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	<title>BláBLOGBlá - O blog do Jojó &#187; felicidade</title>
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	<description>Um espaço para compartilhar com amigos, alunos e curiosos sobre filosofia, vida, trabalho, amor, esporte e Yôga.</description>
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		<title>A Nova Humanidade: 1a parte &#8211; as crenças</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 11:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jojó</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há 210 milhões de anos os mamíferos viviam à sombra dos dinossauros. A presença agressiva destes grandes répteis dominava a cena evolutiva, não permitindo a eles desenvolverem-se, tanto em tamanho (ser pequeno era uma vantagem, pois diminuía a chance de ser visto por um Tiranossauro Rex) quanto na variação de espécies.
Por volta de 160 milhões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-443" title="crencas 2" src="http://yogafloripa.com/blogdojojo/wp-content/uploads/2010/07/crencas-23-150x150.jpg" alt="crencas 2" width="150" height="150" />Há 210 milhões de anos os mamíferos viviam à sombra dos dinossauros. A presença agressiva destes grandes répteis dominava a cena evolutiva, não permitindo a eles desenvolverem-se, tanto em tamanho (ser pequeno era uma vantagem, pois diminuía a chance de ser visto por um <em>Tiranossauro Rex</em>) quanto na variação de espécies.</p>
<p>Por volta de 160 milhões de anos atrás, provavelmente uma catástrofe provocada por um asteróide ou um cometa extinguiram os dinossauros, dando a super classe <em>mammalia</em>, uma oportunidade evolutiva sem igual. E eles aproveitaram.</p>
<p>A partir daí, sem a presença ameaçadora dos grandes répteis, os mamíferos multiplicaram-se e mudaram progressivamente sua anatomia:</p>
<ul>
<li>Há cerca de 150 milhões de anos atrás a sua      caixa craniana se expandiu e desenvolveu a audição ofertando um      diferencial competitivo em relação aos répteis, por exemplo, que ouvem      muito mal;</li>
<li>Há 120 milhões de anos, os <em>mammalias</em> desenvolveram os dentes tribofênicos que lhes permitiram uma dieta mais      variada e melhor assimilação, aumentando com isso a longevidade;</li>
<li>Por volta de 90 milhões de anos a      cintura escapular permitiu movimentos mais amplos, aprimorando-lhes as      habilidades de caça, luta e fuga;</li>
<li>45 milhões de anos atrás as mãos e pés      dos mamíferos tornaram-se preênseis, e seus olhos passaram a ver com      cores, ampliando as habilidades em identificar e capturar formas novas de      alimento;</li>
<li>Em torno de 5 milhões de anos, os      primatas ficaram eretos. Isto fez uma enorme diferença, pois garantiram      aos nossos antepassados maior campo de visão para identificar as presas e      predadores, alargando a expectativa de vida;</li>
<li>Cerca de 3 milhões de anos, o gênero <em>Homos</em>,      de onde descende a nossa espécie, o <em>Homo sappiens</em>, começou a      utilizar as mãos estimulando áreas adormecidas do cérebro, gerando ferramentas      para substituir sua falta de velocidade, reflexos e garras, enriquecendo seu      cardápio e aumentando suas habilidades em conviver com alterações      climáticas;</li>
<li>Por volta de 1 milhão de anos, os nossos      antepassados já detinham a maior neocórtex proporcional ao peso entre      todas as espécies, ampliando sua memória e raciocínio. Assim começaram a      guardar e retransmitir uma quantidade enorme de informações às novas gerações,      algo sem precedentes na história evolutiva das espécies;</li>
<li>200 mil anos: uma hipertrofia da faringe      desenvolveu a fala, mudando completamente a forma de treinamento dos      antropóides para a sobrevivência. Enquanto todos os outros mamíferos só      podiam fazê-lo através do gesto, o gênero <em>Homo</em> agregou a linguagem.      Passamos a <em>descrever</em> também.</li>
</ul>
<p>A nossa espécie, o <em>Homo sapiens</em>, surgiu há 130 mil anos. Se pensarmos no reinado dos grandes répteis, que foi de 200 milhões de anos, chega-se a conclusão que nossa espécie nasceu ontem e temos muito que evoluir. Também é espantoso avaliar, quando acompanhamos a evolução dos antropóides dos quais somos descendentes diretos, o quanto nosso cérebro cresceu. Em dois milhões de anos, passou de 500 c.c. para 1700 c.c. de volume craniano. Isto significa que a morfologia dos primatas teve de ajustar-se ao crescimento do crânio, tal a quantidades de estímulos e de associações que nossa espécie era capaz de realizar, aprendendo, memorizando, aprimorando e sofisticando novas habilidades, que a levaram, num período extremamente curto, das árvores ao topo da cadeia alimentar.</p>
<p>Hoje, todos os outros mamíferos, alguns morfologicamente muito mais bem preparados para atingir a condição de espécie dominante, nos temem. Podemos nos equiparar aos elefantes e as orcas: não temos mais predadores naturais.</p>
<p>Em 200 mil anos como espécie, saímos das árvores para o domínio da natureza, expandido a nossa espécie por todos os continentes, remodelando a matéria <em>in natura</em> em objetos que nos trouxeram conforto, facilidades, beleza e conhecimento, até o domínio do átomo.</p>
<p>Construímos a <em>civilização </em>e com ela, um jeito de viver totalmente diferente dos demais mamíferos. Em 20 mil anos de civilização mudamos muito. A vida em grupo tornou-se extraordinariamente complexa e multifacetada, exigindo do animal humano, novas aptidões interpessoais. O terceiro milênio caracteriza-se por mutabilidade. Valores, hábitos e crenças, que são a base estrutural da formação humana estão em constante mutação, exigindo do ser humano uma desenvoltura e flexibilidade comportamental jamais experimentada pelo <em>Homo sapiens. </em>A capacidade de <em>adotar novos valores,</em> novas visões da realidade, adaptando-se as mudanças, é um dos maiores diferenciais competitivos da nossa espécie. E isto se inicia por uma reflexão sobre principais mudanças que ocorreram no mundo nos últimos 5 mil anos.</p>
<p><strong>Crenças</strong></p>
<p>A maioria das nossas escolhas é ajustada pela <em>visão</em><strong> </strong>que detemos do mundo, tanto subjetiva quanto objetivamente. Daí a importância de alargarmos até onde pudermos a nossa percepção e o conhecimento acumulado sobre as crenças.</p>
<p>Na Antiguidade, nossos antepassados, para auxiliá-los a explicar o mundo que os rodeava, atribuíam causas mágicas aos fenômenos da natureza tais como a gestação, as mudanças climáticas, o nascimento, a morte, e outros tantos fenômenos naturais. Criaram, a partir desta interpretação sobrenatural, uma série de relatos e histórias fantásticas, denominadas historicamente de <em>pensamento mítico</em>. Através do mito, os antigos conseguiam a coerção social e a <em>moralização</em> dos costumes, fundamental para a convivência grupal. A mitologia adquiriu na maioria das vezes uma conotação religiosa e norteou as principais civilizações antigas tais como a egípcia, grega, romana e germânica.</p>
<p>Na Idade Média, as crenças foram modeladas pelo <em>pensamento religioso,</em> uma hierarquização, sofisticação do <em>pensamento mítico</em>, tornando-o muito mais rígido e sistematizado, passando a constituir-se num conjunto de crenças, dogmas, símbolos e práticas que determinavam uma noção, uma construção imaginária de um mundo sobrenatural, com o qual os homens podiam estabelecer contato. O pensamento religioso teve como principal característica a sublimação do individualismo e da liberdade de iniciativa, reprimindo com isso a criatividade, a inovação tecnológica, artística e comercial.</p>
<p>O período moderno se caracterizou pelo <em>pensamento iluminista</em>, onde as pessoas buscavam novas crenças que lhes permitissem demonstrar todo seu potencial criativo e empreendedor. Foi a época dos descobrimentos, da revolução industrial, e principalmente da <em>ciência</em><strong>. </strong>Na ciência, nossos antepassados procuravam as verdadeiras explicações para o mundo e a natureza humana. No entanto, a ciência guardava armadilhas muito semelhantes às do pensamento religioso, pois passou a tratar os assuntos de seu interesse também de forma dogmática. Ainda, seguindo os passos da religiosidade, a ciência acabou cerceando as liberdades e a individualidade humana aceitando apenas uma linha de raciocínio como a correta e excluindo todos os grupos ou povos que não a aceitassem como arauto da verdade de seus processos históricos. E continua ocorrendo até hoje.</p>
<p>A idade contemporânea aprofundou os contatos entre os diferentes povos e culturas do mundo e uma maior liberdade de crenças e pensamentos. Convivem atualmente o dogmatismo religioso superficial e profundo, o pensamento científico com suas certezas e garantias nem sempre comprovadas ou mesmo suficientes e as diferentes filosofias naturalistas e materialistas. A aceitação das divergências de pensamento e orientação é um importante avanço nas relações humanas, pois assim cada indivíduo pode encontrar as explicações das quais necessita e que são mesmo inerentes à espécie.</p>
<p>O terceiro milênio da era cristã nos mostra que ainda que alguns necessitem de pensamentos dogmáticos como a religião e a ciência, outros, no entanto, já se encontram preparados para conhecer filosofias de autoconhecimento e evolução pessoal. Definimos aqui filosofia pelo seu jargão platônico: <em>a </em><em>investigação da dimensão essencial e ontológica do mundo real, ultrapassando a mera opinião (crença) irrefletida do senso comum que se mantém cativa da realidade empírica e das aparências sensíveis</em>.</p>
<p>Na nossa humilde opinião, o praticante do <strong><em>Método DeRose</em></strong> pode e deve investigar permanentemente a si e a realidade externa, sistemática e confortávelmente, identificando novas visões, substituindo paradigmas, recriando-se e assumindo o seu papel de liderança e de modelo transformador na história humana.</p>
<p>Para tanto, o integrante da Nossa Cultura conta com uma série de ferramentas valiosíssimas: os festivais do Método DeRose, que acontecem em vários estados e países; os cursos com o Educador DeRose e demais Mestres e Docentes da filosofia preconizada por nós; os livros de vários autores, que tratam da Nossa Proposta; os DVDs e CDs e finalmente as classes diárias do Nosso Sistema.</p>
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		<title>Nossa definição de Qualidade de Vida</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 14:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jojó</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Abaixo reproduzimos um pequeno texto extraído do pocket O que é o Método DeRose, escrito pelo Educador  DeRose, e que sintetiza 0 estilo de vida da Nossa Cultura. Em cada Unidade, no coração e mente de cada Instrutor e  aluno do Nosso Método, buscamos constantemente os padrões abaixo mencionados de qualidade de vida. E a cada dia,  aprimorando nossos hábitos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Abaixo reproduzimos um pequeno texto extraído do<img class="alignleft size-thumbnail wp-image-432" title="AX055467" src="http://yogafloripa.com/blogdojojo/wp-content/uploads/2010/07/qualidade-de-vida1-150x150.jpg" alt="AX055467" width="150" height="150" /> pocket <em><strong>O que é o Método DeRose, <span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">escrito pelo Educador  DeRose, e que sintetiza 0 estilo de vida da Nossa Cultura. Em cada Unidade, no coração e mente de cada Instrutor e  aluno do Nosso Método, buscamos constantemente os padrões abaixo mencionados de qualidade de vida. E a cada dia,  aprimorando nossos hábitos, nos aproximamos cada vez mais deste ideal.</span></span></strong></em></p>
<p><em> Qualidade de vida é tornar sua existência descomplicada, é fazer o que lhe dá prazer, com alegria, saúde e bem-estar.</em></p>
<p><em> Qualidade de vida é suprir as necessidades fisiológicas e ergonômicas, é adotarmos hábitos que promovam e mantenham a funcionalidade do corpo, do emocional e do mental, é o aprimoramento e desenvolvimento das nossas habilidades, através do trinômio: boa alimentação, boa forma e boa cabeça.</em></p>
<p><em>Qualidade de vida é relacionar-se de maneira descontraída, ética e responsável com o meio ambiente e o meio sócio-cultural, procurando compartilhar e interagir, agregando sempre generosidade, elegância, respeito e carinho às nossas relações humanas (sociais, profissionais, familiares, afetivas e outras), mediante a adoção de um conjunto de valores que incluem boa cultura, boa civilidade e boa educação.</em></p>
<p><em>Qualidade de vida é adotar uma visão de mundo que nos motive a buscar o desenvolvimento e o aprimoramento contínuo, conquistando a nossa excelência através do estudo, dos ideais e do autoconhecimento.</em></p>
<p><em>Qualidade de vida é manter um padrão de gastos dois degraus abaixo do que você ganhar. É residir próximo ao trabalho. É alimentar-se com frugalidade. É conseguir extrair satisfação de todas as coisas. É esbanjar o seu tempo dando atenção aos amigos e aos conhecidos. É dar flores à pessoa amada. É não se deixar abalar pelos percalços da vida. É amar com franqueza e perdoar com sinceridade.</em></p>
<p>Estes são os nossos valores.</p>
<p></em></p>
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		<title>As escolhas e o canteiro budista</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 11:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jojó</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Conta a lenda, que em um mosteiro budista existia um canteiro de areia. Localizado no átrio  central, a superfície do canteiro era mantida impecavelmente lisa por um grupo de acólitos.  Portando rastilhos de bambu, com cerdas finas como fios de cabelo, estes se sentavam em torno  do grande tanque de pedra, atentos a qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="alignleft size-full wp-image-423" title="pegadas" src="http://yogafloripa.com/blogdojojo/wp-content/uploads/2010/07/pegadas.jpg" alt="pegadas" width="295" height="256" /> Conta a lenda, que em um mosteiro budista existia um canteiro de areia. Localizado no átrio  central, a superfície do canteiro era mantida impecavelmente lisa por um grupo de acólitos.  Portando rastilhos de bambu, com cerdas finas como fios de cabelo, estes se sentavam em torno  do grande tanque de pedra, atentos a qualquer alteração no nivelamento arenoso.</p>
<p style="text-align: left;">Seu trabalho era constante, pois além das alterações climáticas, o canteiro sofria diariamente  mudanças com um dos exercícios de meditação característico daquele mosteiro e diariamente exercitado pelos discípulos: cruzar lenta e concentradamente, descalços, o quadrado de areia.</p>
<p>Pelo menos uma vez por dia, cada monge fazia este trajeto. Caminhava contrito até a entrada do  canteiro com os olhos focados neste, respirava profundamente e depois pé ante pé, com o maior  cuidado, realizava a travessia. Chegando ao término de sua jornada, invariavelmente olhava  para trás, para as pegadas que marcavam a sua trajetória e com um suspiro de leve  desapontamento, voltava as costas para o grande tabuleiro e afastava-se para o interior do  mosteiro.</p>
<p>Todos repetiam a prática, ano após ano e década após década.</p>
<p>O objetivo da meditação era avaliar o quanto de poder detinha cada praticante sobre seus atos, palavras e pensamentos, de maneira a que não produzissem um único desdobramento kármico sequer. Este domínio sobre o karma era naturalmente transferido para o caminhar do acólito, permitindo-lhe atravessar o canteiro de areia sem deixar pegadas.</p>
<p>Assim são as nossas escolhas. Cada palavra proferida, pensamento emitido ou ação executada tem um poder imenso na construção do nosso futuro. Podemos mesmo dizer que nosso destino é construído e modificado diariamente, influenciado pela qualidade das nossas escolhas.</p>
<p align="center"><strong>A necessidade de se criar divindades.</strong></p>
<p>Quando comparamos a evolução do macaco humano com as de outros mamíferos, ficamos boquiabertos com a sua capacidade adaptativa, seja nas mudanças anatômicas quanto comportamentais que fez para atingir o topo da cadeia alimentar.</p>
<p>O homem-macaco desceu da segurança das árvores para a vida ameaçadora das planícies, estendeu a coluna, ampliou o cérebro, desenvolveu ferramentas, tornou-se caçador e construiu a cultura.</p>
<p>Segundo os zoólogos, para conseguir uma vantagem evolutiva, o <em>Homo sapiens</em> retardou a maturação cerebral, obrigando-se a permanecer para sempre com algumas características juvenis e mesmo infantis. Algumas delas foram a procura pelo risco, necessidades de explorar, criar e inventar coisas novas, aspectos bem pronunciados nas crianças quando brincam. Ao crescer, o mamífero humano, para alimentar sua sede de explorar e experimentar, criou aquilo que conhecemos como civilização.</p>
<p>Entre as suas invenções mais curiosas estão as divindades. Qual o motivo que o levou a construir uma realidade sobrenatural? E porque esta visão mítica se mantém, ainda nos dias de hoje, permeando a tecnologia, os negócios, as regras e leis, os valores morais, mesmo com o advindo da ciência? Poderemos um dia transcender esta visão, para uma realidade sem crenças?</p>
<p>Uma observação importante é conhecer a definição do verbete <em>crer</em> no dicionário<em>:</em> <em>tomar por verdadeiro, ter por certo, ter confiança em (alguém ou algo); acreditar; formar idéia sem base real; imaginar, pensar, presumir.</em> A palavra quase se antagoniza com outro verbo que é o <em>saber,</em> indicando que aquele que crê, em verdade não conhece, mas gostaria que o objeto de sua crença se transformasse em realidade.</p>
<p>O surgimento das crenças nos deuses surgiu, provavelmente, da necessidade que nossa espécie sentiu, desde sempre, de tentar entender o mundo fenomenal que o rodeava. No início, a tudo que nos cercava, que não compreendíamos, atribuíamos uma conotação mágica, fruto de uma imaginação sem limites, produto de nossa evolução cerebral, pois a ciência só surgiria milhares de anos depois para explicar os fenômenos naturais. A gestação, a morte, o nascimento, as mudanças climáticas, os acontecimentos cotidianos foram agregando um valor mítico, que comandava a vida dos antigos.</p>
<p>Porém, a continuidade das crenças em divindades, através de milhares de anos de história civilizatória, teria uma explicação mais utilitária: a garantia da estabilidade dos grupos sociais. A concepção de entidades imortais, atreladas à atributos de potência inimaginável, e que, portanto, com poderes sobre a vida de simples mortais, levaria o ser humano a uma única condição possível: a de resignar-se com o seu destino, sem questionar, aceitando aquilo que estas divindades escolhessem, e com isso diminuindo os riscos de revolta social.</p>
<p>Este sentimento de pequenez diante de forças invisíveis e indestrutíveis, gerou no homem um fatalismo, um determinismo existencial, um sentimento de destino inevitável, que perdura, inconscientemente até hoje, moldando magicamente, decisões diárias tomadas por bilhões de pessoas.</p>
<p>- O que está por trás desta visão distorcida do destino, que nos leva a entregramos nossas vidas nas mãos de potencias invisíveis, intangíveis e incertas?</p>
<p align="center"><strong>Medo da responsabilidade.</strong></p>
<p>A desconforto da responsabilidade de ter de escolher. Gostamos de culpar Deus, o diabo e a sorte, mas somos os únicos responsáveis pelas <em>escolhas</em> que fazemos.<br />
Por isso, tanta gente, prefere ser liderado a liderar. Todos os líderes, desde a pré-história, sempre tiveram que conviver com o ônus de ser responsáveis pelas conseqüências das decisões que tomaram. Mas, no âmbito do indivíduo, cada um é líder de si mesmo.</p>
<p>Deste modo, precisa tomar resoluções cruciais diárias, que envolvem o seu futuro. O medo da responsabilidade está diretamente atrelado aos baixos patamares de consciência que se possui, da dificuldade de associar as centenas de variantes que tomam parte de qualquer eleição. Quanto maior a lucidez e experiência , mais ajustadas e acertadas serão as <em>escolhas</em>.</p>
<p align="center"><strong>Medo da perda.</strong></p>
<p>Escolher sempre significará abrir mão de algumas coisas por outras, e tememos selecionar errado, perdendo algum outro objeto, momento ou situação que seria o melhor para nós. Cada vez que elegemos alguma coisa que presumimos ser a melhor escolha, abrimos mão de uma série de outras tantas. Uma parte de nós, eternamente infantil, detesta perder e este sentimento pressiona nossa tomada de decisão. Uma das sensações que mais desagrada ao <em>Homo cultus</em> é o arrependimento, pois implicará no reconhecimento de sua incapacidade momentânea para <em>ver</em> com clareza uma determinada situação.</p>
<p align="center"><strong>As conseqüências de nossas escolhas</strong></p>
<p>Todas as vezes que escolhemos, trazemos à luz um grupo de possibilidades que de outro modo não existiria. O exemplo clássico é o genético: quem seria você, se seus pais não tivessem permitido a gravidez que deu nascimento a você? Ou se a sua mãe tivesse casado com um outro homem que não fosse seu pai? Nossa visão sobre como as <em>escolhas</em> combinam-se com a realidade é pequena, produzindo uma desconfortável ansiedade.</p>
<p align="center"><strong>Visão distorcida de quem somos nós</strong></p>
<p>A autopercepção, ou seja, a concepção que o indivíduo tem de si, é fruto de profundos e inconscientes valores, implantados através da educação. Educação é ajustar, <em>condicionar</em> a espécie, ativa e passivamente, às regras, normas e costumes de uma determinada época e lugar. Ela consecutivamente sacrifica todas nossas tendências, predisposições e talentos inatos em prol da integração do indivíduo ao meio social.</p>
<p>O lugar e época em que cada um de nós nasceu moldaram a maneira como entendemos o mundo e esta apreensão da realidade orientará continuamente as nossas <em>escolhas</em>, que constroem o nosso destino.</p>
<p>Esta impressão particular do mundo forma aparentemente o componente mais profundo daquilo que se chama<em> o que somos, </em>mas é apenas parte do que <em>temos. </em>Inconsciente, esta configuração não é fruto das nossas próprias <em>escolhas</em>, mas representa apenas aquilo que desejavam para nós as pessoas que estiveram presentes na nossa formação. Esta foi construída segundo os valores e entendimento particular e distorcido da realidade dos formadores.</p>
<p>A educação é sempre um processo de repressão da instintividade, como ferramenta de adaptação. No instinto, habitam energias muito poderosas e quase indomáveis. Por isso, no esforço de controlá-las, a educação acaba por produzir indivíduos ajustados, mas também temerosos, auto-restritivos, domesticados, onde, em nome da estabilidade do grupo, são sacrificados o impulso criativo, inovador e a curiosidade inata do homem-macaco.</p>
<p align="center"><strong>Uma luz no fim do túnel das escolhas </strong></p>
<p>Como vimos, quanto mais condicionado for o indivíduo, maior a sua submissão aos desmandos dos vásanás coletivos e pessoais, que modelam as suas escolhas e que constroem o destino daquela pessoa.</p>
<p>Daí a importância de se exercitar a lucidez, como propõe DeRose. A expansão da perceptibilidade capacita o indivíduo a identificar as possíveis e múltiplas conseqüências de suas ações, assim como um Mestre enxadrista consegue antever, muitos lances a frente, as inúmeras combinações das peças dispostas no tabuleiro, construindo defesas e infringindo ataques decisivos ao adversário.</p>
<p>Poderíamos comparar um praticante disciplinado do Método DeRose a um exímio enxadrista existencial, já que a reeducação comportamental proposta pela Nossa Cultura, através do exercício continuado de conceitos e técnicas, em última instância, ampliam a lucidez, o autoconhecimento.</p>
<p>Este indivíduo, através de técnicas como o <em>samyama </em>(meditação)<em> </em>e o yôganidrá (treinamento do sono consciente), por exemplo, exercita continuamente a atualização dos <em>vásanas </em>(condicionamentos) e samskára (as crenças e paradigmas), alavancando uma visão cada vez menos distorcida da realidade,  proporcionando-nos fazer escolhas mais inteligentes, integrativas, sociabilizadas e refinadas.</p>
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		<title>Um trishúla vivo</title>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 20:08:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude sentir na pele, enumeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.
Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro. Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-400" title="DeRose PXB 6" src="http://yogafloripa.com/blogdojojo/wp-content/uploads/2010/05/DeRose-PXB-62-150x150.jpg" alt="DeRose PXB 6" width="150" height="150" /></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude sentir na pele, enumeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro. Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sua abençoada insistência pelo qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Carezza colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumado. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Carezza são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiado do Educador e Mestre.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o por quê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolhem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa agüentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todos as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companheirismos e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre de Yôga.</div>
<p>Para quem não sabe, trishúla alude a uma arma de guerra na forma de tridente,  utilizada na  Índia há milênios. Também refere a Shiva, o criador do Yôga, no seu  aspecto destruidor de  avidya, a ignorância da totalidade da nossa natureza.</p>
<p>DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude  sentir  na pele, inúmeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.</p>
<p>Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro.  Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.</p>
<p>Sua abençoada insistência pela qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Kámala colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumados. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Kámala são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.</p>
<p>Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiada do Educador e Mestre.</p>
<p>Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o porquê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolherem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.</p>
<p>Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa aguentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!</p>
<p>E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todas as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.</p>
<p>Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companherismo e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.</p>
<p>Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre.</p>
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		<title>Mi Buenos Aires querida</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 13:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jojó</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Visito Buenos Aires desde 1998. Todos os anos tenho o prazer de  ministrar cursos  nesta cidade linda e que me encanta cada vez mais.
Tanto, que foi uma das pouquíssimas cidades que já fui a passeio e não  a trabalho.  Adoro a comida com suas medialunas frescas, os mais de    quarenta tipos de queijos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-358" title="Folder Argentina grupo" src="http://yogafloripa.com/blogdojojo/wp-content/uploads/2010/03/Folder-Argentina-grupo-300x170.jpg" alt="Folder Argentina grupo" width="300" height="170" /> Visito Buenos Aires desde 1998. Todos os anos tenho o prazer de  ministrar cursos  nesta cidade linda e que me encanta cada vez mais.</p>
<p>Tanto, que foi uma das pouquíssimas cidades que já fui a passeio e não  a trabalho.  Adoro a comida com suas medialunas frescas, os mais de    quarenta tipos de queijos, os restaurantes italianos centenários, o pão  e o sorvete fantástico. Gosto muito da melancolia do tango, agora  revigorado, e dos seus ícones trágicos como Perón e Maradona. Amo  Quino e sua Mafalda.</p>
<p>Mas o que mais gosto é da egrégora do Nosso Método, com seus mais de mil praticantes super identificados e os queridíssimos Diretores  de Unidades, Yael Bracesat, Diego Ouje, Sol Montenegro, Luciano López, Lucia Gagliardini e Silvina Tenebaun.  Mas principalmente pelo amigo e parceiro de tantas aventuras, risadas e muito, muito trabalho, o Mestre Edgardo Caramella.</p>
<p>A história do Yôga na Argentina se divide em antes e depois de Ed ter escolhido abrir mão da segura vida de funcionario público das aduanas argentinas para seguir seu Mestre e o Método DeRose. Foram muitos anos  de chumbo, de esforço absoluto para expandir nossa Proposta Cultural. Vinte anos depois, além do título de Mestre, quatro livros publicados, e a admiração de milhares de praticantes em muitos paises, Edgardo consolidou uma liderança natural na Nossa Cultura, sendo o presidente do excelto Colegiado dos Presidentes de Federação.</p>
<p>Edgardo é um amigo tardio, ou seja, nos conhecemos quando já nos aflorava o branco aos nossos poucos cabelos. Como é muito gentil, culto e engraçado, a convivência com ele é sempre muito prazerosa e de agradável cumplicidade,  e passamos horas conversando, mateando e rindo sem cansar-nos.</p>
<p>Eis alguns bons motivos que fazem de Buenos Aires, assim como Porto Alegre,  algumas das minhas cidades preferidas.</p>
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		<title>Frases do Jojó</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 14:35:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jojó</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
O maior de todos os sádhanas
é a convivência gregária.
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-277" title="maha-abraco-foto" src="http://yogafloripa.com/blogdojojo/wp-content/uploads/2009/08/maha-abraco-foto-300x250.jpg" alt="maha-abraco-foto" width="300" height="250" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O maior de todos os sádhanas</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>é a convivência gregária.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um amor de cão</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 15:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jojó</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Levei 50 anos para ter um cachorro e quando  escolhi, preferi que fosse uma YôgaDog já que  passamos muito tempo na Unidade.
 Somente quem já teve um cachorro para saber da  inenarrável experiência de amor e companheirismo  ilimitado que é conviver com um.
 Bíja, a nossa Golden Retriever, é, além de linda, uma cachorrinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-233" title="bija-e-jojo" src="http://yogafloripa.com/blogdojojo/wp-content/uploads/2009/07/bija-e-jojo-150x150.jpg" alt="bija-e-jojo" width="150" height="150" /> Levei 50 anos para ter um cachorro e quando  escolhi, preferi que fosse uma YôgaDog já que  passamos muito tempo na Unidade.</span></p>
<p><span> Somente quem já teve um cachorro para saber da  inenarrável experiência de amor e companheirismo  ilimitado que é conviver com um.</span></p>
<p><span> Bíja, a nossa Golden Retriever, é, além de linda, uma cachorrinha muito educada, silenciosa, muito alegre e que adora gente.</span></p>
<p><span>Em verdade, não sei se ela acha que é gente, mas tem certeza que todos os humanos são cachorros.</span></p>
<p><span>Quando os alunos chegam, Bíja os recebe com a cauda abanando e quando entram para praticar, aguardo-os, deitadinha na entrada da sala de aula.</span></p>
<p><span>Adora a sala de prática, mas jamais entra se não a convidarmos. Muitas vezes, permitimos que participe das aulas, e ele, educadamente, entra e senta-se ao fundo, silente.</span></p>
<p><span>Bíja ama passear e, como é muito disciplinada, não necessita de guia, mantendo-se sempre junto aos Instrutores.</span></p>
<p><span>Enfim, amamos a nossa Bíja, que nos faz mais felizes e alegres, com seus olhos expressivos e a cara de sorriso.</span></p>
<p><span>Que você viva muito tempo entre nós Bíja. </span></p>
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		<title>Uma reflexão sobre os problemas</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 15:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jojó</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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		<description><![CDATA[E fomos felizes para sempre&#8230;
É o que todos esperamos da vida, como premio por tanto sacrifício, decepções, perdas, dor e solidão.
Estou com 53 anos e, sinceramente, prefiro ver o cotidiano como uma mescla de tudo isso combinado com momentos de boas surpresas, risos, prazeres, conquistas e cumplicidade.
Ou como dizia Millôr Fernandes, o guru do caos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E fomos felizes para sempre&#8230;</p>
<p>É o que todos esperamos da vida, como premio por tanto sacrifício, decepções, perdas, dor e solidão.</p>
<p>Estou com 53 anos e, sinceramente, prefiro ver o cotidiano como uma mescla de tudo isso combinado com momentos de boas surpresas, risos, prazeres, conquistas e cumplicidade.</p>
<p>Ou como dizia Millôr Fernandes, o guru do caos, “toda alegria vem embrulhada num papel fininho de tristeza”.</p>
<p>Assim sendo, não me parece a escolha mais inteligente, interpretar os inevitáveis problemas diários como uma praga divina, mas como parte inerente do existir.</p>
<p>No fantástico filme, Pulp Fiction &#8211; Tempo de violência – dirigido e escrito por Quentin Tarantino, um das personagens mais instigantes era Winston Wolf, magistralmente interpretado por Harvey Keitel, e que se especializou em resolver problemas. Ou seja, aonde os outros viam dificuldades, Woff  encontrava saídas.</p>
<p>Concluindo, podemos escolher divisar os inexoráveis desafios habituais como parte inerente da nossa vida e a maneira como vamos solucioná-los, um treinamento para a criatividade e a construção de novas habilidades.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma felicidade viável</title>
		<link>http://yogafloripa.com/blogdojojo/2009/01/uma-felicidade-viavel/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 13:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jojó</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[estabilidade]]></category>
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		<category><![CDATA[realização]]></category>
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		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma proposta humana de felicidade,
em um texto que espero que motive-o
a encontrá-la no único lugar onde ela habita:
aqui e agora.
Muito se fala de felicidade. É prometida como o desfrute final de todas as religiões para àqueles que nelas crêem e garantida por toda a propaganda nas emissoras de rádio, canais de televisões, vendedores e outdoors [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignleft size-full wp-image-35" title="felicidade" src="http://yogafloripa.com/blogdojojo/wp-content/uploads/2009/03/felicidade.jpg" alt="felicidade" width="200" height="131" /><em>Uma proposta humana de felicidade,<br />
em um texto que espero que motive-o<br />
a encontrá-la no único lugar onde ela habita:<br />
aqui e agora.</em></p>
<p>Muito se fala de felicidade. É prometida como o desfrute final de todas as religiões para àqueles que nelas crêem e garantida por toda a propaganda nas emissoras de rádio, canais de televisões, vendedores e outdoors em todas as línguas por todo o mundo. Tanto mais se fala dela quanto mais distante nos parece. Sentimento, sensação ou experiência que permeia todos os sonhos humanos, é ao mesmo tempo tangível e inacessível. Refutamos as experiências que nos afastam dela e procuramos, quase obsessivamente, reprisar aquelas que nos proporcionaram alguns instantes desta impressão inesquecível, transcendental e, no entanto, excessivamente volátil.</p>
<p>Afinal o que é a felicidade? Iniciemos pelo que nos diz o Dicionário Houaiss: qualidade ou estado de feliz; estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar. Gosto dela. Aproxima-se bastante daquilo que desfrutamos. Porém, como existem muitos significados para o termo, ouso colocar aqui a minha colher e sugerir que definamos felicidade como o estado neurofisiológico desencadeado pelo psiquismo quando identificamos que nada nos falta, que estamos momentaneamente completos.</p>
<p>Uma curiosidade: muitas das vezes em que somos possuídos por esta felicidade, é tal a sensação de satisfação, de preenchimento em si mesmo, de auto-suficiência que a possibilidade de morrermos naqueles instantes não nos assusta. Fica a impressão de que o medo do fim da vida é proporcional ao quanto não conseguimos transformar nossos sonhos mais profundos em realidade, na maneira como deixamos nossa marca no mundo e nas pessoas que amamos.</p>
<p>No entanto, me parece que a felicidade está mais presente em nossas vidas do que alcançamos apreender. Suspeito que o principal motivo é o modelo estereotipado hollywoodiano que absorvemos desde crianças. Quando nossas experiências cotidianas de felicidade nos surgem, não se assemelham ao padrão introjetado na memória inconsciente e aí ficamos impossibilitados de identificá-las.</p>
<p>De qualquer maneira, os momentos de felicidade são definitivamente finitos. Ou seja, não duram para sempre. São permeados por outras situações que incluem diferentes coeficientes de insensibilidade, sofrimento, alegria, euforia e outras tantas sensações com que convivemos desde o nascimento até a última respiração.</p>
<p>Portanto, poderíamos dizer que uma pessoa é tanto mais feliz quanto a sua habilidade em realizar escolhas inteligentes que lhe desencadeiem uma quantidade diária maior destes estados neurofisiológicos de plenitude.</p>
<p>E quais seriam estas escolhas superlativas? A seguir relaciono algumas segundo os pontos de vista deste autor, e que em nenhum momento ousariam e pretenderiam representar a verdade sobre a felicidade. São apenas pontos de partida, meras sugestões para uma felicidade mais possível, humana e viável. Poderíamos dizer que uma felicidade com tendência ao concreto.</p>
<p>1. <em>um corpo saudável</em>, pois afinal sem um corpo, a experiência existencial não é possível e se ele não for saudável, esta será a maioria do tempo desagradável e sofrida. Até conhecem-se pessoas que conseguem ser muito felizes apesar de grandes sofrimentos físicos, mas é exceção à regra. Corpos saudáveis liberam uma quantidade enorme de serotonina e outros neurotransmissores, gerando muita felicidade bioquímica;</p>
<p>2. <em>estabilidade econômica</em>, que se constitui naquilo que o Mestre DeRose definiu muito sabiamente como riqueza: ter-se mais do que se precisa. Para alguns, esta riqueza significa uma pequena casa, um emprego e um cachorro. Para outros, o iate Laura, do rei Roberto Carlos ainda não seria o suficiente. Não importam os valores, pois são diferentes para cada ser humano. O importante é que se consiga encontrá-los;</p>
<p>3. <em>faça shirshásana diariamente</em>. Constitui-se em inverter a posição do corpo, apoiando o alto da cabeça no chão e colocando os pés e pernas para cima, de maneira a irrigar concentradamente o encéfalo, popularmente conhecido por cérebro. Além de prevenir síndromes como a de Parkinson e Alzheimer, estimula a quantidade de sinapses nervosas simultâneas, promovendo a criatividade, intuição e inovação; além de irrigar os lóbulos corticais, principalmente o esquerdo. Pessoas que o instigam, são pessoas que solucionam mais rapidamente os problemas cotidianos, refazendo rapidamente a homeostase psico-orgânica, ou seja, felicidade instantânea.</p>
<p>4. <em>cultive o hábito de fazer escolhas responsáveis</em>. Uma pesquisa foi realizada com um grupo de anciões com mais de oitenta anos num asilo. Foram divididos em dois grupos-experimentos de dez indivíduos, aos quais eram cedidos diariamente filmes, dieta e atividades de lazer variados. A diferença era que um dos grupos podia optar enquanto o outro tinha que aceitar as sugestões impostas pelos pesquisadores. No final de algum tempo o índice de doenças e mortes era significativamente menor entre aqueles que podiam eleger. Escolher estimula a percepção da liberdade individual e esta aumenta o prazer de viver fortalecendo os mecanismos de preservação biológica.</p>
<p>5. <em>viva uma vida sexual plena, seja o que isto signifique para você</em>. O mundo é cada dia mais pansexual. O leque de opções sexo-comportamentais é muito grande: heterossexual, homo ou bissexual. E ainda pode se combinar com um, dois ou muitos parceiros. Ou até nenhum! Observe-se depois de um relacionamento sexual mutuamente satisfatório. A sensação é de plenitude. De satisfação plena. Ou seja: felicidade! É o justo prêmio que a natureza lhe proporciona por estar preenchendo os desígnios biológicos para os quais foi criado. O que não ajuda a ser mais feliz é reprimir o instinto sexual. Porem, educá-lo e refiná-lo sim. É possível e desejável, de maneira a acordar em nós outras sensações ligadas a uma sexualidade plena, de que todo ser humano tem direito. E, não obstante a História humana ser eivada de autênticos santos que atingiram um estado particular de felicidade através de transes místicos e que para atingi-los abriram mão da sexualidade, seres humanos normais não nascem com esta predisposição e, assim sendo sofreriam muito se adotassem o celibato;</p>
<p>6. <em>estabilidade relacional</em>, que para alguns é encontrada num casamento monogâmico. Para outros somente se compreender mais de um parceiro fixo. E ainda alguns que atingem a estabilidade com muitos parceiros. E vamos incluir também os celibatários nesta lista que parece não ter fim. Mais uma vez, cada um deve procurar um modelo que lhe satisfaça plenamente. E se precisar, experimentar até descobri qual é o seu padrão. E lembre-se que este inventário de vínculos abarca também amigos verdadeiros, confiáveis e cúmplices. Hoje se sabe que casamentos estáveis são aqueles nos quais os cônjuges também são grandes amigos. O que realmente importa é se construir uma rede de relações duradouras e onde se possa encontrar ressonância para repartir os bons e maus momentos, ou seja, a curta e fascinante aventura que é viver;</p>
<p>7. <em>vida com significância</em>, no sentido de identificar o seu valor e aplicá-lo no mundo através de uma atuação social que tenha importância, que faça alguma diferença, modificando e melhorando o mundo e a espécie pela nossa atuação particular. Curiosamente, independentemente da profissão. Afinal, qualquer atividade laboral, seja qual ela qual for, é importante. O que estamos falando é do coeficiente de conexões que o indivíduo consegue identificar entre a sua performance laboral e a realidade que o cerca. Quanto mais acoplamentos e interconectividades simultâneas o indivíduo conseguir perceber, mais significância e felicidade genuína extrairá do seu trabalho.</p>
<p>Vislumbre-se incorporando estes sete escolhas comportamentais. Concorda comigo que a vida fica mais fácil e prazerosa? E refletindo bem, é só começar. Objetivamente, nada nem ninguém sabota nossos desejos. Errando e acertando, em algum momento, inevitavelmente, nos aproximaremos destes padrões ou outros que cada um definirá como prioritários. A felicidade não tem uma fórmula única. Porém, devemos e podemos procurar a nossa maneira de encontrá-la. Conscientes da sua volatilidade e inconstância, mas também, da nossa meritocracia em desfrutá-la pelo maior tempo e quantidade de vezes possível. E que, definitivamente só depende de nossas escolhas.</p>
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