Kind Of Blue (1959) de Miles Davis, pode não ser o álbum mais vendido de todos os tempos, mas influenciou várias gerações de jazzistas e outros músicos. O clássico, prestes a comemorar seu 50° aniversário, ganhou uma versão de luxo.
A obra de 1959 vendeu mais de 3 milhões e cópias e ficou em 12o lugar da lista feita pela revista Rolling Stone dos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos de qualquer gênero.
O trompete de Miles Davis silenciou há 17 anos, mas basta mencionar as cinco faixas do álbum — “So What”, “Freddie Freeloader”, “Blue in Green”, “All Blues” e “Flamenco Sketches” –, e qualquer fã do jazz voltará a ouvir seu som marcante outra vez.
Para comemorar o 50o aniversário do disco, a Columbia/Legacy, uma divisão da Sony, lançou uma edição de luxo para colecionadores que inclui dois CDs do álbum original, mais versões alternativas, faixas gravadas que não saíram no álbum, um documentário em DVD e outros bônus.
Há também uma exposição Miles Davis prevista para o complexo Cité de la Musique, em Paris, e um longa em que Don Cheadle faz o papel do músico, célebre por suas idiossincrasias.
Vince Wilburn Jr., sobrinho de Davis e administrador de sua herança, disse que o álbum já foi remasterizado e relançado várias vezes, tendo vendido 2 milhões de cópias desde que Davis morreu, em 1991.
Considerei que o aspecto mais valioso é o DVD que conta como o ambum foi contruido além de cenas antológica com Milles.
Considero uma ótima oportunidade para aqueles que querem conhecer e curtir com mais profundidade o som elegante do Deus do Jazz.


“Miles Davis efetivamente constitui, sozinho, um capítulo à parte dentro do jazz. Pode-se dizer, sem medo de errar, que ele foi uma verdadeira força propulsora do jazz durante mais de quarenta anos. Seu som ao trompete, puro, macio e quase sem vibrato, emitido freqüentemente com o uso da surdina, e seu fraseado conciso e despojado tornaram-se marcas registradas. Sua personalidade difícil, às vezes contraditória, também. Fundador do cool jazz, do jazz modal, do jazz-rock e da fusion, Miles fez da renovação das linguagens o principal impulso gerador de sua música.”

