imensa torcida que encheu nossos televisores de vermelho e branco.
No entanto, hoje o Brasil acordou preto e branco.
Salve o Corinthians,
O campeão dos campeões,
Eternamente
Dentro dos nossos corações.
Salve o Corinthians
De tradição e glórias mil;
Tu és o orgulho
Dos esportistas do Brasil.
Teu passado é uma bandeira,
Teu presente, uma lição
Figuras entre os primeiros
Do nosso esporte bretão.
Corinthians grande,
Sempre Altaneiro
És do Brasil
O clube mais brasileiro.
1 de Julho, 2009
Levei 50 anos para ter um cachorro e quando escolhi, preferi que fosse uma YôgaDog já que passamos muito tempo na Unidade.
Somente quem já teve um cachorro para saber da inenarrável experiência de amor e companheirismo ilimitado que é conviver com um.
Bíja, a nossa Golden Retriever, é, além de linda, uma cachorrinha muito educada, silenciosa, muito alegre e que adora gente.
Em verdade, não sei se ela acha que é gente, mas tem certeza que todos os humanos são cachorros.
Quando os alunos chegam, Bíja os recebe com a cauda abanando e quando entram para praticar, aguardo-os, deitadinha na entrada da sala de aula.
Adora a sala de prática, mas jamais entra se não a convidarmos. Muitas vezes, permitimos que participe das aulas, e ele, educadamente, entra e senta-se ao fundo, silente.
Bíja ama passear e, como é muito disciplinada, não necessita de guia, mantendo-se sempre junto aos Instrutores.
Enfim, amamos a nossa Bíja, que nos faz mais felizes e alegres, com seus olhos expressivos e a cara de sorriso.
Que você viva muito tempo entre nós Bíja.
23 de Junho, 2009
Viajando pela Europa há alguns anos atrás, precisei aguardar uma conexão por 10 horas no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha. Assim, resolvi dormir um pouco, pois era 1 da madrugada e só iria embarcar às 12 horas.
Com minha bagagem de mão, procurei um lugar mais tranqüilo no aeroporto e encontrei um imenso banco, com mais de 100 metros de comprimento e absolutamente vazio.
Coloquei um casaco como travesseiro e dormi profundamente. Não lembro quantas horas permaneci sonhando, mas fui acordado com pancadas na minha perna que faziam todo o meu corpo vibrar.
Sonolento, abri os olhos e me deparei com uma cena assustadora: o imenso banco estava absolutamente tomado por passageiros em trânsito, educadamente sentados, e a minha frente, segurando uma criança em cada mão, estava postada uma enorme africana de 150 quilos e cara de pouquíssimos amigos. Envolvida em colorido tecido amarelo e vermelho e num alto turbante da mesma cor, que a tornavam uma aparição vinda do inferno, me aplicava curtos pontapés com a ponta do sapato, para acordar-me, enquanto emitia imprecações, em um dialeto incompreensível.
Apavorado, dei um salto, ficando em pé e a gorda africada imediatamente ocupou o lugar, puxando suas crias para junto de si, com os olhos a dardejar indignação. A mim restou pegar a mala de bordo e sair para tomar um café, ainda com o coração aos pulos.
22 de Junho, 2009
Os zoólogos, observando primatas em cativeiros, notaram a intensa troca de favores entre chimpanzés e com a intenção explícita de aumentar o leque de vantagens competitivas dos negociantes.
Não é diferente na sociedade dos primatas bípedes pelados, dos homo sapiens. Aproximamos-nos ou nos afastamos das pessoas na medida em que a relação que construímos com cada uma delas nos traga alguma vantagem ou não.
E não estamos apenas falando de interesse financeiro. Este é apenas uns dos muitos interesses que consideramos importantes. Mas existem muitos outros, tais como bom humor, capacidade de ouvir as pessoas, generosidade, solidariedade, lealdade, cultura, boa rede de relacionamentos etc.
Todo o tempo, nosso cérebro ancestral, uma parte muito primitiva da nossa massa encefálica e que não mudou nos últimos 10 mil anos, permanentemente esquadrinha o meio ambiente a procura de vantagens que garantam a sobrevivência individual, de sua prole ou grupo.
Este processo de busca de prerrogativas competitivas funciona para muito além da consciência, é uma ferramenta evolutiva característica dos mamíferos e faz parte do kit de preservação das espécies. Portanto, está presente na sociedade dos leões, das hienas, dos gorilas e dos humanos também.
Mas o indivíduo que busca vantagens, como em qualquer negociação, deve oferecer sempre algo em troca. Pessoas que nada tem a acenar, apresentando um comportamento vampirizador, rapidamente são identificadas e excluídas.
Alguns sinais externos deste perfil comportamental são a auto-piedade, mau humor, introversão, ciúmes, hostilidade gratuita, usura e incapacidade de se colocar no lugar do outro.
Nossa Rede é um exemplo vivo de reciprocidade, o nome que damos aos bons acordos e trocas entre mamíferos.
Cada um de nós deve tornar-se um epicentro de muitos valores de intercâmbio, compartilhados e disseminados, que se conduzidos com a ética que nos é habitual, tornará Nossa Cultura cada vez mais forte, generosa, rica em valores, influência e poder gregário.
Etiquetas: egrégora, generosidade, homo sapiens, intercâmbio cultural, lealdade, Método DeRose, Nossa Cultura, poder gregário, reciprocidade, solidariedade, valor, zoologia Na categoria Filosofia | 1 Comentário » Por Jojó
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