Ir para a página inicial
ÔM
O blog do Jojó
Um espaço para compartilhar com amigos, alunos e curiosos sobre filosofia, vida, trabalho, amor, esporte e Yôga.
 

Entradas com Etiqueta ‘Mestre’

O DeROSE Festival de Floripa está bombando.

Terça-feira, 18 de Maio, 2010

RGSul Pelo décimo quarto ano consecutivo, o DeROSE Festival de Floripa, que  acontecerá agora nos dias 28, 29 e 30 de maio, está repleto de gente  linda e pró-ativa.

Faltando sessenta dias para o início do evento, as vagas do Hotel  Praiatur estavam todas ocupadas.

Segundo me contou o setor de reservas, em março, ligou um  interessado.

- Bom dia, gostaria de fazer uma reserva para o DeROSE Festival de Floripa, por favor – solicitou a pessoa.

- Desculpe-me, senhor, mas todos os leitos estão ocupados.

- Como pode ser? Estou ligando com dois meses de antecedência?

- Pois é, meu senhor. Para o DeROSE Festival de Floripa, a antecedência é de quatro meses.

Agora, os inscritos de última hora, buscam um lugar nas pousadas próximas ao hotel, que estão também quase lotadas.

Teremos presença das mais importantes autoridades do Método DeROSE em todo o mundo, e inscritos do Brasil, Argentina, Portugal, Espanha e Chile, somando quase 600 participantes em um fim de semana de muita convivência, prática, alegria e a melhor companhia: a egrégora do Método DeRose.

Aguardamos a chegada do Educador DeRose para o dia 27 de maio E prepare-se para vivenciar o mais poderoso sat chakra de encerramento de todos os tempos. As paredes do Hotel Praiatur irão tremer.

Um trishúla vivo

Sábado, 1 de Maio, 2010

DeRose PXB 6

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude sentir na pele, enumeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.
Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro. Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.
Sua abençoada insistência pelo qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Carezza colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumado. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Carezza são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.
Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiado do Educador e Mestre.
Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o por quê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolhem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.
Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa agüentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!
E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todos as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.
Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companheirismos e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.
Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre de Yôga.

Para quem não sabe, trishúla alude a uma arma de guerra na forma de tridente,  utilizada na  Índia há milênios. Também refere a Shiva, o criador do Yôga, no seu  aspecto destruidor de  avidya, a ignorância da totalidade da nossa natureza.

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude  sentir  na pele, inúmeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.

Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro.  Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.

Sua abençoada insistência pela qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Kámala colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumados. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Kámala são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.

Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiada do Educador e Mestre.

Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o porquê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolherem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.

Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa aguentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!

E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todas as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.

Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companherismo e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.

Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre.

UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA

Sexta-feira, 23 de Janeiro, 2009

foto-mestre-e-jaya“Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi”.

De todas as definições de Yôga, esta sempre me pareceu a mais coerente. E representa muito bem a integridade de quem a escreveu.

Ao lê-la, temos a sensação de abrangência, de que qualquer sistema, independentemente dos seus seguidores, possa ser reconhecido como Yôga, desde que seja técnico e reproduza a experiência da hiperconsciência.

E tem, também, o sentido de nos acenar com uma proposta não doutrinária. Se ela é estritamente prática, independe de fé ou de crença. O Yôga não é um prêmio por bom comportamento, mas é, unicamente, uma questão de foro íntimo.

É como aprender a andar de bicicleta. Nós não necessitamos de fé para aprender a andar de bicicleta, nem precisamos questioná-la sobre sua moral, seu comportamento ou quantos são seus créditos no céu. É só subir nela…e cair. E levantar-se e tentar, tentar, até sair andando. Ou seja, todos temos direito a andar de bicicleta. Como ao Yôga!

Mas a frase também tem a coragem de separar os charlatões, os falsos iluminados e os mestres de vigarice, daqueles que, efetivamente, realizaram em si o Yôga, porque coloca em cheque as definições utilitárias, comerciais, superficiais, enganadoras ou intangíveis, oferecidas pelos impostores.

A frase em questão também tem a característica de não vender benefícios. Atrairá um perfil de praticante que não é manipulável, que prima, principalmente, pela inteligência, pela imparcialidade e pelo amor à verdade. E que representa uma fatia muito pequena da população, portanto, não é comercial.

Só posso me orgulhar de conhecer uma pessoa tão corajosa, que vem defendendo a visão autêntica do Yôga ancestral, durante tanto tempo, apesar das injustas perseguições que lhe têm sido impostas durante 40 anos: o Mestre DeRose.

Independentemente de ser uma pessoa íntegra, séria e honesta, esta frase já valeria ao meu velho amigo um lugar no hall dos grandes Mestres de Yôga de todos os tempos, apesar das suas imperfeições e fragilidades humanas.

Tomara que aqueles que dizem amar o Yôga, os yamas e os niyamas, mas o detratam covardemente pelas costas, não acordem tarde demais para reconhecer o valor desse grande homem, depois que as irresponsáveis e caluniosas palavras os tiverem, finalmente, feito soçobrarem.

Uma história na Índia – 1998

Sexta-feira, 23 de Janeiro, 2009

 

Swámi Niranjan

Swámi Niranjan

Era a minha segunda viagem a Índia. Era janeiro de 1998, um período em que a temperatura é mais amena e a época ideal para se conhecer o país.

 

Viajavamos em um grupo de quase trinta brasileiros, entre professores e alunos de Yôga.

Uma das etapas da viagem foi estudar por uma semana no Bihar School of Yôga, uma organização fundada por Swámi Satyananda Saraswati em 1964, localizada em Munger, cidade do estado de Bihar e especializada na formação de professores.

Todos os dias, entre as atividades, estava incluído um sat sanga com Swámi Niranjan, que fora indicado por Swami Satyananda para substituí-lo na direção do ashram. Reuniam-se mais de 200 pessoas, entre swamis, acólitos, discípulos e estudiosos ocidentais para ouvir as preleções, todos sentados sobre um grande gramado entre as suntuosas edificações, que contrastavam com a realidade muito pobre fora da instituição.

No terceiro dia em que participávamos das conferências, Niranjan tomou conhecimento da existência do nosso pequeno grupo de brasileiros através de seus assessores. Ele sempre sentava-se em um púlpito, numa cadeira alta, cercado de swamis idosos, e dois enormes cães vaimaraner, relaxadamente descansando aos seus pés.

Curioso, quis saber quem era o representante do grupo e este apontou para mim. Olhando fixamente, o Maestro me perguntou qual era o estilo de Yôga que praticávamos.

- Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga– respondi.

Um murmúrio percorreu o grupo de decanos swamis que cercavam o Mestre.

- Quem é o seu Mestre? – voltou a perguntar o Educador.

- Sri DeRose – retorqui.

Ele ficou alguns momentos em silêncio e tornou a questionar:

- Como é a prática deste Yôga?

- Mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá e samyama.

Duzentas pessoas cravavam seu par de olhos sobre nós dois, acompanhando com a cabeça a intercalação do diálogo.

Não satisfeita a sua curiosidade, Niranjan volveu a indagar:

- Como é o samyama?

- Yantra dhyána, mantra dhyána e tantra dhyána – lhe respondi, com voz sempre firme.

Irrompeu um clamor entre veneráveis sacerdotes, estrangeiros e residentes. Niranjan levantou uma das mãos pedindo silêncio, fitou-me por alguns longos instantes. Eu suava frio, pois achei que havia cometido alguma bobagem e que iria repreender-me. Finalmente me respondeu:

- Muito antigo o seu Yôga. Muito ancestral.

- Pátañjali Yôga, Swámiji? – dirigiu-se à ele um dos assessores, demonstrando surpresa.

- Não, não. Muito mais antigo – respondeu Niranjan, erguendo novamente a mão para informar que a conversa tinha se encerrado e continuou sua preleção.

A importância de um Mestre Vivo.

Sexta-feira, 2 de Janeiro, 2009

derose_mestrevivoImagine um edifício em construção. Visualize centenas de encanadores, engenheiros, serventes, pedreiros, eletricistas levantando paredes, fazendo argamassa e deslocando tijolos em um verdadeiro formigueiro de ruídos, homens e cimento. No entanto, no meio da aparente confusão, um homem coordena, supervisiona e orienta, fazendo sentir o peso da sua larga experiência, contribuindo para reduzir custos, otimizar o tempo e evitar acidentes: o mestre-de-obras.

Homens como esse são na maioria analfabetos. No entanto, têm sua palavra inquestionada e são respeitados tanto por pedreiros quanto por arquitetos e engenheiros, tornando-se a mola-mestra, a referência no ambiente da edificação. Sem eles e seu conhecimento, a construção arrastar-se-ia indefinidamente, correndo o risco de não ser concluída.

Esses são os mesmos pressupostos de respeito e consideração para com um mestre-cuca, mestre-de-capoeira ou um mestre-de-armas.

A Índia sempre reconheceu três categorias do título de Mestre: aquele que o conquistou por valor acadêmico, por experiência ou ainda por revelação.

O especialista em Yôga se inclui nesta última classe. Há milênios representa, na cultura indiana, o ápice da pirâmide social, para além do sistema de castas. É considerado autoridade máxima, indiscutível na sua área de conhecimento, assim como os Mestres de sânscrito, dança, música, sitar etc.

Os Mestres, na prática do Yôga, representam a orientação autêntica e segura, evitando que o discípulo retarde sua evolução ou se acidente ao adestrar-se nas técnicas ancestrais.

O termo sânscrito para essa titulação é guru, compreendido como aquele que desvenda as trevas, representadas como avidyá, a ignorância, o desconhecimento da verdadeira natureza.Não existe Yôga sem um Supervisor vivo. Ele é o grande elemento motivador para o educando. A confiança gerada pela relação entre Mestre e discípulo, muitas vezes, é mais forte do que entre um pai e seu filho, tais as experiências mutuamente gratificantes de transformação e evolução que ela proporciona ao segundo.

A proximidade com um orientador vivo é um experimento extraordinário. A História do Yôga é repleta de relatos de discípulos descrevendo sobre os poderosos trânsitos de conhecimento e poder provenientes da convivência física com seus Mestres. Isso jamais seria possível se um praticante adotasse um método de Yôga cujo preceptor já faleceu.

Ainda, incluam-se os ensinamentos não-formais, frutos da experiência de vida do Orientador e que não se encontram em livro algum. Talvez, esse seja o mais precioso dos conhecimentos, só acessível àquele educando que se permitiu aceitar plenamente seu Supervisor. Ao acolhê-lo em seu coração, esse conhecimento de vida único pode ser apreendido e aplicado imediatamente na maneira de viver e ser do aluno.

DeRose constitui-se em um dos raros casos da História do Yôga, em que um não-indiano é reconhecido como um Mestre de Yôga autêntico.

Nascido brasileiro, desde a infância demonstrou ser uma criança distinta, que via o mundo de uma maneira singular. Predestinado, ainda adolescente, recebeu por revelação o SwáSthya, o Yôga Antigo. Iniciava-se assim sua trajetória pela sistematização do método que havia intuído.

Através da prática, iluminou-se aos 16 anos, fato descrito em sua autobiografia Quando é preciso ser forte (DeRose – Ed. Nobel).

Autor de uma obra literária respeitada, com mais de 20 livros escritos sobre a sistematização do Dakshinacharatántrika-Niríswarasámkhya Yôga e milhares de supervisionados espalhados pelas Américas, Europa, Ásia e Oceania, ele é o grande inspirador deste blog..

O revólver e o armeiro

Sexta-feira, 2 de Janeiro, 2009

armaA prática das técnicas de Yôga autêntico não é destituída de riscos. Não estamos aludindo às técnicas água-com-açúcar que são oferecidas na maioria das obras leigas encontradas nas livrarias. Estas jamais poderão ativar a kundaliní no praticante e muito mais conduzí-lo à hiperconsciência.

Exercitar as técnicas do Yôga Antigo é semelhante ao manejo de um revólver. Estatisticamente o ambiente onde mais se usa armas é aquele com incidência zero de acidentes: as forças armadas. O motivo é que todo o processo de manipulação da artilharia é feito sobre a orientação de especialistas: um armeiro, que por sua longa vivência, conhece todos os caminhos possíveis no uso correto e seguro de uma arma. O mesmo vale para o arsenal de técnicas psicofísicas do Método DeRose. É necessária a presença de um instrutor formado e credenciado acompanhando todo o caminho evolutivo do praticante. E mais: é fundamental a existência de um Mestre vivo, que tenha experimentado as instâncias ulteriores do sistema, ou seja, o samádhi , para nortear aqueles que aspiram ao mesmo.

A diferença entre um instrutor e um Mestre é que enquanto o primeiro utiliza o verbo “vamos” quando ensina, o segundo aplica a expressão ” venha”, caracterizando que, ao contrário do outro, este já atingiu a meta.

 
BláBLOGBlá - O blog do Jojó criado com WordPress. RSS Artigos e RSS Comentários Montagna