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O blog do Jojó
Um espaço para compartilhar com amigos, alunos e curiosos sobre filosofia, vida, trabalho, amor, esporte e Yôga.
 

Entradas com Etiqueta ‘Amor’

Love generation – Bob Sinclair

Sábado, 16 de Janeiro, 2010

crianças

Da Jamaica para o mundo


É só amor
É só amor
Yeah!

Por que deveriam as nossas
crianças brincar nas ruas,
Corações quebrados e sonhos dissipados
Paz e amor a todos que você encontrar
Não se preocupe, poderia ser tão doce

Apenas olhe para o arco-íris, você verá
O sol brilhará até a eternidade
Eu tenho tanto amor em meu coração
Ninguém pode acabar com isso
Yeah
Sinta a geração do amor
Sim, sim, sim

Sinta a geração do amor
Vamos, vamos, vamos, vamos, yeah

(Assobiando…..)
Seja a geração do amor
Sim, sim, sim
Seja a geração do amor
Ooohhh yeah-yeah
Não se preocupe com coisa alguma,
Vai ficar tudo bem
Não se preocupe com coisa alguma,
Vai ficar tudo bem
Não se preocupe com coisa alguma,
Vai ficar tudo bem
Vai ficar, vai, vai, vai ficar tudo bem
Por que devem nossas crianças brincar nas ruas?,
Corações quebrados e sonhos dissipados
Paz e amor a todos que você encontrar
Não se preocupe, poderia ser tão doce
Apenas olhe para o arco-íris, você verá
O sol brilhará até a eternidade
Eu tenho tanto amor em meu coração
Ninguém pode acabar com isso

Um amor de cão

Quarta-feira, 1 de Julho, 2009

bija-e-jojo Levei 50 anos para ter um cachorro e quando  escolhi, preferi que fosse uma YôgaDog já que  passamos muito tempo na Unidade.

Somente quem já teve um cachorro para saber da  inenarrável experiência de amor e companheirismo  ilimitado que é conviver com um.

Bíja, a nossa Golden Retriever, é, além de linda, uma cachorrinha muito educada, silenciosa, muito alegre e que adora gente.

Em verdade, não sei se ela acha que é gente, mas tem certeza que todos os humanos são cachorros.

Quando os alunos chegam, Bíja os recebe com a cauda abanando e quando entram para praticar, aguardo-os, deitadinha na entrada da sala de aula.

Adora a sala de prática, mas jamais entra se não a convidarmos. Muitas vezes, permitimos que participe das aulas, e ele, educadamente, entra e senta-se ao fundo, silente.

Bíja ama passear e, como é muito disciplinada, não necessita de guia, mantendo-se sempre junto aos Instrutores.

Enfim, amamos a nossa Bíja, que nos faz mais felizes e alegres, com seus olhos expressivos e a cara de sorriso.

Que você viva muito tempo entre nós Bíja.

Elegia – Indo para o leito – John donne

Sexta-feira, 2 de Janeiro, 2009

john-donneJohn Donne foi um poeta ingles, conhecido
como “o poeta do amor e da morte”.
Entre tantos poemas deliciosos, compartilho este, que teve parte musicado por
Caetano Veloso.

Elegia
Indo para o leito

Vem, Dama, que eu desafio a paz,
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda, quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu aos homens.
Tu, meu Anjo, é como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu Anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.
Deixa que a minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra à vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu Império!
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo.
Nudez total! Todo prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo)
Sem vestes. As jóias que mulher ostenta
São como bolas de ouro de Atlanta:
Os olhos do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita.

De um corpo (como a alma sem corpo)
Sem vestes. As jóias que mulher ostenta
São como bolas de ouro de Atlanta:
Os olhos do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados, a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns (a qual tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-Te:
Atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante

Desejo, amor e paixão em tempo de caos

Sexta-feira, 2 de Janeiro, 2009

beijoNenhuma pessoa preencherá mais do que 70% das suas expectativas relacionais.
E as mulheres devem baixar ainda mais seus níveis de exigência. Afinal, os homens não são compatíveis com DR (discutir a relação).

Portanto, se você achou alguém que atingiu estes patamares, pare de reclamar. Você era feliz e não sabia. E se você achou alguém que ultrapassou estes patamares, desculpe-me amigo(a), você está se iludindo. Mas viva esta fantasia enquanto durar.
Basicamente as relações são construídas quando o parceiro é:

1. muito bom de cama, seja lá o que represente isso para cada um de nós.

2. você e o outro tem muitas coisas em comum, tal como gostar de shopping, montanhismo ou xadrez.

3. o outro e você tem planos em comum, como montar uma oficina, construir um prédio, ou jogar na Sena toooda a semana.

Se o outro for só bom de cama ele será apenas um amante. Quando, exclusivamente tiverem coisas em comum, o outro será apenas amigo. Assim como, quando somente partilharem planos, o outro se tornará seu sócio. Porém, combine dois destes aspectos e você terá grande chance de construir uma relação chamada casamento!

Afinal, quantos casamentos você conhece, que duram anos, sem sexo, mas com muita cumplicidade e associação comercial. Ou relações duradouras, onde o casal transa muito, têm planos e vivem brigando. Ou ainda, casais com um sexo super encaixado, e que tem uma série de coisas em comuns, menos projetos de vida semelhantes.

Mas…mesmo que você encontre uma pessoa com quem estes três aspectos, nem por isso você está livre da insatisfação.

Em primeiro lugar por que o animal humano é isso mesmo: um insatisfeitos. Caviar todos o dias enjoa. Nada melhor do que variar de vez em quando. Mesmo que você me jure de pés juntos que jamais pensou em trair o seu companheiro (a) com o seu personal trainer, provavelmente é porque você não tem o hábito de lembrar dos seus sonhos, este lugar escuro e traiçoeiro, que destrói as reputações mais ilibadas. (ainda bem que ninguém pode acessá-los, a não ser o seu psicanalista, que em princípio não deve ter sexo).

Em segundo lugar, minha querida leitora, a diferença entre você e uma chimpanzé é de menos de 2%. Com uma fêmea de chimpanzé transa muito e com muitos parceiros, se você retirar este aparente verniz civilizatório, emergirá uma mulher em fogo, deliciosamente insaciável e infiel.

E por último, existe a maior subversora e inimiga das relações estáveis: a paixão. Contra ela não há razão ou combinação possível que resista. Afinal, quem já não se apaixonou por alguém que era péssimo na cama, sem nenhuma cumplicidade, e com que você jamais sequer vislumbrou planos em comum?

Avisos aos navegantes: esteja muito atento se o outro passou a régua na relação. Ele leva a sua libido, seu sorriso, seu assunto, o que lhe é de direito e muito mais. Mas já notou que é neste período de luto que aparecem pessoas realmente incríveis, que você desejaria estarem disponíveis quando você também estava? Então aproveite,

- E o amor? Ninguém ama antes de seis ou sete anos de relação. E como está provado cientificamente que absolutamente nenhuma paixão resiste ao terceiro ano, àquele só surgirá quando esta se for.

Alguém já disse que só se pode dizer que se ama alguém, quando você contempla o objeto do seu amor, aquela pessoa sensível, de formas perfeitas, encarnação de todos os seus sonhos, confortavelmente sentado no vaso sanitário a esvaziar-se de si mesmo, circundado por uma redoma de aroma indescritível, e ainda assim seu coração ser preenchido por este sentimento tão almejado e tão pouco experimentado: o amor. (Esta visualização é ótima também para nivelar celebridades e os humanos comuns).

Mas raramente damos tempo ao tempo para cultivá-lo. Em tempos virtuais como o nosso, cheio de estímulos e exigências, não nos deixam cultivar o amor. E logo, logo, estaremos enroscados em em mais um caso rumoroso de paixão ordinária e galopante.

 
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