Entradas com Etiqueta ‘SwáSthya’
Sexta-feira, 7 de Maio, 2010
Lucila Silva, é Instrutora Docente, Diretora Executiva e coordenadora pedagógica estadual da Federação de Yôga de Santa Catarina e Vice-diretora da Unidade Kobrasol.
Tem mais de 16 anos de Método Derose e além de uma discípula fiel ao Sistematizador e amiga leal deste blogueiro, é autora de um livro, que todos aqueles que, na Nossa Cultura, têm o hábito de escrever, recorrem a ele diariamente: o Léxico de Yôga Antigo.
Com 900 verbetes e mais de 2000 significados, a obra é minha parceira permanente de computador e extremamente útil para quem escreve livros e artigos sobre a Nossa Proposta.
Obrigado, Lú, pela sua dedicação a nossa causa. Tenho muito orgulho de ser seu amigo.
Etiquetas:alimentação, ashtánga sádhana, condicionamentos, Dakshinacharatántrika, DeRose, egrégora, evolução, Índia, Jojó, Joris Marengo, Mestre DeRose, Niríshwarasámkhya, sádhana, samádhi, SwáSthya, Tantra, Uni-Yôga, Yôga Antigo Na categoria Filosofia, Trabalho, Yôga | 1 Comentário »
Terça-feira, 4 de Agosto, 2009

Enquanto a Humanidade espera que
a sorte a agarre para mudar a sua vida,
o SwáStha agarra a vida e
muda a sua sorte.
Etiquetas:destino, futuro, Humanidade, karma, poder, realização, sorte, sucesso, SwáStha, SwáSthya, Vida, Yôga Na categoria Vida, Yôga | 1 Comentário »
Segunda-feira, 3 de Agosto, 2009
Em maio de 1976 conheci o SwáSthya e me encantei imediatamente. Lembro-me que a imersão foi total e em poucos meses já sentia os resultados. De segunda a domingo, acordava às cinco da madrugada para realizar meu sádhana matinal que durava até as sete. De segunda a sexta, depois de praticar na Unidade, me dirigia ao trabalho, pois era servidor público federal e aproveitava para estudar os livros indicados na bibliografia da época. Quando saía do emprego, me deslocava até a Unidade para praticar ainda mais com a Profa. Dalva Arruda, minha iniciadora.
Naquele período, todos fazíamos uma grande mistureba de egrégoras, além de ler de tudo, fosse sério ou pura alucinação. Estávamos nos anos setentas, que eram fortemente influenciados pela contracultura, o movimento hippie etc. Lembro-me de ter morado em duas comunidades hipongas, onde plantávamos, tomávamos banhos gelados todos os dias, todos praticavam Yôga, o amor era livre e, infelizmente, as drogas também. Ingenuamente, acreditava-se que drogas como o LSD poderiam conduzir o indivíduo à iluminação. Muitos amigos meus experimentaram estas substâncias e jamais voltaram, tornando-se pessoas isoladas, algumas suicidaram-se e outras ficaram esquizofrênicas.
As imagens dos yogis ascetas, com sua proposta de desprendimento do corpo e dos bens materiais, vivendo em total foco na iluminação, serviam, equivocadamente, de arquétipo para milhares de Instrutores e praticantes de todas as modalidades, em todo o mundo, naquela década. Entre esses, estava eu.
(continua amanhã)
Etiquetas:asceta, contracultura, Dalva Arruda, drogas, egrégora, iluminação, profissão, saddhu, SwáSthya, yôgi Na categoria Filosofia, Vida, Yôga | 1 Comentário »
Sexta-feira, 2 de Janeiro, 2009
Imagine um edifício em construção. Visualize centenas de encanadores, engenheiros, serventes, pedreiros, eletricistas levantando paredes, fazendo argamassa e deslocando tijolos em um verdadeiro formigueiro de ruídos, homens e cimento. No entanto, no meio da aparente confusão, um homem coordena, supervisiona e orienta, fazendo sentir o peso da sua larga experiência, contribuindo para reduzir custos, otimizar o tempo e evitar acidentes: o mestre-de-obras.
Homens como esse são na maioria analfabetos. No entanto, têm sua palavra inquestionada e são respeitados tanto por pedreiros quanto por arquitetos e engenheiros, tornando-se a mola-mestra, a referência no ambiente da edificação. Sem eles e seu conhecimento, a construção arrastar-se-ia indefinidamente, correndo o risco de não ser concluída.
Esses são os mesmos pressupostos de respeito e consideração para com um mestre-cuca, mestre-de-capoeira ou um mestre-de-armas.
A Índia sempre reconheceu três categorias do título de Mestre: aquele que o conquistou por valor acadêmico, por experiência ou ainda por revelação.
O especialista em Yôga se inclui nesta última classe. Há milênios representa, na cultura indiana, o ápice da pirâmide social, para além do sistema de castas. É considerado autoridade máxima, indiscutível na sua área de conhecimento, assim como os Mestres de sânscrito, dança, música, sitar etc.
Os Mestres, na prática do Yôga, representam a orientação autêntica e segura, evitando que o discípulo retarde sua evolução ou se acidente ao adestrar-se nas técnicas ancestrais.
O termo sânscrito para essa titulação é guru, compreendido como aquele que desvenda as trevas, representadas como avidyá, a ignorância, o desconhecimento da verdadeira natureza.Não existe Yôga sem um Supervisor vivo. Ele é o grande elemento motivador para o educando. A confiança gerada pela relação entre Mestre e discípulo, muitas vezes, é mais forte do que entre um pai e seu filho, tais as experiências mutuamente gratificantes de transformação e evolução que ela proporciona ao segundo.
A proximidade com um orientador vivo é um experimento extraordinário. A História do Yôga é repleta de relatos de discípulos descrevendo sobre os poderosos trânsitos de conhecimento e poder provenientes da convivência física com seus Mestres. Isso jamais seria possível se um praticante adotasse um método de Yôga cujo preceptor já faleceu.
Ainda, incluam-se os ensinamentos não-formais, frutos da experiência de vida do Orientador e que não se encontram em livro algum. Talvez, esse seja o mais precioso dos conhecimentos, só acessível àquele educando que se permitiu aceitar plenamente seu Supervisor. Ao acolhê-lo em seu coração, esse conhecimento de vida único pode ser apreendido e aplicado imediatamente na maneira de viver e ser do aluno.
DeRose constitui-se em um dos raros casos da História do Yôga, em que um não-indiano é reconhecido como um Mestre de Yôga autêntico.
Nascido brasileiro, desde a infância demonstrou ser uma criança distinta, que via o mundo de uma maneira singular. Predestinado, ainda adolescente, recebeu por revelação o SwáSthya, o Yôga Antigo. Iniciava-se assim sua trajetória pela sistematização do método que havia intuído.
Através da prática, iluminou-se aos 16 anos, fato descrito em sua autobiografia Quando é preciso ser forte (DeRose – Ed. Nobel).
Autor de uma obra literária respeitada, com mais de 20 livros escritos sobre a sistematização do Dakshinacharatántrika-Niríswarasámkhya Yôga e milhares de supervisionados espalhados pelas Américas, Europa, Ásia e Oceania, ele é o grande inspirador deste blog..
Etiquetas:Dakshinacharatántrika, DeRose, discipulado, discípulo, História do Yôga, Mestre, Niríshwarasámkhya, SwáSthya, Yôga Na categoria Yôga | 1 Comentário »
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