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O blog do Jojó
Um espaço para compartilhar com amigos, alunos e curiosos sobre filosofia, vida, trabalho, amor, esporte e Yôga.
 

Entradas com Etiqueta ‘Mestre DeRose’

A Nova Humanidade: 1a parte – as crenças

Sexta-feira, 23 de Julho, 2010

crencas 2Há 210 milhões de anos os mamíferos viviam à sombra dos dinossauros. A presença agressiva destes grandes répteis dominava a cena evolutiva, não permitindo a eles desenvolverem-se, tanto em tamanho (ser pequeno era uma vantagem, pois diminuía a chance de ser visto por um Tiranossauro Rex) quanto na variação de espécies.

Por volta de 160 milhões de anos atrás, provavelmente uma catástrofe provocada por um asteróide ou um cometa extinguiram os dinossauros, dando a super classe mammalia, uma oportunidade evolutiva sem igual. E eles aproveitaram.

A partir daí, sem a presença ameaçadora dos grandes répteis, os mamíferos multiplicaram-se e mudaram progressivamente sua anatomia:

  • Há cerca de 150 milhões de anos atrás a sua caixa craniana se expandiu e desenvolveu a audição ofertando um diferencial competitivo em relação aos répteis, por exemplo, que ouvem muito mal;
  • Há 120 milhões de anos, os mammalias desenvolveram os dentes tribofênicos que lhes permitiram uma dieta mais variada e melhor assimilação, aumentando com isso a longevidade;
  • Por volta de 90 milhões de anos a cintura escapular permitiu movimentos mais amplos, aprimorando-lhes as habilidades de caça, luta e fuga;
  • 45 milhões de anos atrás as mãos e pés dos mamíferos tornaram-se preênseis, e seus olhos passaram a ver com cores, ampliando as habilidades em identificar e capturar formas novas de alimento;
  • Em torno de 5 milhões de anos, os primatas ficaram eretos. Isto fez uma enorme diferença, pois garantiram aos nossos antepassados maior campo de visão para identificar as presas e predadores, alargando a expectativa de vida;
  • Cerca de 3 milhões de anos, o gênero Homos, de onde descende a nossa espécie, o Homo sappiens, começou a utilizar as mãos estimulando áreas adormecidas do cérebro, gerando ferramentas para substituir sua falta de velocidade, reflexos e garras, enriquecendo seu cardápio e aumentando suas habilidades em conviver com alterações climáticas;
  • Por volta de 1 milhão de anos, os nossos antepassados já detinham a maior neocórtex proporcional ao peso entre todas as espécies, ampliando sua memória e raciocínio. Assim começaram a guardar e retransmitir uma quantidade enorme de informações às novas gerações, algo sem precedentes na história evolutiva das espécies;
  • 200 mil anos: uma hipertrofia da faringe desenvolveu a fala, mudando completamente a forma de treinamento dos antropóides para a sobrevivência. Enquanto todos os outros mamíferos só podiam fazê-lo através do gesto, o gênero Homo agregou a linguagem. Passamos a descrever também.

A nossa espécie, o Homo sapiens, surgiu há 130 mil anos. Se pensarmos no reinado dos grandes répteis, que foi de 200 milhões de anos, chega-se a conclusão que nossa espécie nasceu ontem e temos muito que evoluir. Também é espantoso avaliar, quando acompanhamos a evolução dos antropóides dos quais somos descendentes diretos, o quanto nosso cérebro cresceu. Em dois milhões de anos, passou de 500 c.c. para 1700 c.c. de volume craniano. Isto significa que a morfologia dos primatas teve de ajustar-se ao crescimento do crânio, tal a quantidades de estímulos e de associações que nossa espécie era capaz de realizar, aprendendo, memorizando, aprimorando e sofisticando novas habilidades, que a levaram, num período extremamente curto, das árvores ao topo da cadeia alimentar.

Hoje, todos os outros mamíferos, alguns morfologicamente muito mais bem preparados para atingir a condição de espécie dominante, nos temem. Podemos nos equiparar aos elefantes e as orcas: não temos mais predadores naturais.

Em 200 mil anos como espécie, saímos das árvores para o domínio da natureza, expandido a nossa espécie por todos os continentes, remodelando a matéria in natura em objetos que nos trouxeram conforto, facilidades, beleza e conhecimento, até o domínio do átomo.

Construímos a civilização e com ela, um jeito de viver totalmente diferente dos demais mamíferos. Em 20 mil anos de civilização mudamos muito. A vida em grupo tornou-se extraordinariamente complexa e multifacetada, exigindo do animal humano, novas aptidões interpessoais. O terceiro milênio caracteriza-se por mutabilidade. Valores, hábitos e crenças, que são a base estrutural da formação humana estão em constante mutação, exigindo do ser humano uma desenvoltura e flexibilidade comportamental jamais experimentada pelo Homo sapiens. A capacidade de adotar novos valores, novas visões da realidade, adaptando-se as mudanças, é um dos maiores diferenciais competitivos da nossa espécie. E isto se inicia por uma reflexão sobre principais mudanças que ocorreram no mundo nos últimos 5 mil anos.

Crenças

A maioria das nossas escolhas é ajustada pela visão que detemos do mundo, tanto subjetiva quanto objetivamente. Daí a importância de alargarmos até onde pudermos a nossa percepção e o conhecimento acumulado sobre as crenças.

Na Antiguidade, nossos antepassados, para auxiliá-los a explicar o mundo que os rodeava, atribuíam causas mágicas aos fenômenos da natureza tais como a gestação, as mudanças climáticas, o nascimento, a morte, e outros tantos fenômenos naturais. Criaram, a partir desta interpretação sobrenatural, uma série de relatos e histórias fantásticas, denominadas historicamente de pensamento mítico. Através do mito, os antigos conseguiam a coerção social e a moralização dos costumes, fundamental para a convivência grupal. A mitologia adquiriu na maioria das vezes uma conotação religiosa e norteou as principais civilizações antigas tais como a egípcia, grega, romana e germânica.

Na Idade Média, as crenças foram modeladas pelo pensamento religioso, uma hierarquização, sofisticação do pensamento mítico, tornando-o muito mais rígido e sistematizado, passando a constituir-se num conjunto de crenças, dogmas, símbolos e práticas que determinavam uma noção, uma construção imaginária de um mundo sobrenatural, com o qual os homens podiam estabelecer contato. O pensamento religioso teve como principal característica a sublimação do individualismo e da liberdade de iniciativa, reprimindo com isso a criatividade, a inovação tecnológica, artística e comercial.

O período moderno se caracterizou pelo pensamento iluminista, onde as pessoas buscavam novas crenças que lhes permitissem demonstrar todo seu potencial criativo e empreendedor. Foi a época dos descobrimentos, da revolução industrial, e principalmente da ciência. Na ciência, nossos antepassados procuravam as verdadeiras explicações para o mundo e a natureza humana. No entanto, a ciência guardava armadilhas muito semelhantes às do pensamento religioso, pois passou a tratar os assuntos de seu interesse também de forma dogmática. Ainda, seguindo os passos da religiosidade, a ciência acabou cerceando as liberdades e a individualidade humana aceitando apenas uma linha de raciocínio como a correta e excluindo todos os grupos ou povos que não a aceitassem como arauto da verdade de seus processos históricos. E continua ocorrendo até hoje.

A idade contemporânea aprofundou os contatos entre os diferentes povos e culturas do mundo e uma maior liberdade de crenças e pensamentos. Convivem atualmente o dogmatismo religioso superficial e profundo, o pensamento científico com suas certezas e garantias nem sempre comprovadas ou mesmo suficientes e as diferentes filosofias naturalistas e materialistas. A aceitação das divergências de pensamento e orientação é um importante avanço nas relações humanas, pois assim cada indivíduo pode encontrar as explicações das quais necessita e que são mesmo inerentes à espécie.

O terceiro milênio da era cristã nos mostra que ainda que alguns necessitem de pensamentos dogmáticos como a religião e a ciência, outros, no entanto, já se encontram preparados para conhecer filosofias de autoconhecimento e evolução pessoal. Definimos aqui filosofia pelo seu jargão platônico: a investigação da dimensão essencial e ontológica do mundo real, ultrapassando a mera opinião (crença) irrefletida do senso comum que se mantém cativa da realidade empírica e das aparências sensíveis.

Na nossa humilde opinião, o praticante do Método DeRose pode e deve investigar permanentemente a si e a realidade externa, sistemática e confortávelmente, identificando novas visões, substituindo paradigmas, recriando-se e assumindo o seu papel de liderança e de modelo transformador na história humana.

Para tanto, o integrante da Nossa Cultura conta com uma série de ferramentas valiosíssimas: os festivais do Método DeRose, que acontecem em vários estados e países; os cursos com o Educador DeRose e demais Mestres e Docentes da filosofia preconizada por nós; os livros de vários autores, que tratam da Nossa Proposta; os DVDs e CDs e finalmente as classes diárias do Nosso Sistema.

Nossa definição de Qualidade de Vida

Terça-feira, 20 de Julho, 2010

Abaixo reproduzimos um pequeno texto extraído doAX055467 pocket O que é o Método DeRose, escrito pelo Educador  DeRose, e que sintetiza 0 estilo de vida da Nossa Cultura. Em cada Unidade, no coração e mente de cada Instrutor e  aluno do Nosso Método, buscamos constantemente os padrões abaixo mencionados de qualidade de vida. E a cada dia,  aprimorando nossos hábitos, nos aproximamos cada vez mais deste ideal.

Qualidade de vida é tornar sua existência descomplicada, é fazer o que lhe dá prazer, com alegria, saúde e bem-estar.

Qualidade de vida é suprir as necessidades fisiológicas e ergonômicas, é adotarmos hábitos que promovam e mantenham a funcionalidade do corpo, do emocional e do mental, é o aprimoramento e desenvolvimento das nossas habilidades, através do trinômio: boa alimentação, boa forma e boa cabeça.

Qualidade de vida é relacionar-se de maneira descontraída, ética e responsável com o meio ambiente e o meio sócio-cultural, procurando compartilhar e interagir, agregando sempre generosidade, elegância, respeito e carinho às nossas relações humanas (sociais, profissionais, familiares, afetivas e outras), mediante a adoção de um conjunto de valores que incluem boa cultura, boa civilidade e boa educação.

Qualidade de vida é adotar uma visão de mundo que nos motive a buscar o desenvolvimento e o aprimoramento contínuo, conquistando a nossa excelência através do estudo, dos ideais e do autoconhecimento.

Qualidade de vida é manter um padrão de gastos dois degraus abaixo do que você ganhar. É residir próximo ao trabalho. É alimentar-se com frugalidade. É conseguir extrair satisfação de todas as coisas. É esbanjar o seu tempo dando atenção aos amigos e aos conhecidos. É dar flores à pessoa amada. É não se deixar abalar pelos percalços da vida. É amar com franqueza e perdoar com sinceridade.

Estes são os nossos valores.

O DeROSE Festival de Floripa está bombando.

Terça-feira, 18 de Maio, 2010

RGSul Pelo décimo quarto ano consecutivo, o DeROSE Festival de Floripa, que  acontecerá agora nos dias 28, 29 e 30 de maio, está repleto de gente  linda e pró-ativa.

Faltando sessenta dias para o início do evento, as vagas do Hotel  Praiatur estavam todas ocupadas.

Segundo me contou o setor de reservas, em março, ligou um  interessado.

- Bom dia, gostaria de fazer uma reserva para o DeROSE Festival de Floripa, por favor – solicitou a pessoa.

- Desculpe-me, senhor, mas todos os leitos estão ocupados.

- Como pode ser? Estou ligando com dois meses de antecedência?

- Pois é, meu senhor. Para o DeROSE Festival de Floripa, a antecedência é de quatro meses.

Agora, os inscritos de última hora, buscam um lugar nas pousadas próximas ao hotel, que estão também quase lotadas.

Teremos presença das mais importantes autoridades do Método DeROSE em todo o mundo, e inscritos do Brasil, Argentina, Portugal, Espanha e Chile, somando quase 600 participantes em um fim de semana de muita convivência, prática, alegria e a melhor companhia: a egrégora do Método DeRose.

Aguardamos a chegada do Educador DeRose para o dia 27 de maio E prepare-se para vivenciar o mais poderoso sat chakra de encerramento de todos os tempos. As paredes do Hotel Praiatur irão tremer.

Obrigado, Lucila.

Sexta-feira, 7 de Maio, 2010

images Lucila Silva, é Instrutora Docente, Diretora Executiva e coordenadora pedagógica estadual da Federação  de Yôga de Santa Catarina e Vice-diretora da Unidade Kobrasol.

Tem mais de 16 anos de Método Derose e além de uma discípula fiel ao Sistematizador e amiga leal deste  blogueiro, é autora de um livro, que todos aqueles que, na Nossa Cultura, têm o hábito de escrever,  recorrem a ele diariamente: o Léxico de Yôga Antigo.

Com 900 verbetes e mais de 2000 significados, a obra é minha parceira permanente de computador e extremamente útil para quem escreve livros e artigos sobre a Nossa Proposta.

Obrigado, Lú, pela sua dedicação a nossa causa. Tenho muito orgulho de ser seu amigo.

Um trishúla vivo

Sábado, 1 de Maio, 2010

DeRose PXB 6

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude sentir na pele, enumeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.
Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro. Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.
Sua abençoada insistência pelo qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Carezza colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumado. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Carezza são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.
Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiado do Educador e Mestre.
Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o por quê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolhem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.
Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa agüentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!
E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todos as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.
Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companheirismos e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.
Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre de Yôga.

Para quem não sabe, trishúla alude a uma arma de guerra na forma de tridente,  utilizada na  Índia há milênios. Também refere a Shiva, o criador do Yôga, no seu  aspecto destruidor de  avidya, a ignorância da totalidade da nossa natureza.

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude  sentir  na pele, inúmeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.

Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro.  Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.

Sua abençoada insistência pela qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Kámala colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumados. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Kámala são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.

Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiada do Educador e Mestre.

Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o porquê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolherem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.

Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa aguentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!

E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todas as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.

Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companherismo e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.

Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre.

A natureza e o Yôga: a superação dos instintos.

Sábado, 1 de Maio, 2010

Yôga é domínio sobre a natureza.

Quando olhamos o sádhana, a prática diária, sobre este ângulo, algumas interessantes associações podem ser feitas.

Uma é de que dissolvemos para sempre, em nós, o rótulo utilitário, de benefícios, imposto pela mídia e a opinião pública.

Por exemplo, ao executar um ásana, procedimento orgânico, notadamente tão coligado à atividade física, flexibilidade etc, o sádhaka, praticante, faculta-se aplicar uma intenção à mentalização enquanto permane na posição, que a projeta para muito além do emprego do azul para sedar ou o laranja para tonificar, modelo ampla e unanimemente usado nas orientações do Instrutor em classe.

Antes de continuarmos, porém, cabe relembrar a ancestral frase utilizada por DeRose, nas primeiras edições do Prontuário de Yôga Antigo: “Yôga é 80%  mental e 20% físico”. Ou seja, o ásana escapa efetiva e definitivamente da condição de exercício físico, quando utilizamos os modelos mentais, protótipos de saúde, longevidade, prosperidade, evolução etc. Antes disso, ousaríamos dizer que ainda não é ásana.

Continuando o raciocínio, note o leitor que o foco está na vontade e não especialmente nas construções de imagens, embora estas também possam mudar drasticamente, quando o sádhaka se debruça sobre a frase do início do texto.

Incorporado o conceito de que Yôga é domínio sobre a natureza, o praticante, ao assumir o ásana ou qualquer outra técnica do Nosso Método tais como pránáyáma, kriyá, pújá etc, estará sujeito a adotar uma atitude mental aonde a atenção está voltada em reconstruir o corpo, reeducar a emocionalidade e disciplinar os pensamentos, remodelando-se na direção de um arquétipo de perfeição evolutiva, incorporando qualidades, talentos e habilidades que o levem a uma espiral ascendente e continuada de sobrepujança sobre a sua genética, instintos, hábitos e crenças. Ou seja, uma intenção definitivamente afastada dos alvos utilitários.

As reflexões acima expostas, nos parecem uma visão pura de poder, de domínio e que afastam os sádhaka, de sua humanidade tão imperfeita. “O Yôga é um processo de desumanização, de desnaturação do ser humano” já alertava DeRose em seus cursos na década dos oitenta do século passado.

Esta atitude, de auto-superarão dos instintos, pode remodelar também a qualidade, a profundidade e potência das mentalizações, do chayttanya do discípulo. Na maioria dos casos, como desdobramento, a expectativa e a qualidade da vida do educando são dilatadas, a rede e a propriedade das relações interpessoais amplia-se, desembocando naturalmente em consolidação econômica, reconhecimento social e profissional.

Estes são apenas os sinais externos, recorrentes nos praticantes das modalidades de Yôga autênticos, entre os quais incluímos o Nosso Método. Refletem um câmbio, mudança nos registros humanos coletivos, mundanos, normais, atrelados biologicamente apenas a garantir sobre-vivência individual e perpetuação da espécie, e nos quais está submersa a maioria esmagadora da Humanidade. São substituídos por outros, edificados pela ética, civilidade, cidadania, cultura, hábitos alimentares e comportamentais mais sutis, forte reforço gregário, ou seja, os elementos que ensejam a Nossa Proposta Cultural.

quadro sinoptico do Metodo DeRose cortado

Mi Buenos Aires querida

Segunda-feira, 29 de Março, 2010

Folder Argentina grupo Visito Buenos Aires desde 1998. Todos os anos tenho o prazer de  ministrar cursos  nesta cidade linda e que me encanta cada vez mais.

Tanto, que foi uma das pouquíssimas cidades que já fui a passeio e não  a trabalho.  Adoro a comida com suas medialunas frescas, os mais de    quarenta tipos de queijos, os restaurantes italianos centenários, o pão  e o sorvete fantástico. Gosto muito da melancolia do tango, agora  revigorado, e dos seus ícones trágicos como Perón e Maradona. Amo  Quino e sua Mafalda.

Mas o que mais gosto é da egrégora do Nosso Método, com seus mais de mil praticantes super identificados e os queridíssimos Diretores  de Unidades, Yael Bracesat, Diego Ouje, Sol Montenegro, Luciano López, Lucia Gagliardini e Silvina Tenebaun.  Mas principalmente pelo amigo e parceiro de tantas aventuras, risadas e muito, muito trabalho, o Mestre Edgardo Caramella.

A história do Yôga na Argentina se divide em antes e depois de Ed ter escolhido abrir mão da segura vida de funcionario público das aduanas argentinas para seguir seu Mestre e o Método DeRose. Foram muitos anos  de chumbo, de esforço absoluto para expandir nossa Proposta Cultural. Vinte anos depois, além do título de Mestre, quatro livros publicados, e a admiração de milhares de praticantes em muitos paises, Edgardo consolidou uma liderança natural na Nossa Cultura, sendo o presidente do excelto Colegiado dos Presidentes de Federação.

Edgardo é um amigo tardio, ou seja, nos conhecemos quando já nos aflorava o branco aos nossos poucos cabelos. Como é muito gentil, culto e engraçado, a convivência com ele é sempre muito prazerosa e de agradável cumplicidade,  e passamos horas conversando, mateando e rindo sem cansar-nos.

Eis alguns bons motivos que fazem de Buenos Aires, assim como Porto Alegre,  algumas das minhas cidades preferidas.

Lançamento do livro Yôga Antigo para iniciantes em Buenos Aires

Sexta-feira, 19 de Março, 2010

O primeiro livro é como o primeiro filho. Causa-nos ansiedade, preocupação e muita expectativa. Fiquei muito feliz de que o primeiro lançamento ocorreu em Buenos Aires entre tantos amigos, como o Mestre Edgardo Caramella, a Professora Yael Barcesat e a Instrutora Sol Montenegro, entre tantos. O lançamento, na noite de 11 de março, na unidade Palermo, transcorreu de forma tranquila e carinhosa. Para um escritor de primeira viagem foi perfeito. Abaixo, curta alguma das fotos do lançamento.

Os axiomas do Mestre DeRose

Quinta-feira, 30 de Abril, 2009

euclides2Todos os dias acesso o Blog do DeRose (www.uni-yoga.org/blogdoderose). Assim fico sabendo das novidades e acompanhando o ritmo e evolução de nossa egrégora. Nele, o vásana de educador do Mestre é identificado de forma muito didática e instrutiva, permitindo que muito se aprenda e de múltiplas formas.

Abaixo reproduzo os axiomas construídos pelo Mestre, decorrentes das coisas que aprendeu com a vida. Axioma, do latim axióma, é definido como premissa considerada necessariamente evidente e verdadeira, fundamento de uma demonstração.

Tive contato com eles há alguns anos e comprovo diariamente, na prática, o quanto tem tornado minha vida mais fluida. E, quando não lembro-me de aplicá-los ou considero que determinada situação prescinde dos axiomas, inevitavelmente, sofro os desdobramentos equivocados das escolhas menos planejadas.

Boa e atenta leitura.

Estes axiomas são o fruto de muita experiência de vida. Eles foram elaborados pensando em você e para ajudá-lo a tornar sua vida mais fácil. Aceite-os como um presente. Reúna sua galera para desfrutá-los num grupo de debates ou de meditação.

1. Não acredite.

2. Dar segunda chance é dar uma segunda oportunidade para que a pessoa repita a mesma atitude.

3. Repassar sua incumbência a terceiros é uma forma quase infalível de a tarefa sair errada.

4. Deixar recado não funciona.

5. Fazer surpresa quase sempre resulta em desastre.

6. Tudo o que você disser chegará ao conhecimento da pessoa envolvida no comentário.

7. Nada é aquilo que parece ser.

8. Tudo é relativo.

Axioma temporário: E-mail não funciona (a menos que você telefone perguntando se o destinatário conseguiu abrir e ler o arquivo).

Axioma Número Zero (do Joris Marengo): O Mestre sempre tem razão.

[Espero que o Joris tenha razão!]

Tantra & Condicionamentos – uma reflexão

Sexta-feira, 24 de Abril, 2009

yogi-pequeno1

O assunto condicionamentos é recorrente em nossas palestras e cursos, já que o tema parece fundamental para entendermos o Yôga como uma ferramenta de libertação.

- Mas que libertação é essa? – Exatamente deles, dos condicionamentos.

Pondero que a compreensão da:

1.      Importância e função dos condicionamentos na evolução das espécies, e

2.      Como eles modelam nossa visão da realidade, influenciando nossas escolhas que constroem o nosso karma, são essenciais para elaborarmos a maneira como lidaremos com o Yôga, tanto como prática e enquanto filosofia.

O samadhi, hiperconsciência ou iluminação é o fenômeno neurológico que possibilita contemplarmos a realidade sem o uso distorcido de lentes interpretativas, tais como as emoções, mente e intuição, mas como ela efetivamente se apresenta.

Todos os outros veículos acima são uma mera interpretação dos eventos e das formas animadas ou inanimadas a nossa volta, porque estão sob o domínio, a influência dos condicionamentos (vásanás), que manipulam nossos sentidos, criando, literalmente, uma visão pessoal, irreal do mundo.

Esta é, na nossa humilde opinião, uma forma de aprisionamento e o Yôga visa exatamente nos ajudar a deslocar-nos do condicionado para o incondicionado, a libertação final (môksha).

Acredito que para a maioria dos estudiosos e praticantes desta filosofia fóssil, este assunto é bastante familiar e não pretendemos aprofundá-lo.

Em realidade, queremos nos deter é no como executar, realizar este procedimento de libertação, e aí as modalidades de Yôga não são unânimes.

A maioria delas, por sofrer forte influência Vêdánta-Brahmáchárya, opta como método, pelo aniquilamento do ego através de técnicas ascéticas, restritivas dos sentidos, caracterizada pela negação do corpo e das sensações, consideradas como irreais, descartáveis, na busca da realidade última, denominada Átman.

Por ser repressivo, e, portanto, contrapondo-se a natureza das coisas, o sistema Vêdánta-Brahmáchárya coloca em risco com muita freqüência a sanidade dos praticantes, incorrendo em muitíssimos casos de suicídios e esquizofrenias, por exemplo, alem de deformações anatômicas permanentes.

Já a proposta Sámkhya-Tantra tem outra abordagem que pode ser muito bem exemplificada por um ditado tântrico que diz:

“Se ao chão cais (numa alusão a vida material, física, execrada pelos praticantes de Yôga brahmácháryas, por considerarem-na uma fonte de dispersão ou vrittis), é com o auxílio do chão que levantarás”. Ou seja, propõem uma práxis que não nega, entre tantas coisas, os condicionamentos, mas propõem substituí-los por outros, mais inteligentes, em uma espiral ascendente, que conduz o yôgin a incorporar escolhas mais sábias. Ocorre então, uma profunda, positiva, contínua e irreversível transformação karmica, até que os condicionamentos substituídos sejam tão sutis, refinados e transcendentes que produzem um espelhamento com o incondicionado (Púrusha) e o sádhaka alcança a libertação.

Esta proposta de substituição dos condicionamentos, em verdade, ouvi do Mestre DeRose há um par de anos, em um dos seus tantos cursos e registrei por considerá-la muito inteligente sobre vários aspectos, mas aquele que mais me atraiu foi o fato de levar em conta a condição humana, sem negá-la ou reprimi-la, mas exaltar as oportunidades de aprimoramento e evolução nela embutidas.

 
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