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ÔM
O blog do Jojó
Um espaço para compartilhar com amigos, alunos e curiosos sobre filosofia, vida, trabalho, amor, esporte e Yôga.
 

Entradas com Etiqueta ‘lealdade’

Reciprocidade.

Sexta-feira, 14 de Maio, 2010

bonobos Os zoólogos, observando primatas em cativeiros, notaram a intensa troca de favores entre chimpanzés  e com a intenção explícita de aumentar o leque de vantagens competitivas dos negociantes.

Não é diferente na sociedade dos primatas bípedes  pelados, dos homo sapiens. Aproximamos-nos ou  nos afastamos das pessoas na medida em que a  relação que construímos com cada uma delas nos traga alguma vantagem ou não.

E não estamos apenas falando de interesse financeiro. Este é apenas uns dos muitos interesses que consideramos importantes. Mas existem muitos outros, tais como bom humor, capacidade de ouvir as pessoas, generosidade, solidariedade, lealdade, cultura, boa rede de relacionamentos etc.

Todo o tempo, nosso cérebro ancestral, uma parte muito primitiva da nossa massa encefálica e que não mudou nos últimos 10 mil anos, permanentemente esquadrinha o meio ambiente a procura de vantagens que garantam a sobrevivência individual, de sua prole ou grupo.

Este processo de busca de prerrogativas competitivas funciona para muito além da consciência, é uma ferramenta evolutiva característica dos mamíferos e faz parte do kit de preservação das espécies. Portanto, está presente na sociedade dos leões, das hienas, dos gorilas e dos humanos também.

Mas o indivíduo que busca vantagens, como em qualquer negociação, deve oferecer sempre algo em troca. Pessoas que nada tem a acenar, apresentando um comportamento vampirizador, rapidamente são identificadas e excluídas.

Alguns sinais externos deste perfil comportamental são a auto-piedade, mau humor, introversão, ciúmes, hostilidade gratuita, usura e incapacidade de se colocar no lugar do outro.

Nossa Rede é um exemplo vivo de reciprocidade, o nome que damos aos bons acordos e trocas entre mamíferos.

Cada um de nós deve tornar-se um epicentro de muitos valores de intercâmbio, compartilhados e disseminados, que se conduzidos com a ética que nos é habitual, tornará Nossa Cultura cada vez mais forte, generosa, rica em valores, influência e poder gregário.

Um trishúla vivo

Sábado, 1 de Maio, 2010

DeRose PXB 6

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude sentir na pele, enumeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.
Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro. Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.
Sua abençoada insistência pelo qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Carezza colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumado. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Carezza são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.
Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiado do Educador e Mestre.
Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o por quê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolhem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.
Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa agüentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!
E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todos as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.
Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companheirismos e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.
Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre de Yôga.

Para quem não sabe, trishúla alude a uma arma de guerra na forma de tridente,  utilizada na  Índia há milênios. Também refere a Shiva, o criador do Yôga, no seu  aspecto destruidor de  avidya, a ignorância da totalidade da nossa natureza.

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude  sentir  na pele, inúmeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.

Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro.  Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.

Sua abençoada insistência pela qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Kámala colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumados. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Kámala são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.

Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiada do Educador e Mestre.

Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o porquê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolherem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.

Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa aguentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!

E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todas as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.

Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companherismo e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.

Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre.

Evitando conflitos

Segunda-feira, 5 de Abril, 2010

DiscussãoRecebia em Floripa alguns amigos de Porto Alegre. Eles estavam hospedados em uma pousada em Jurerê, praia próxima ao centro da cidade, e volta e meia, nos reuníamos em algum bom restaurante para compartilhar boa comida e ótima conversa.

Um destes encontros foi realizado em uma famosa trattoria, muito bem frequentada pelos ilhéus, ou seja, nativos da Ilha de Santa Catarina. Na hora de eleger o prato, não me fiz de rogado, e ao perceber que um dos convivas titubeava entre tantas opções do cardápio, indiquei o meu prato favorito na casa:

- Fulano, escolha o fettuchine à romana. É uma delícia – comentei, sorrindo. Meu amigo me agradeceu e solicitou ao garçom a opção por mim indicada.

Uma vez, elegidos pratos e bebidas, o atendente retirou-se e passamos a conversar. Passaram-se uns vinte minutos e voltou o nosso garçom com as mãos cheias de bandejas, aromas, nhoques, talharins e outras iguarias, distribuindo-as pela grande mesa, com mais de dez pessoas.

Todos serviram-se e iniciaram a comer. Fiquei alguns minutos entretido em degustar o meu fettuchine à romana, com seu molho vermelho, azeitonas negras, alcaparras, alho etc, quando notei que o meu amigo, que havia acatado minha sugestão pelo mesmo item do cardápio, colocara uma pequena colherada da comida no seu prato, e depois pousara os talheres à mesa, continuando a conversar, mas já sem comer.

- Fulano, não gostas de molhos fortes? – indaguei.

- Detesto, Jojó - respondeu-me ele, com um olhar que expressava  decepção e uma leve irritação.

Fiquei muito envergonhado. Na ansia de compartilhar algo que eu considerava bom, nem sequer tentei investigar qual os gostos por comida do meu querido amigo. Na hora de pagar a conta, fiz questão de acertar a parte do meu parceiro de mesa.

Mas, apesar do meu constrangimento, aprendi uma valiosa lição, que mudou, para sempre, a qualidade das minhas relações interpessoais.

A partir deste evento, todas as vezes em que emito minha opinião, seja em uma conversa informal, uma palestra, curso ou entrevista, passei a utilizar, no início da minha fala, uma frase que diminuiu muito os conflitos e as situações embaraçosas.

- No meu ponto de vista,…. – e, a seguir, discorro sobre o assunto. Mas, não satisfeito, ao final, volto a alertar:

- Esta é a minha opinião.

E é mesmo! É sempre, somente a opinião, o ponto de vista que cada um de nós tem da realidade que nos cerca. Seja um amigo,um político, o cônjuge ou, principalmente, o jornalista, todos nós, sofremos uma distorção ao ouvirmos, lermos ou vermos qualquer coisa. E quem escreveu, por exemplo, também!

Portanto, com amigos e, principalmente,  desconhecidos, esta estratégia reduz bastante as discussões acaloradas, sejam em debates públicos, cursos ou conversas, evitando um ambiente desconfortável só porque alguém tem uma opinião diferente da nossa. Em verdade, todos tem, e o bacana é conseguir com que levemos as opiniões discrepantes à uma troca de visões de mundo que nos acrescente, porém sem conflitos.

Mi Buenos Aires querida

Segunda-feira, 29 de Março, 2010

Folder Argentina grupo Visito Buenos Aires desde 1998. Todos os anos tenho o prazer de  ministrar cursos  nesta cidade linda e que me encanta cada vez mais.

Tanto, que foi uma das pouquíssimas cidades que já fui a passeio e não  a trabalho.  Adoro a comida com suas medialunas frescas, os mais de    quarenta tipos de queijos, os restaurantes italianos centenários, o pão  e o sorvete fantástico. Gosto muito da melancolia do tango, agora  revigorado, e dos seus ícones trágicos como Perón e Maradona. Amo  Quino e sua Mafalda.

Mas o que mais gosto é da egrégora do Nosso Método, com seus mais de mil praticantes super identificados e os queridíssimos Diretores  de Unidades, Yael Bracesat, Diego Ouje, Sol Montenegro, Luciano López, Lucia Gagliardini e Silvina Tenebaun.  Mas principalmente pelo amigo e parceiro de tantas aventuras, risadas e muito, muito trabalho, o Mestre Edgardo Caramella.

A história do Yôga na Argentina se divide em antes e depois de Ed ter escolhido abrir mão da segura vida de funcionario público das aduanas argentinas para seguir seu Mestre e o Método DeRose. Foram muitos anos  de chumbo, de esforço absoluto para expandir nossa Proposta Cultural. Vinte anos depois, além do título de Mestre, quatro livros publicados, e a admiração de milhares de praticantes em muitos paises, Edgardo consolidou uma liderança natural na Nossa Cultura, sendo o presidente do excelto Colegiado dos Presidentes de Federação.

Edgardo é um amigo tardio, ou seja, nos conhecemos quando já nos aflorava o branco aos nossos poucos cabelos. Como é muito gentil, culto e engraçado, a convivência com ele é sempre muito prazerosa e de agradável cumplicidade,  e passamos horas conversando, mateando e rindo sem cansar-nos.

Eis alguns bons motivos que fazem de Buenos Aires, assim como Porto Alegre,  algumas das minhas cidades preferidas.

Um amor de cão

Quarta-feira, 1 de Julho, 2009

bija-e-jojo Levei 50 anos para ter um cachorro e quando  escolhi, preferi que fosse uma YôgaDog já que  passamos muito tempo na Unidade.

Somente quem já teve um cachorro para saber da  inenarrável experiência de amor e companheirismo  ilimitado que é conviver com um.

Bíja, a nossa Golden Retriever, é, além de linda, uma cachorrinha muito educada, silenciosa, muito alegre e que adora gente.

Em verdade, não sei se ela acha que é gente, mas tem certeza que todos os humanos são cachorros.

Quando os alunos chegam, Bíja os recebe com a cauda abanando e quando entram para praticar, aguardo-os, deitadinha na entrada da sala de aula.

Adora a sala de prática, mas jamais entra se não a convidarmos. Muitas vezes, permitimos que participe das aulas, e ele, educadamente, entra e senta-se ao fundo, silente.

Bíja ama passear e, como é muito disciplinada, não necessita de guia, mantendo-se sempre junto aos Instrutores.

Enfim, amamos a nossa Bíja, que nos faz mais felizes e alegres, com seus olhos expressivos e a cara de sorriso.

Que você viva muito tempo entre nós Bíja.

Bíjá e eu – a história de uma labradora Golden Retriever e seu apaixonado dono

Quarta-feira, 14 de Janeiro, 2009
Bíjá e Jojó

Jojó e Bíjá

Li apenas os três primeiros capítulos do livro Marley e Eu. Senti-me desconfortável com tanto amadorismo e incompetência do autor ao adquirir um cachorro. E como contrapeso, gostaria de compartilhar com você minha experiência diametralmente oposta.

Sempre quis adquirir um cão, mas imaginava, e com razão, que daria muito trabalho. A progênie Golden Retriever, um labrador peludo e gentil, sempre me atraiu, mas como está catalogado nas raças gigantes, meu foco direcionou-se, inicialmente, para outras, mais ajustáveis as dimensões de um apartamento.

Iniciei o projeto de adquirir um Canis familiaris escolhendo um nome que fosse pequeno, fácil de memorizar e representasse algo com que me identificasse. A denominação elegida foi Bíjá, termo sânscrito que significa semente, numa alusão aos sons-sementes dos chakras, centros de força que o Yôga Antigo trabalha com o intuito de alavancar a evolução humana. Mas também como uma referência a semente de carinho, amor e lealdade, característica da raça Golden Retriever.

Depois, iniciei uma pesquisa na internet, que oferece uma infinidade de sites, relacionando raças e características, além de sites de criadores, com o intuito de facilitar a escolha. A despeito da investigação na net, ainda estava em dúvida e consultei um adestrador, e minhas escolhas balançaram ainda mais.

Porém, logo depois, viajei para Portugal, a convite do meu querido amigo, Prof. António Pereira, presidente da Federação de Yôga do Sul de Portugal e conheci Shiva, um cãozinho de raça indefinida, muito simpático e comunicativo, propriedade dele e de sua esposa na época, Mariana. Encantei-me como ele era educado e disciplinado, fruto do trabalho de treinamento feito pela Mariana. E decido que Bíjá teria que ser assim.

Algum tempo depois, meus queridos amigos paulistanos, Fernanda Neis e DeRose, adquiriram uma linda fêmea Weimaraner, uma raça realmente gigante e hiperativa. O casal mora em apartamento, lugar inicialmente não indicado para uma cepa canina tão agitada. Mas graças a um trabalho genial de adestramento e dedicação dos dois, combinado com o de uma adestradora, Jaya é uma Weimaraner extremamente educada.

Era o exemplo que eu necessitava para buscar a Golden Retriever dos meus sonhos. Comecei por procurar alguém que trabalhasse com o adestramento por reforço positivo, e encontrei no treinador Ricardo Pinheiro Machado, um orientador sério e experiente. Comentei com ele sobre a minha escolha e então ele atentou para algumas atitudes que foram fundamentais na educação da Bíjá:

  1. Ler um livro sobre adestramento de cães. Estas obras, além de trazer uma série de exemplos de condicionamento canino, oferecem uma gama enorme de informações sobre o comportamento e visão que os cachorros tem dos donos, ajudando o proprietário a conhecer e entender melhor a conduta canídea.
  2. É fundamental visitar o canil, para conhecer a personalidade dos pais. Os filhotes serão sempre uma síntese das características genitoras. Os progenitores da Bíjá eram extremamente dóceis e a mãe, particularmente, era muito tranqüila, aumentando as chances dos filhotes também o serem;
  3. Definir o gênero é fundamental. No meu caso, optei por uma fêmea, por ser menos territorialista e mais fácil de adestrar;
  4. Solicitar estar presente na escolha do filhote da ninhada. No momento da eleição, descartar todos aqueles que correrem em sua direção, ou roubarem a comida dos demais. Estes serão líderes de matilha, e, portanto, mais difícil de adestrar;
  5. Deixar o filhote escolhido por, pelo menos, dois meses com a mãe, ao invés de 45 dias, como querem os criadores. Estes quinze dias a mais com a genetriz, ajudarão muito no adestramento. Mesmo que o criador exija que você pague pela ração e locação deste período, pague, pois valerá a pena;
  6. Castrar a fêmea antes da primeira menstruação. Além de tornar-se mais calma e tranqüila, a saúde da fêmea é preservada de doenças em seu aparelho reprodutor, pois são comuns tumores mamários e uterinos depois de gestar algumas ninhadas.
  7. Iniciar o adestramento aos 5 meses.

Segui a risca os valiosos conselhos do treinador e todos foram de muita utilidade na educação da Bíjá, em especial o método utilizado pelo Ricardo Machado, denominado adestramento inteligente, que se baseia no reforço positivo.

Além disso, outro aspecto fundamental foi que Ricardo não adestrou a Bíjá e sim aos instrutores da nossa Unidade de Yôga.

Duas vezes por semana, Ricardo nos visitava e passeávamos pela cidade, Bíjá, ele e os 5 instrutores, aprendendo e reforçando os condicionamentos. Este modelo de aprendizado permite que o dono possa, ele mesmo, treinar o cão, evitando que ele se descondicione e principalmente, sinalize para o animal quem é o líder da matilha.

Como passeio diariamente com a Bíjá, observo que a maioria dos donos são reféns de seus cães, levando-os a um comportamento questionador e indisciplinado, ao contrário da minha amada Golden Retriever, fruto de algumas boas horas de dedicação e treinamento.

Só para terem uma idéia, Bíjá passeia comigo sem guia, absolutamente obediente aos comandos e encantando a todos por sua docilidade e interatividade com outras pessoas e cães.

Para encerrar, uma observação importante para quem declara não gostar de cachorros: você só diz isso porque ainda não experimentou desfrutar do companheirismo, carinho, atenção e lealdade a toda prova que representam estes verdadeiros anjos peludos em nossas vidas.

 
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