E fomos felizes para sempre…
É o que todos esperamos da vida, como premio por tanto sacrifício, decepções, perdas, dor e solidão.
Estou com 53 anos e, sinceramente, prefiro ver o cotidiano como uma mescla de tudo isso combinado com momentos de boas surpresas, risos, prazeres, conquistas e cumplicidade.
Ou como dizia Millôr Fernandes, o guru do caos, “toda alegria vem embrulhada num papel fininho de tristeza”.
Assim sendo, não me parece a escolha mais inteligente, interpretar os inevitáveis problemas diários como uma praga divina, mas como parte inerente do existir.
No fantástico filme, Pulp Fiction – Tempo de violência – dirigido e escrito por Quentin Tarantino, um das personagens mais instigantes era Winston Wolf, magistralmente interpretado por Harvey Keitel, e que se especializou em resolver problemas. Ou seja, aonde os outros viam dificuldades, Woff encontrava saídas.
Concluindo, podemos escolher divisar os inexoráveis desafios habituais como parte inerente da nossa vida e a maneira como vamos solucioná-los, um treinamento para a criatividade e a construção de novas habilidades.




