![]() A realidade do Yôga no mundo
Dentro desta torre de babel está o SwáSthya, o Yôga Antigo, codificado pelo Educador DeRose na década dos sessentas e com aproximadamente 50 mil praticantes, tornando-se a modalidade com a maior concentração de adeptos no país. Esse artigo tem como objetivo esclarecer, numa linguagem clara e acessível, as dúvidas genéricas sobre o Yôga, específicas sobre o Método DeRose, incluindo o hábito da prática diária dessa filosofia prática no mundo moderno. Significado da palavra A palavra Yôga é um termo sânscrito, uma língua morta como o latim. É importante ressaltar que os indianos pouco conhecem sobre o sânscrito, assim como a maioria dos italianos também desconhecem a sua língua mater. O vocábulo Yôga, tem como radical a palavra yug, que significa unir. Definição Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi. Esta definição foi proposta por DeRose e é considerada uma das mais honestas e verdadeiras definições do termo em todos os tempos e épocas. Samádhi é a meta de qualquer Yôga autêntico e consiste num fenômeno neurológico no qual o praticante experimenta um estado expandido de consciência. Os efeitos do Yôga Antigo Embora seja o principal motivo pelos quais as pessoas procuram o Yôga em todo o mundo, a eclosão da vitalidade, poder corporal e mental é, para o yôgin, apenas uma conseqüência inevitável da prática. No entanto, estes efeitos secundários são os grandes atos de poder. Desta forma, sentimos a necessidade de apresentar a você uma síntese dos resultados do Método DeRose. Físicos Todos nós aspiramos por duas coisas: saúde e longevidade. Ninguém gosta de ficar doente ou sentir dor. Nem deseja morrer. Porém, a convivência em grandes povoados, a desconexão com a natureza, a atividade laboral burocrática, o sedentarismo e a diluição da responsabilidade pelas nossas escolhas fez com nascêssemos com um atestado de morte prematura. Nossos músculos, tendões, nervos, órgãos internos e sentidos foram desenvolvidos para caçar, perseguir, lutar, conquistar, inovar e arriscar. Nosso estilo de vida é uma ofensa para nossos corpos caçadores, aventureiros e ousados, assim como para nosso enorme cérebro humano. Temos duas opções: compensar esta defasagem ou adoecer. O Yôga Antigo promove flexibilidade articular, regulação das funções hormonais, digestivas e reprodutoras, força e elasticidade muscular, alinhamento postural, resistência aeróbia, melhoria nos reflexos e agilidade. Ou seja, recupera todos os atributos sinergéticos que a natureza exigia do Homo primóris nos tempos primevos da nossa evolução. Emocionais Todos os mamíferos, incluindo o macaco humano, reagem da mesma forma instintiva aos estímulos. Esta reação está ligada ao sistema límbico, puramente emocional, e que foi desenvolvido para dar uma prerrogativa dentro da corrida evolutiva através da seleção natural. Sentimentos como o medo, ansiedade, agressividade e competitividade fazem parte desse arsenal emocional, indispensável para garantir a sobrevivência do individuo, mas que criam uma série de problemas na vida em grupo. O único animal que consegue alterar este impulso ligado à sobrevivência é o símio humano. Porém, os condicionamentos e paradigmas limitam nossa capacidade de substituir uma resposta reativa (condicionada, instintiva) por uma resposta pró-ativa (poder de escolha). A maioria de nós reage aos estímulos ainda de forma binária (bem/mal, certo/errado) conforme faziam nossos antepassados. Isto está ligado ao sistema límbico, emocional. Escolher uma resposta mais elaborada, mais ajustada ao mundo contemporâneo, mais sutil e sofisticada, civilizada, é processar a informação no sistema neocortical, existente em todos os primatas, porém muito mais desenvolvido no Homo sapiens. O Método DeRose potencializa e amplifica a influência do neocórtex nas reações emocionais do praticante, retardando os impulsos límbicos e ampliando o poder de escolha. Com isso, diminui muito o desgaste nas relações interpessoais, profissionais e afetivas, pois não se responde aos estímulos de forma instintiva e primitiva, mas adiando este rebate por outro, racional, mais adequado e inteligente. Mentais O cérebro produz quatro modelos de ondas: beta, que é o consciente, a mente racional; alfa que consiste no modelo de onda cerebral produzida quando realizamos um relaxamento; teta é o tipo de onda emitida pelo subconsciente; e delta, que se constitui na onda cerebral pela qual desabrocha o ócio contemplativo, os insights. O Proto-Yôga, através de ferramentas como o pránáyáma (técnicas respiratórias), o sírshásana (procedimento corporal) e os bandhas (compressões de plexos e glândulas), aprimora estas funções, ampliando uma saudável relação entre os tipos de ondas, gerando novas conexões entre os neurônios. Assim, estimula no praticante áreas cerebrais adormecidas, aumentando a memória, a concentração, a velocidade e quantidade de associações mentais, tornando-nos mais inteligentes e intuitivos. O Método DeRose DeRose atingiu a iluminação (samádhi) nos anos sessentas, através de um sistema de Yôga que havia recebido por revelação, ainda muito jovem. Uma vez alcançada aquela que é a meta de todos de Yôga, faltava terminar a sistematização do método que ele havia intuído, conforme relata no seu livro Quando é preciso ser forte (DeRose – Ed. Nobel). Esta codificação levou quarenta anos para se completar e, ao final, o que se viu foi o resgate da forma mais primitiva, potente, bela e ancestral, de praticar esta filosofia milenar: o Método DeRose. Nestes quarenta anos, o seu codificador escreveu mais de vinte livros sobre assuntos, em sua maioria relacionados ao Proto-Yôga, formou mais de cinco mil Instrutores no método, introduziu cursos de formação de profissionais do Método DeRose nas mais importantes universidades brasileiras, sul-americanas e européias, fundou onze federações estaduais e centenas de escolas de nossa proposta cultural por todo o mundo. Visionário e realizador, desde cedo teve de lutar muito para expor sua visão sobre o Yôga e a profissão, pois as forças conservadoras sentiam-se ameaçadas e o perseguiram, como ainda o fazem, há décadas. Mas, apesar da incompreensão de alguns, a sua proposta evolutiva continua a encantar milhares de praticantes e novos Instrutores, em todo o mundo, pela potência, beleza e eficiência. O Sistema DeRose tem características únicas tais como as regras gerais de execução, que oferecem ao yôgin segurança e liberdade; seqüências coreográficas, verdadeiras esculturas vivas de expressão corporal; o perfil do público, congregando pessoas jovens, cultas e clean; e, principalmente, a prática óctupla, sua principal característica. Mais do que uma filosofia, o Método DeRose transformou-se numa cultura, com hábitos e comportamento muito saudáveis e pró-ativos, reunindo em torno de si milhares de pessoas realizadoras e positivas. A potência da prática Epicentro da sistematização feita pelo Educador DeRose, a prática óctupla (ashtánga sádhana) é constituída por oito feixes potentíssimos de técnicas ancestrais e foi o que o conduziu ao samádhi no início da sua jornada: Gesto ancestral - feito com as mãos, desperta no praticante o conceito do inconsciente coletivo e o acesso a conhecimentos esquecidos. É impactante descobrir como as mesmas mãos que escrevem, digitam, conduzem o alimento à boca, acariciam ou destroem, são também capazes de conduzir a consciência humana à conexão com a memória coletiva da Humanidade. O SwáSthya sistematizou cento e oito mudrás, nome pelo qual é denominada, em sânscrito, esta técnica; Retribuição de energia - treinamento de mentalizações, nominado globalmente de pújá, desenvolve no yôgin a capacidade de construir imagens mentais, moldando situações e ambientes à sua vontade. Através do pújá, o praticante aprimora uma das características exclusivas dos primatas humanos: a capacidade de imaginar, construir situações hipotéticas e realizar escolhas a partir delas. O pújá desenvolve entre outros aspectos, a compreensão e o cultivo da hierarquia. Lembremo-nos que sociedades hierarquizadas geram conforto e segurança, ou seja, menos stress. Domínio do ultra-som - que promove um desvelamento da potência dos sons internos do corpo e propicia sua manipulação, promovendo redução ou estímulo da atividade mental e desenvolvimento de habilidades naturais incomuns, como a estimulação de centros nervosos e bioenergéticos. São nominados genericamente de mantras. Controle da energia biológica - que se dá através da respiração. São os pránáyámas que oferecem ao praticante uma gama gigantesca de exercícios respiratórios, com o intuito de promover alterações diversas e portentosas no modus operandis do ser humano: revelar, administrar e ampliar os tempos inspiratórios e expiratórios, influenciando no ritmo e interatividade das ondas cerebrais; hiper-ventilar o cérebro, acelerando e modificando o ritmo das sinapses e expandindo as percepções de tempo e espaço; dominar e canalizar o prána, substrato energético que sustenta toda a forma de vida, e influenciar diretamente na ativação definitiva da kundaliní, o poder interno. Limpezas orgânicas - externas e principalmente internas. Quando o praticante do Yôga Antigo reúne alimentos de qualidade, potente oxigenação cerebral, adicionado às técnicas de vitalização neuro-ósteo-muscular e exercícios mentais diários e combiná-los com um corpo interna e externamente desintoxicado através dos kriyás, os exercícios multimilenares de limpeza orgânica do Yôga, os resultados obtidos serão instigantes alterações nas diferentes concentrações bioquímicas corporais. Estas o conduzirão para um novo patamar na qualidade das suas emoções, vitalização orgânica e poder mental. Procedimento orgânico - os ásanas incluem técnicas de alongamento, tônus e força muscular, reajustamento postural, flexibilização das articulações e equilíbrio psicossomático que culminam numa implosão de autoconhecimento biológico. Estas induzem o executante a desfrutar uma condição corporal ímpar, de muito conforto e descontração orgânica, agilidade e vitalidade física, reproduzindo o status neuro-muscular dos nossos antepassados caçadores, com alto nível de reflexos e comunicação intra-corporal. Técnica de descontração - através do relaxamento corporal consciente, o yôgin reproduz fisicamente o estado do sono profundo, mas se mantém acordado, acompanhando, orientando, diminuindo ou aumentando a intensidade de agradáveis sensações. Os resultados são: controle gradual do sono, com a lembrança e interpretação dos sonhos, a necessidade de menos horas de descanso e um repouso muito mais reparador. É o momento da assimilação dos outros angas. Treinamento da concentração e eclosão da intuição - proporciona um gradual conhecimento e controle sobre as ondas mentais, identificando uma gama enorme de estados criados pela mente e aprendendo a selecionar os mais produtivos e positivos, de modo a manter-se sempre motivado, criativo e energizado. Por outro lado, estimula os insights, que permite gerar soluções inovadoras e originais. O sistema nervoso autônomo O sistema nervoso autônomo é o segmento do sistema nervoso que gerencia a vida vegetativa, ou seja, controla funções que estão além da nossa vontade consciente, influindo na circulação sanguínea, respiração, digestão e controle de temperatura. O sistema nervoso autônomo desenvolve um crucial controle automatizado do organismo diante dos estímulos, bons ou ruins, do meio-ambiente sobre ele. Por exemplo, quando você está realizando exercícios num dia de sol, o sistema nervoso autônomo age, produzindo suor, refrescando seu corpo, tentando impedir um aumento excessivo de temperatura corporal. Ou seja, o sistema nervoso autônomo promove ajustes constantes no corpo, desde o útero até a velhice, melhorando, sem nossa interferência, nossa capacidade adaptativa ao meio. Através do controle da musculatura lisa, da musculatura cardíaca e das glândulas exócrinas, ele gerencia os movimentos peristálticos, aumento e a diminuição da pressão arterial, a freqüência respiratória, etc. O sistema nervoso autônomo é dividido em Simpático e Parassimpático. O sistema nervoso simpático A aceleração dos batimentos cardíacos, a concentração de açúcar no sangue, aumento da pressão arterial e da adrenalina, são algumas das ações de responsabilidade do sistema nervoso simpático. Tem como principais neurotransmissores a adrenalina e a noradrenalina Ele é o protagonista fundamental na liberação da síndrome de luta e fuga. O sistema nervoso parassimpático Contrapõem-se ao SN simpático, liberando principalmente a acetilcolina e a serotonina, gerando reações tais como sono, relaxamento muscular, diminuição do ritmo cardíaco e da pressão arterial. O grande vilão Como vimos no capítulo sobre o stress, a síndrome de luta e fuga é uma valiosa ferramenta evolutiva que aumentou as chances de sobrevivência dos indivíduos e das espécies. Ela continua sendo fundamental para enfrentarmos e superarmos os desafios cotidianos. O grande vilão contemporâneo é o estilo de vida, que inclui diariamente mais de uma dezena de situações ameaçadoras, não oferecendo um tempo de recuperação entre um evento e outro. Este modelo de vida mantém o organismo permanentemente adrenalinizado, com enormes e contínuas concentrações de adrenalina na corrente sanguínea (sistema nervoso simpático). Ele não inclui momentos de relaxamento, desfrute e descontração, (sistema nervoso parassimpático), possibilitando que o organismo substitua as concentrações de adrenalina por igual, ou até maior, concentrações de serotonina e acetilcolina. Este equilíbrio biológico é necessário e fundamental para mantermos bons e saudáveis níveis de qualidade de vida. Um grande aliado Este balanceamento bioquímico é necessário e fundamental para mantermos bons e saudáveis níveis de sono, auto-estima, motivação, satisfação no trabalho, criatividade, homeostase corporal, relacionamentos estáveis, etc. A dificuldade é que por falta de estímulo, o sistema nervoso parassimpático ficou hipotrofiado, trabalhando em níveis aquém dos desejáveis. É onde o Yôga Antigo torna-se um incomparável aliado, como veremos a seguir. Uma história Há alguns anos, tornou-se aluno de nossa Escola um assessor parlamentar. Quando indagamos os motivos pelos quais havia nos procurado, alegou que a sua agenda de compromissos diários estava afetando seu sono, concentração e saúde. Realizou um exame médico obrigatório, onde não apresentou nenhuma contra-indicação e partiu para sua primeira classe de Yôga Antigo. Havia escolhido o horário das vinte horas, o último disponível, para não comprometer suas atividades profissionais. Às vinte e uma horas a classe encerrou e todos os alunos dirigiram-se ao vestiário menos o assessor. Perguntei ao instrutor o porquê e ele me respondeu que o nosso amigo permanecia deitado na sala de prática e não queria levantar. Dirigi-me à sala de aulas e realmente lá estava ele estatelado no chão. Aproximei-me e percebi que estava com os olhos fechados. - Tudo bem com você, Fulano? – Perguntei-lhe. E ele sem abrir os olhos me respondeu: - Estou ótimo, Joris. Mas não estou normal. Toda a minha tensão sumiu, Estou com uma sensação muito, muito agradável, que nunca senti antes. Mas é muito diferente de qualquer sensação que já desfrutei. Parece que não conseguirei levantar. A partir da sua resposta, fiquei despreocupado, pois sabia o que estava acontecendo com o nosso novo aluno. - Deixarei você descansando mais um pouco, Fulano. Em alguns minutos esta percepção diminuirá e poderá levantar tranquilamente – e saí da sala de prática para atender aos demais alunos. Após alguns momentos, o assessor saiu sorrindo da sala de prática, ainda em estado de ênstase e perguntou-me o que havia ocorrido com ele. - Você escolheu um estilo de vida em que está sempre com o pé no fundo do acelerador, Fulano. Há muito tempo, seu corpo está intoxicado de substâncias excitantes, que o mantém num ritmo frenético, porém exaustivo. Por isso, sua dificuldade para dormir ou manter-se concentrado. Ao praticar o SwáSthya Yôga, ele retirou o excesso de adrenalina e liberou uma concentração maior de acetilcolina e serotonina do que estava acostumado. E o resultado foi este estado de descontração profunda, normal para nós, os mais antigos, mas muito intensa nos iniciantes. Conversamos mais alguns instantes e depois nos despedimos. Este evento ocorreu na década de noventa. E o assessor parlamentar continua nosso aluno. Uma dose diária de felicidade biológica Este é apenas um dos inúmeros depoimentos de alunos agradecidos e impressionados com os resultados obtidos, muitas vezes, numa primeira aula! Sempre sugerimos que os nossos alunos façam três aulas práticas semanais do Yôga Antigo. Os resultados alcançados de flexibilidade, reeducação respiratória e postural, concentração, qualidade do sono, motivação e auto-estima são excelentes. As classes diárias do Método DeRose podem e devem ser adotadas como um instrumento eficaz e eficiente no controle do stress e expansão da vitalidade, qualidade de vida e autoconhecimento. |

