“Miles Davis efetivamente constitui, sozinho, um capítulo à parte dentro do jazz. Pode-se dizer, sem medo de errar, que ele foi uma verdadeira força propulsora do jazz durante mais de quarenta anos. Seu som ao trompete, puro, macio e quase sem vibrato, emitido freqüentemente com o uso da surdina, e seu fraseado conciso e despojado tornaram-se marcas registradas. Sua personalidade difícil, às vezes contraditória, também. Fundador do cool jazz, do jazz modal, do jazz-rock e da fusion, Miles fez da renovação das linguagens o principal impulso gerador de sua música.”
Este texto, extraído do excelente site, www.ejazz.com.br, diz um pouco do que Milles significa para a música contemporânea e para o jazz, pontualmente.
O cara era uma metaforse, recriando-se a cada década, sem medo de experimentar o novo e principalmente, com um faro raríssimo para identificar talentos, que tornaram-se depois, lendas do jazz.
Um amigo querido diz que as pessoas, quando são jovens gostam do pop, com o passar do tempo descobrem a música erudita e acabam no jazz.
Verdade ou mentira, sugiro que dedique algumas horas do seu final de semana para assistir o maior, mais ilustrativo e didático documentário sobre este estilo musical, a coleção box com 4 DVDs, denominada Jazz, e produzida por Ken Burns.
O jazz é uma vertente multifacetada, com uma enorme variação de estilos e fases, você precisa descobrir quais os períodos com os quais identifica-se e então começar a ouvir os ícones daquele período. Tenho absoluta convicção de que a coletânea o ajudará muito nesta escolha. Boa diversão.




